“É o momento para fazer a standartização”

A Unisys apresentou recentemente ao mercado português a sua visão e os desafios que se colocam para o mercado de servidores de 2004 a 2007 e a forma como o servidor ES7000 vai responder a este novo ciclo, apresentado algumas das novidades e direcções para esta plataforma.

Para mostrar a estratégia e compromisso com esta plataforma, que “veio revolucionar a tecnologia de servidores Microsoft/Intel”, a Unisys Portugal trouxe a Lisboa, Mark Feverston, vice-presidente do Enterprise Server Program, para abordar novos desafios que se colocam à indústria nos próximos três a quatro anos e, neste quadro, para onde caminha e qual o papel do mercado de servidores de 2004-2007.


 


Reconhecendo o que denominou como os grandes dilemas tecnológicos (redução orçamentais para as TI que atingirão nos próximos três anos e manter ou mesmo melhorar o nível de serviço) e de gestão (TI são cada vez mais importantes para a competitividade e sucesso do negócio, mas têm que ser mais ágeis e rápidas a mudar e a alinhar com o negócio) que os hoje enfrentam os responsáveis de infra-estruturas de TI, em particular, e os CIO, em geral, o responsável de Unisys veio dizer que não só existe esperança como existem soluções.


 


Assim, dirigindo-se aos presentes no “Executive Briefing”, Mark Feverston defendeu que este “é o grande momento para a standartização”, com dois argumentos: a evolução do mercado, e a própria oferta da Unisys que diz ter no ES7000 é a solução ideal para aplicações de mission critical e de data center”.


 


Porquê? Porque, para além das características que fizeram o seu sucesso e justificaram o seu lançamento – “funcionalidade, desempenho, escalabilidade e gestão, até então só disponíveis em sistemas mainframe ou outros sistemas proprietários” –, esta plataforma permite reduzir a dimensão e os custos da infra-estrutura tecnológica, suporta diferentes plataformas de sistemas operativos (Linux e Windows) e facilita a sua migração do Unix, e é flexível, possibilitando evoluir de uma arquitectura IA32 para o IA64, quando necessário, protegendo assim o investimento”.


 


Em síntese, “o ES700 é a Adaptive IT Infraestructure. Por um lado, porque significa simplicidade e elimina a complexidade, porque permite centralizar e consolidar e assegura, por outro lado, performance, flexibilidade, facilidade de gestão e disponibilidade”, as quatro condições que a Unisys considera serem os pilares de uma solução de infra-estrutura.


 


Mark Feverston apontou também a própria evolução do mercado e as necessidades dos clientes para explicar/justificar ser o momento para a standartização… com base no ES7000.


 


Desde logo, a quota de mercado que o ES700 tem vindo a ganhar no segmento de servidores de topo de gama Microsoft/Intel de oito ou mais processadores (de 32 a 64 bits) desde que foi lançado em Março de 2000.


 


Feverston esclareceu que a Unisys é hoje líder neste segmento, apontando o facto de 30-40% das unidades de ES7000 vendidos são-no a novos clientes.


 


Por outro lado, salientou a tendência para o crescimento acelerado do Windows e Linux e para a descida do Unix, que colocam o ES7000 numa posição única, e a capacidade de aproveitamento deste servidor, que contrasta com o que se passa hoje em que apenas 20% ou menos da capacidade de um servidor está utilizado, isto é, a optimização, a melhor relação preço/desempenho e o próprio preço em termos absolutos, “mais barato que a alternativa Unix”.


 


 


Novidades e direcções


 


Nestes termos, a Unisys apresentou as duas famílias de ES7000: a 500 e a 400. No caso da 500, constituída por vários modelos (Áries 510 de 4 a 8 vias, o Áries 520 de 8 a 16 vias, o Orion 530 de 2×16 vias e o 540 e 550 de 16 a 32 vias, todos baseados baseados no processor Xeon MP a 32 bits, bem como o 560 de 16 a 32 vias, que poderá ser baseado no Xeon ou já no Itanium 2 a 64 bits), foram anunciou algumas melhorias, no desempenho (até 15% e um melhor I/O através de PCI-X), na flexibilidade (mais fácil integração e maior flexibilidade, melhor gestão, mais memória e melhor conectividade com external I/O Cell) e na garantia, que passa a ser de três anos.


 


No caso da linha 400, constituída, toda ela baseada em Intel Itanium de 64 bits, e constituída por três modelos de equipamentos (410 de 4 a 8 vias, o 420 de 8 a 16 e o 430 de 2×16), as novidades vão ser anunciadas em breve.


 


A empresa esclareceu que as arquitecturas de 32 bits têm um espaço de evolução previsto, para já, até 2006, enquanto que as arquitecturas de 64 bits estão ainda em fase de introdução, esperando-se que em 2005 a adopção desta tecnologia arranque de uma forma mais expressiva a nível do mainstream market.


 


Em ambas as séries, a Unisys assegura capacidade de implementar arquitecturas híbridas, baseada na arquitectura SMP, que permitem a coexistência de partições de 32 e 64 bits no mesmo sistema.


 


Por outro lado, salientou que ambas as séries permitem coexistência de partições de 32 e 64 bits no mesmo sistema. Ao nível de software, a oferta de 32 e 64 bits incorpora, de base, a suite de produtos de gestão inteligentes Server Sentinel e Application Sentinel.


 


Em termos de tendências, e baseando-se na arquitectura CPM, o responsável prometeu maior robustez, modularidade e parcelamento, melhoria nas capacidade de commodity e de self-managing e elevar ainda mais o “best of breed dos componentes.


 




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