As mensagens de correio electrónico são seguras?

Há poucos anos os vírus eram essencialmente transmitidos através de disquetes infectadas.

Quem não se lembra de perguntar ou ser alvo da pergunta: “essa disquete tem vírus?”


 


Hoje em dia os vírus transmitidos em disquetes são praticamente relíquias arqueológicas.


 


Podem até provocar um pequeno evento no seu posto de trabalho: “não é possível!


 


O computador foi infectado por uma disquete!”.


 


O grande perigo actualmente é principalmente o correio electrónico, porta por onde entram a maioria do vírus e suas variantes actualmente.


 


Perguntámos aos nossos interlocutores se o correio electrónico é seguro e a resposta é unânime: “não, a menos que esteja equipado com um bom antivírus”.


 


Por exemplo, Fernando Cardoso, explica que “nenhum sistema é completamente seguro” e que “o correio electrónico, tal como muitos outros serviços ao nosso dispor na Internet, é baseado em protocolos que privilegiam a usabilidade em detrimento da segurança”.


 


Paulo de Paula explica que “a segurança das mensagens de correio electrónico deve ser abordada sobre três perspectivas: confidencialidade do conteúdo, integridade da informação e autenticidade do autor.


 


A primeira é facilmente garantida através da encriptação da mensagem e através da assinatura digital poder-se-á garantir a integridade da mensagem bem a autenticidade do autor.


 


Sem a utilização destas medidas, a mensagem é altamente vulnerável, sendo facilmente interceptada e alterada”.


 


Regra geral as empresas contactadas referem que com a utilização de mecanismos como o antivírus ou sistemas de filtragem de conteúdos se pode incrementar a segurança do correio electrónico.


 


Formar as pessoas para a utilização consciente do correio electrónico é outra medida essencial a tomar. Caso contrário é o principal ponto de entrada de vírus.


 


João Claro destaca ainda que a “protecção deve ser pró-activa e não reactiva, como acontece na maioria dos casos.


 


Sara Morais sugere a “análise atenta da arquitectura de rede, para avaliar correctamente quais os potenciais pontos de ataque e conseguir uma protecção completa e eficaz contra as ameaças”.


 




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