O sistema de gestão mais importante das entidades bancárias

No interior do universo de software das entidades financeiras encontram-se diversos sectores, que incorporam soluções que respondem a problemas específicos. Soluções como: ferramentas CRM para a gestão, controle da actividade comercial e informação de clientes, Business Intelligence que contribui para a  tomada de decisões baseada na análise de dados, soluções de tesouraria, recursos humanos, fiscalidade, contabilidade, entre outros, constituem um leque de respostas informáticas aos requerimentos de qualquer entidade financeira na actualidade.

 

Estes sistemas interagem entre eles e na maior parte dos casos todos são necessários, sendo que a solução de core banking é reconhecida como o sistema de gestão mais importante da entidade.

No denominado núcleo bancário residem, entre outros, os subsistemas de gestão de Clientes e os produtos contratados por estes. É daqui que sai a informação que os outros sistemas têm de processar para desenvolverem conclusões comerciais. É a base que gera a contabilidade da Entidade, mas acima de tudo, é a ferramenta com que a rede comercial conta para proceder ao relacionamento directo com o público no seu dia-a-dia.

A imagem de eficiência e seriedade de uma entidade financeira depende em grande parte da resposta do software nuclear.

O sistema informático de uma entidade centra-se em grande parte no seu core banking, compreendendo este desde o desenho relacional das bases de dados, que integram as aplicações, até à estrutura funcional das mesmas. Aplicações como contas de passivo, empréstimos e créditos, meios de pagamento, produtos de banca para empresas como factoring, leasing ou gestão de pagamentos, produtos de riscos e de venda variável constituem o núcleo de negócio da própria Entidade.

Desta forma, com a independência do contexto tecnológico onde nos encontramos actualmente e do qual advêm as últimas tendências, o core banking deve possuir uma série de caracteristicas importantes: robustez e fiabilidade, para minimizar o número de falhas, manutenção intuitiva e um desenho coerente que contribua para a sua evolução, escalabilidade garantindo a gestão de um sistema em contínuo crescimento, integrável, modular, versátil, entre outras.

Actualmente, a  tendência da Arquitectura Orientada a Serviços (SOA) é encarada como uma inevitabilidade para qualquer entidade financeira. O Business Process Management (BPM) apresenta-se como uma ferramenta indispensável para os utilizadores contribuindo com rapidez e flexibilidade, para a implementação de processos de negócio mais ou menos complexos a partir de um catálogo de serviços básicos. Os serviços constituem-se nas peças básicas do sistema, como os tijolos são para a construção de edifícios ou os músicos para uma orquestra.

O debate acerca de idoneidade funcional destes serviços básicos acenta em defini-los como funcionalmente ricos ou como peças mais básicas. No primeiro caso, obtém-se sistemas com maior integridade, mas menor potencial de combinação e, portanto, mais limitados na definição de processos de negócio. No segundo caso, existe a capacidade de definição de mais processos de negócio, o que obriga o utilizador a uma maior especialização no uso dos mesmos, com maiores riscos de composições não adequadas. A definição de um sistema destas características começa com a procura do equilíbrio entre estas duas posições.

 

 

 

Jesus David

Infodesa

Solution Manager Banca Corporativa

 




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