Microsoft versus Sun: duas visões para a segurança

A questão da segurança é mais um dos vários teatros de guerra onde a Sun Microsystems procura demonstrar a sua superioridade.

Pelo facto de a maior parte dos computadores pessoais  domésticos e empresariais estarem equipados com sistemas operativos da Microsoft, são também o alvo preferencial dos hackers e produtores de vírus.


 


É por isso importante saber que iniciativas está a desenvolver a empresa para prevenir os ataques aos computadores e redes de todo o mundo e em particular em Portugal.


 


De acordo com Rodolfo Oliveira, director de Relações Públicas da Microsoft Portugal, a empresa “tem uma colaboração estreita com todas as empresas que comercializam software de antivírus e entidades que trabalham na detecção de problemas de segurança em sistemas operativos e servidores e esse é um dos vectores de actuação para fazer face ao problema dos vírus informáticos”.


 


De acordo com o mesmo responsável, “os vírus informáticos são uma realidade complexa e transversal a toda a indústria, tendo a Microsoft efectuado um investimento muito significativo no sentido de tornar o software seguro.


 


Como resultado desse esforço, o Windows é um dos sistemas operativos que menos avisos de segurança críticos tem recebido”.


 


Por outro lado, a segurança também passa pela prevenção e a Microsoft desenvolve contactos regulares com os utilizadores no sentido de os alertar para os cuidados que estes devem ter para poderem tirar total partido da sua experiência de utilização de software e da Internet.


 


Assim, foi criado um site que explica quais as precauções ao nível da segurança que os utilizadores individuais devem ter para a utilização do computador pessoal, que pode ser encontrado em www.microsoft.com/portugal/security/protect (as empresas poderão consultar o link para Businesses em Security & Privacy – www.microsoft.com/portugal/security).


 


Por último, esta é uma tarefa que necessita de ser continuamente melhorada porque, como os recentes problemas ocorridos com o Blaster e o SoBig demonstraram, estes processos ainda devem ser melhorados.


 


É de extrema importância para a Microsoft a segurança dos seus utilizadores, daí o aparecimento de iniciativas como o Software Update Service, para procurar responder a esta realidade, elevando os padrões de segurança para nós e para a indústria. 


 


Além dos updates, a Microsoft aconselha os utilizadores a consultar a página de segurança da Microsoft e a efectuar as actualizações consideradas críticas, porque estas são as que podem comprometer a segurança do computador do utilizador.


 


A Sun Microsystems, um dos grandes concorrentes da Microsoft, alega que os seus sistemas são mais seguros.


 


Quisemos saber porquê e qual a sua estratégia no que toca à luta contra os vírus. De acordo com Fernando Dias, director de pré-venda na Sun Portugal, “o design dos ambientes operativos Solaris e Java Desktop System é altamente modular, multi Layer e granular”.


 


Este design permite que os utilizadores não necessitem de privilégios especiais para instalar, configurar e usar ferramentas de forma a desempenhar as suas funções, “coisa que não acontece com outros ambientes operativos”, referiu.


 


De acordo com Fernando Dias, “esta filosofia impede o utilizador de executar consciente ou inconscientemente código que poderá comprometer o sistema, sendo por isso que os ambientes operativos Solaris e Java Desktop System não são propícios à propagação de vírus.


 


Outros ambientes de desktop, tais como as Sun Rays (estações de trabalho em que a computação é efectuada num servidor central), beneficiam não só destas vantagens, mas também de acrescidos métodos de restrição como, por exemplo, o uso de Cartões Java (Java Cards) para permitir o acesso do utilizador ao seu ambiente de trabalho”.


 


Os gestor de pré-venda referiu ainda que “grande parte do software Sun é também baseado em tecnologias Java (que são inerentemente seguras devido ao seu ambiente controlado de execução), que vêm adicionar um nível de segurança extra no que se refere a falhas de software”.


 




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