Vinte previsões para o futuro do Business Intelligence

O Computerworld solicitou a vários protagonistas do mercado como vêm o futuro do Business Intelligence. Aqui ficam duas dezenas de visões sobre o futuro deste mercado.

A imagem é tudo. Por volta de 2009, a tecnologia de reconhecimento de imagem vai ser tão avançada que irá integrar muitas das transacções de negócio.


 


Por exemplo, os bens imobiliários serão automaticamente avaliados consoante as imagens da propriedade. A regularização do seguro será automaticamente determinada usando as imagens dos estragos. Richard Vlasimsky, CTO da Valen Technologies (Denver).


 


 


O final da sensação de incerteza.


 


Dentro dos próximos dois anos, ao usar novas abordagens como o ensino da teoria estatística, as corporações de sectores como a banca ou seguros, irão atingir o pico do marketing por objectivos, aumentando em 400%, as suas taxas de resposta para os produtos e ofertas de serviços. E dentro de quatro anos, a gestão da sensação de incerteza vai ser substituída por tomadas de decisão numa base de dados real. —Joerg Rathenberg, vice presidente da KXEN Inc., São Francisco.


 


 


O sexto sentido.


 


Durante os próximos quatro a seis anos, os sistemas de BI vão integrar-se em pequenos aparelhos móveis, tais como sensores manufacturados e PDA, que por sua vez vão ligar-se a sistemas mais centralizados. Por exemplo, a integração do BI em sensores numa refinaria de óleo ou numa planta manufacturada, poderá analisar as condições de um equipamento e detectar os sinais de falhas do sistema. – Erik Thomsen, cientista, Hyperion Solutions (Sunnyvale-Calif.)


 


 


Extracção de informação em petabytes sem esforço.


 


Dentro de três anos, as companhias e as agências governamentais serão capazes de gerir e analisar eficazmente uma data warehouse com um petabyte ou mais dados, sem limitações de performance. – Dave Schrader, futurista de tecnologia, Teradata, uma divisão da NCR Corp. (El Segundo -Calif.)


 


 


A responsabilidade interessa.


 


Nos próximos 12 meses, as companhias dinâmicas irão ter acesso a dados democratizados com painéis de controlo e ferramentas de relatórios de uma empresa. Mas mesmo as companhias mais dinâmicas vão assegurar que esses sistemas de BI tenham um ROI robusto ao tornar as massas,  responsáveis pela acção e resultados do indicador de dados. A responsabilidade pode ser em forma de recompensas, penalidades ou simplesmente, um mandato de workflow.


Um exemplo pode ser o desdobramento dos painéis de controlo do BI  numa gestão logística e exigir-lhes que sejam abertas excepções – como anormalmente num inventário baixo – dentro de uma específica janela temporal. – Shruti Yadav, analista, Nucleus Research Inc., Wellesley, Mass.


 


 


Sobrecarga de dados no RFID?


 


Como a tecnologia RFID se vai tornar uma realidade corporativa nos próximos 12 a 18 meses, as companhias serão inundadas com dados sobre as necessidades dos clientes, preferências e comportamentos. Mas se eles não colocarem no lugar, os meios para manter a precisão, confiança e a intemporalidade dos dados, os esforços do RFID não vão manter-se para conhecer as expectativas. – Len Dubois, vice presidente, Trillium Software, uma divisão do Harte-Hanks Inc., (Billerica-Massachussettes).


 


 


Perceber o clickstream.


 


Dentro dos próximos dois anos, o termo data mining irá cobrir a análise de todo o tipo de dados, incluindo qualquer tabela de base de dados mista, textos livres como notas de call center e dados clickstream, por exemplo, sem ter de invocar tecnologias separadas, abordagens e ferramentas. Dentro de cinco a dez anos, tipos de dados como o vídeo, imagens e voz irão ser igualmente integradas —Colin Shearer, vice presidente de análise de clientes, (SPSS – Chicago).


 


 


Localização e mais localização.


 


Nos próximos dois anos, a integração de dados localizados, a localização analítica avançada e o mapeamento digital, vão produzir novas aplicações de BI com localização realçada.


Estas ferramentas vão ajudar os executivos a responder rapidamente as questões sobre as características dos seus melhores clientes ou sobre bens em áreas geográficas específicas e vai demonstrar o impacto esperado de programas de marketing baseados nas características demográficas de uma região. – George Moon, CTO, MapInfo Corp (Troy- N.Y.)


 


 


Fazer os seus hábitos de extracção de informação.


 


Dentro de cinco anos, irão haver melhorias dramáticas na usabilidade e programação das ferramentas de data mining. Até serão capazes de seguir utilizadores  finais específicos e padrões de decision-making e preferências. Por exemplo, uma aplicação pode registar que um utilizador prefere observar o retorno da atribuição de benefícios num gráfico fácil – nunca num gráfico de barras. Também se aprende que o utilizador quer fazer uma análise previsível baseada na geografia e grupo de produtos para compreender as perspectivas de vendas grossas.


Com esta informação registada, um modelo de data-mining pode ser afinado para melhorar, com previsões mais definidas para estabelecer um perfil do processo actual de decisão do utilizador. Isto irá fazer com que as aplicações de BI se tornem mais eficazes – gosto de lhe chamar “business intelligence para business intelligence” ou “ BI em BI ” — Douglas McDowell, principal consultant, Intellinet (Atlanta).


 


 


BI para TI.


 


Nos próximos cinco anos, o Business Intelligence vai ser adoptado pelos departamentos de TI para gerir melhor o negócio das TI. Como as aplicações utilizam mais serviços Web e têm mais componentes, o Data Mining, ou extracção de dados e informação dos eventos de TI vão ser usados rotineiramente para detectar e prevenir problemas relacionados com a performance e prever os temas futuros.


Estas análises vão produzir métricas que o negócio vai utilizar para medir a performance das TI. – Edward Birss, vice-presidente de engenharia, Peakstone (Sunnyvale – Califórnia).


 


 


Pesquisa e desenvolvimento tornam-se mainstream.


 


Dentro dos próximos dois a três anos, a tecnologia de computação de alta performance usada pelas comunidades científica e de engenharia, e laboratórios nacionais de pesquisa e desenvolvimento vão de encontro aos negócios mainstream para análise do negócio de alta performance.


Esta transição será conduzida pelo crescente volume de dados complexos e a necessidade das companhias em usar análises previsíveis e futuristas para minimizar os riscos e maximizar as oportunidades de gerar lucros. – Phil Fraher, chief operating officer, Visual Numerics  (San Ramon – Califórnia).


 


 


BI conhece a Inteligência Artificial.


 


Num futuro próximo, os líderes de negócio vão controlar por excepção, e os sistemas automatizados suportarão quantidades significativas de tarefas rotineiras. Hoje em dia, os sistemas automatizados ligados à banca potenciam os pedidos dos clientes e questionam os sistemas básicos de vendas.


Durante os próximos cinco anos, estes sistemas vão tornar-se progressivamente complexos ao considerarem o status financeiro do cliente, a sua história transaccional, e até a relação familiar e de negócios, para produzir interacções complexas entre homens e máquinas que se assemelhem à inteligência artificial (IA).


A viabilidade da IA para solucionar problemas reais está a tornar-se possível pela convergência das capacidades do hardware (processadores mais rápidos, expansão de memória e maior capacidade de banda) e software sofisticado (redes neurais, modelos de probabilidade e análise das regras). – Mike Covert, COO, Infinis Inc., (Columbus – Ohio).


 


 


Visualizar o problema.


 


Nos próximos dois a três anos, os sistemas de BI vão sugerir automaticamente visualizações apropriadas, que por sua vez vão aumentar dramaticamente o uso da visualização e/ou a compreensão de relações complexas. – Erik Thomsen, cientista, Hyperion Solutions.


 


 


Iniciar a sincronização.


 


As organizações não serão capazes de realizar o verdadeiro benefício do BI até que aconteçam duas coisas: Melhor sincronização dos dados e metadados de todos os sistemas operacionais; Existe só um centro de dados a suportar o Business Performance Management (BPM) suite.


Agora existe uma convergência natural a acontecer entre o BI, aplicações e BPM. Nos próximos cinco anos, os dados e a integração e aplicação das tecnologias, irão abrir estes BPM suites para que os sistemas operacionais possam sincronizar dados e metadados, o que irá levar a uma visão em tempo real da performance de uma organização. – Trevor Walker, director de marketing da Cartesis  (Norwalk –Connecticut).


 


 


Decisões automáticas de seguro.


 


Por volta de 2009, 50% de todas as decisões de subscrições de seguros serão automatizadas com a tecnologia de Data Mining. – Richard Vlasimsky, CTO, Valen Technologies.


 


 


Não há só informação interessante.


 


Nos próximos dois a quatro anos, o BI vai passar a estar fundido nos processos operacionais de negócios. Com efeito, o consumidor de BI vai afastar-se do conceito de ser um analista que acha a informação interessante.


Os processos de negócio e para aplicações passarão a agir consoante esse ponto de vista. Por exemplo, num contact center, a análise valor-cliente pode ser usada para determinar imediatamente os clientes de maior valor para os dirigir aos agentes de serviço de clientes mais apropriados. – John Coldicutt, marketing manager da Amdocs (Chesterfield – Mo).


 


 


BI integrado.


 


Por volta de 2006, os Data Warehouses e os sistemas de relatórios tradicionais vão tornar-se obsoletos porque o BI será feito usando sistemas de computação avançados que podem analisar dados na corrente das transacções. A maioria dos sistemas de negócios vai ter aplicações como CRM integradas no processo de transacção. – Michael Shultz, CEO e presidente da Infoglide Software (Austin).


 


 


As primeiras coisas primeiro.


 


Nos próximos 12 meses, os fabricantes de BI vão continuar a pressionar os utilizadores para estandardizar a sua plataforma de BI, usando incentivos como o crédito dos clientes para afastar os competidores.


Mas a maior parte dos clientes vão esperar até que as suas próprias práticas de gestão de performance sejam estandardizadas, e os fabricantes de topo tenham integrado o software obtido nas suas suites unificadas. – Shruti Yadav, analista, Nucleus Research.


 


 


Análises altruístas.


 


Até agora, as análises de predição têm sido aplicadas quando há grandes retornos financeiros, como o lucro do cliente, ou exigências de alta prioridade como a detecção antecipada de ameaças à segurança. Têm havido aplicações de sucesso em áreas não comerciais como a análise de dados em tumores cerebrais nas crianças, previsões de incidentes poluentes, e as descobertas de tóxicos na comida, mas até à data estes são uma pequena minoria.


Contudo, dentro de três anos, as ferramentas das análises previsivas vão tornar-se tão disponíveis para os trabalhadores de todas as áreas, que vamos assistir a um aumento significativo em aplicações que beneficiam indivíduos ou a sociedade sem olhar para os ganhos comerciais directos. – Colin Shearer, vice-presidente de customer analytics, (SPSS).


 


 


Gestão expedita.


 


Os negócios necessitam de uma reviravolta para progredir na próxima era. Uma nova categoria de ferramentas de inteligência vão emergir durante os próximos dois a três anos que vão combinar a gestão dos processos de negócio, monitorização da actividade de negócio e BI para habilitar a “gestão empresarial activa”.


Isto vai combinar os scorecards e as capacidades de análise retrospectiva do BI com a análise em tempo real, orientada por eventos do BAM e alimentar com essa informação, os processos de negócio automatizados para o direccionamento expedito do negócio com tendência para objectivos estabelecidos em scorecards.


Isto vai elevar exponencialmente a velocidade com a qual os negócios operam, adaptam e concebem decisões críticas. – Tim Wolters, Chief Architect de Soluções de Monitorização da Actividade de Negócio, WebMethods (Fairfax –Va).


 


 


Oops!


 


Durante os próximos três a cinco anos, pelo menos uma companhia da lista das Fortune 500 vai ser capa das revistas, ao cometer um erro crasso multimilionário por causa da fraca qualidade dos dados ou por causa da falta de integração dos mesmos.


Isto vai levar a uma cautela tão grande que “ uma versão da verdade” só poderá ser alcançada quando a integração de dados estiver incluída como componente crítica da implementação do Business Intelligence. – Bernard Liautaud, chairman e CEO da Business Objects SA, França.


 




Deixe um comentário

O seu email não será publicado