Europa define regras para as fontes de alimentação

Em Abril do próximo ano vai entre em vigor uma nova legislação que poderá reduzir as contas de electricidade de muitos consumidores, ao incidir nas fontes de alimentação e adaptadores.Apesar da recente focalização na eliminação de "energia fantasma " – a electricidade consumida pelos dispositivos em modo standby – alguns aparelhos continuam a desperdiçar energia mesmo quando estão completamente desligados.

Isso acontece porque utilizam fontes de alimentação externas para converter a corrente alternativa de alta voltagem que sai da tomada da parede na corrente contínua de baixa voltagem de que necessitam para funcionar. Estas fontes de alimentação externas contêm transformadores, rectificadores, reguladores e circuitos que consomem energia desde que ligados à tomada, mesmo que não estejam a cumprir a sua função de alimentar qualquer dispositivo.
Estas fontes de alimentação externas são tão ineficientes do ponto de vista energético que, se nada for feito, por volta de 2020 os dispositivos em toda a União Europeia estarão a desperdiçar energia suficiente para abastecer um país como a Lituânia (com uma população de quase 3,5 milhões de habitantes), de acordo com números revelados pela Comissão Europeia.
As novas regras irão aplicar-se a todos os dispositivos e aparelhos que sejam adquiridos depois de Abril de 2010, limitando a energia que as suas fontes de alimentação externas podem consumir. E, além destas, novas restrições voltarão a entrar em vigor em Abril de 2011.
As regras definem standards para a energia que as fontes de alimentação podem consumir em duas situações: sempre que a fonte de alimentação esteja ligada à corrente mas o respectivo dispositivo esteja desligado e em uso normal.
No primeiro caso, as novas regras irão inicialmente limitar o desperdício de energia em 0.5 watts, sendo que, em 2011, esse limite passará para os 0.3W para as fontes de alimentação com uma saída útil inferior aos 51W. Este limite será aplicado, por exemplo, aos carregadores de telemóveis e leitores de MP3.
Embora estas regras se apliquem a todas as unidades de alimentação externas, alguns dos dispositivos menos consumidores de energia serão isentos do cumprimento de outras regulações que limitam o consumo em modo standby. Esta medida foi tomada a fim de evitar sobrecarregar os fabricantes com alterações aos seus equipamentos, segundo conta uma fonte da CE.
Quando o aparelho está em utilização, a aplicação das regras varia consoante as necessidades energéticas de cada dispositivo. As fontes de alimentação externas classificadas com 51W ou mais devem ser pelo menos eficientes em 86 por cento, ou seja, devem desperdiçar menos de 14 por cento da electricidade que fornecem ao dispositivo. Já as fontes com uma saída superior a 6 volts devem ser eficientes em 87 por cento, mais ou menos o mesmo nível de eficiência já hoje exigido às fontes de alimentação internas instaladas em servidores de data centers.
As fontes de alimentação classificadas com 1W têm obrigatoriamente que ter uma eficiência de 56 por cento (ou 62 por cento se a saída for superior aos 6 volts). Existe uma escala proporcional para as fontes classificadas entre 1W e 51W.
As novas regras, publicadas na semana passada, demoraram quatro anos a ser preparadas e definem requisitos semelhantes aos da classificação Energy Star dos EUA, pelo que um dispositivo que cumpra as regras europeias deverá também cumprir as norte-americanas.




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