Business Continuity – Como garantir a continuidade dos negócios?

A gestão de continuidade de serviços das TI é um tema muitas vezes subvalorizado mas é, sem dúvida, de crucial importância nos vários sectores de actividade, uma vez que as operações de negócios estão totalmente dependentes das TI.

Os números falam por si: 80% dos gastos em Tecnologias de Informação (TI) resultam de “operações”, 60% dos projectos falham na entrega do desejável “benefícios de negócio” e 50% dos custos operacionais são consumidos em trabalhos de “rectificação”.


 



O principal objectivo é suportar o processo global de Gestão de Continuidade do Negócio, garantindo a recuperação das instalações técnicas e dos serviços de TI, dentro dos prazos requeridos e acordados com o negócio. Além disso, pretende também ajudar na redução de custos com seguros, manter os requisitos de regulação, em conformidade com a legislação e aumentar a credibilidade das organizações face aos clientes internos e externos.


 


Uma empresa que não disponha de um processo de Gestão de Continuidade poderá sofrer perdas financeiras irrecuperáveis, além de sérios danos na sua reputação.


 


Neste âmbito, as recomendações às empresas são várias, entre as quais, a adopção de uma framework de princípios de Gestão de Serviços de TI, estruturada e consistente (como a ITIL/ISO 20000); a identificação e utilização das soluções de TI para automatizar controlos de processo sempre que possível; e a considerar a Gestão dos Serviços de TI como um programa contínuo e não como um projecto.


 


Do meu ponto de vista, é essencial demonstrar que uma organização possui planos de continuidade que lhe permita recuperar de uma emergência e governar as TI de acordo com a criticidade do seu negócio. Existem vários tipos de recuperação de TI: gradual (Cold stand-by), intermédia (Warm stand-by) e imediata (Hot stand-by). Qualquer uma delas tem como objectivo garantir as alternativas adequadas em caso de emergência.


 


Mas, para que tudo isto resulte é necessário utilizar as melhores práticas da ITIL (Information Technology Infrastructure Library), o standard internacional de facto para a gestão e operação de serviços. Para tal é imprescindível adoptar melhorias nas áreas que proporcionam maior valor para o negócio, como é o caso do processo de Gestão de Continuidade. Este processo quando implementado tem como objectivo promover as acções necessárias orientadas à execução de planos de contingência em situação de sérias interrupções de processos de TI, geralmente despoletados por eventos imprevisíveis de força maior, fora do controlo dos profissionais responsáveis e dos gestores.


 


O processo de Gestão de Continuidade compreende etapas de planeamento estratégico de continuidade de TI alinhado ao planeamento estratégico do negócio, elaboração dos conteúdos de acção, simulação de contingência e testes.
A Gestão da Continuidade dos Serviços de TI (GCSTI) possibilitará às organizações desenvolver a capacidade de manterem os processos do negócio em níveis pré-determinados, através da recuperação das instalações técnicas e dos serviços de TI de forma controlada e dentro dos prazos requeridos e acordados, de modo a suportar os requisitos mínimos de negócio após uma interrupção da actividade comercial, assim como garantir a gestão constante de riscos e a redução do impacto de falhas.


 


Estas acções em última instância visam impedir a perda de confiança de Clientes e Utilizadores.
Por todos estes motivos é importante que as empresas dediquem mais tempo na análise desta questão, para assim poderem proteger-se melhor e garantir uma melhor rentabilidade do seu negócio.


 


Fernando Couto Oliveira                                                                                                             
Senior Manager da unidade de Professional Services da Mainroad




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