Grandes empresas nacionais preferem soluções de vários fabricantes

A segurança é o principal critério no momento da escolha do fornecedor de soluções de armazenamento por parte dos grandes utilizadores nacionais de TI.

A proliferação de diferentes ambientes de computação no interior das organizações empresariais nacionais leva a que a generalidade das empresas nacionais implementem soluções de armazenamento que são compostas por produtos e serviços de diferentes fabricantes.


 


Esta é uma das principais conclusões que se podem retirar de um estudo realizado pelo Computerworld junto dos directores de sistemas de informação das 1000 Maiores Empresas (ver metodologia), sobre tendências de investimento em soluções de armazenamento.


 


Por outro lado, as soluções de armazenamento de fabricantes como a Compaq, a IBM, a Computer Associates e a Veritas são as mais utilizadas pelas organizações empresariais nacionais (ver gráfico).


 


Com efeito, enquanto que a Compaq é o fabricante mais referenciado pelas empresas nacionais, encontrando-se presente em mais de 56% das empresas nacionais, a IBM ocupa a segunda posição estando presente em mais de 36% das empresas inquiridas.


 


A Computer Associates e a Veritas aparecem na posição seguinte com presença em 28% e 27% das empresas nacionais, respectivamente. A Hewlett-Packard é outra das empresas que assegura uma taxa de penetração de 27% no interior das empresas nacionais.


 


Por último, enquanto que empresas como a Brocade, a Cisco Systems, a EMC, a Storagetek e a Sun Microsystems ocupam uma posição intermédia no interior das organizações empresariais, empresas como a CNT, a CommVault Systems, Exabyte, LXI, Network Appliance e Storage Networks possuem uma fraca expressão no interior das organizações empresariais nacionais.


 


O estudo realizado pelo Computerworld, contemplou ainda a avaliação dos critérios subjacentes à escolha das soluções de armazenamento. Deste modo, a segurança dos dados é o critério mais importante na escolha da solução tecnológica.


 


Com efeito, enquanto que os responsáveis de sistemas de informação atribuem uma média ponderada de 4,52 à segurança dos dados alcançada com a solução de armazenamento escolhida, a disponibilidade da solução e o seu desempenho aparecem como critérios com bastante importância na escolha de uma solução de armazenamento, tendo obtido médias ponderadas de 4,51 e de 4,29, respectivamente.


 


Apesar de não aparecerem no topo das preocupações dos responsáveis de sistemas de informação das empresas nacionais, critérios como o tempo de acesso aos dados e a facilidade de utilização da solução instalada são aspectos importantes tendo obtido ponderações médias de 4,18 e de 4,14, respectivamente.


 


Numa posição intermédia, os responsáveis das empresas nacionais assinalam critérios como a escalabilidade (4,09), compatibilidade das soluções com as tecnologias existentes na organização (3,96), a flexibilidade da solução (3,95), a interoperacionalidade (3,84) e o suporte aos standards (3,81).


 


Curiosamente, critérios como o ROI (Retorn on Investment ) ou TCO (Total Cost of Ownership) não aparecem no topo das preocupações dos responsáveis das empresas nacionais tendo obtido ponderações médias de 3,77 e de 3,83, respectivamente.


 


Por último, a inovação é um o aspecto menos considerado pelos responsáveis das  organizações empresariais nacionais obtendo uma ponderação média de 3,25.


 


O estudo do Computerworld procurou ainda identificar quais os critérios utilizados pelas empresas nacionais na escolha das empresas com soluções de armazenamento. Assim, a assistência é um dos critérios mais importantes na selecção da empresa fornecedora de soluções de armazenamento.


 


Com efeito, as empresas nacionais privilegiam a assistência, que obtém uma ponderação média de 4,58 numa escala de 5 valores, as competências de serviços, com uma ponderação média de 4,37, e a transparência das relações de negócio, com uma ponderação de 4,19, como os critérios mais importantes na selecção do seu fornecedor de soluções de armazenamento.


 


Com uma importância intermédia os responsáveis dos departamentos de sistemas de informação assinalam os preços praticados (4,15), a qualidade dos produtos (4,05), os prazos de entrega das soluções (3,58), o entendimento do negócio das empresas nacionais (3,90), a presença no mercado nacional (3,94) e a existência de uma rede de parceiros (3,94).


 


Curiosamente, entre os critérios menos considerados pelos responsáveis dos departamentos de sistemas de informação das organizações empresariais nacionais contam-se a disponibilidade de serviços de consultoria e as acções de formação (com uma ponderação média de 3,5 cada).


 


Apesar da mudança de paradigma ocorrida nos últimos anos com o aparecimento da Web e do comércio electrónico, ainda são as áreas tradicionais de computação as principais responsáveis pelo crescimento do volume de dados armazenados no interior das organizações empresariais.


 


As aplicações de produção e as aplicações ERP (Entreprise Resource Planning) são as principais responsáveis pelo crescimento do número de dados armazenados.


 


Assim, enquanto que 43% das empresas afirmam que o volume de dados cresceu devido à implementação de aplicações da área de produção, cerca de 39% das empresas referem que as aplicações ERP foram as principais responsáveis pelo crescimento do volume de dados armazenados.


 


Por outro lado, e apesar de não se encontrarem no topo das aplicações mais exigentes em dados, as aplicações financeiras, as soluções de “data warehousing”, as bases de dados de clientes e as aplicações colaborativas tem sido responsáveis pelo aumento do volume de dados no interior das organizações nacionais.


 


Ainda segundo dados do estudo do Computerworld, a um nível intermédio aparecem as aplicações de CRM, OLTP, recursos humanos, logística, aplicações de produtividade e Web.


 


As aplicações SCM (Supply Chain Management) e as aplicações de “rich media” são referenciadas como tendo um contributo ainda diminuto para o crescimento do volume de dados armazenado.


 


O estudo do Computerworld permite-nos caracterizar qual o tipo de tecnologias de armazenamento utilizadas pelas organizações empresariais nacionais, assim como quais as tecnologias que as empresas nacionais tencionam investir a curto prazo.


 


Deste modo, e na sequência dos acontecimentos de 11 de Setembro nos Estados Unidos, a aquisição de tecnologias que possibilitem a adopção de planos de Business Continuity Planning/Disaster Recovery é uma das principais prioridades de investimento das empresas nacionais nos próximos tempos.


 


Segundo dados do estudo, cerca de 35% das organizações empresariais prevêem investir em tecnologias que possibilitem a adopção deste tipo de conceito.


 


Ainda de acordo com os dados do estudo, as empresas nacionais planeiam realizar investimentos em tecnologias de armazenamento RAID (cerca de 30% das empresas) e SAN (23% das empresas possuem planos de investimento nestas tecnologias).


 


Por outro lado, as empresas nacionais possuem ainda intenções de investimento em servidores de armazenamento – cerca de um quarto das empresas nacionais fazem intenções de investir nestas tecnologias nos próximos tempos -, em soluções de armazenamento em “tapes” e bibliotecas (cerca de 20% das empresas), em controladores FibreChannel e/ou adaptadores Host Bus (19% das empresas referenciam que tencionam investir nestas tecnologias), em soluções de administração de armazenamento (com planos em cerca de 19% das empresas inquiridas), em tecnologias de armazenamento NAS (mais de 17% das empresas inquiridas tem planos de investimento nesta tecnologia) e na aquisição de serviços de consultoria (cerca de 16% das empresas tem planos de contratação de serviços nesta área).


 


Tecnologias de armazenamento RAID e em “tape” são as soluções de armazenamento mais utilizadas no interior das organizações empresariais nacionais.


 


Com efeito, e segundo os dados do estudo do Computerworld, enquanto que as tecnologias de armazenamento RAID estão presentes em mais de 80% das empresas inquiridas, as tecnologias de armazenamento em “tapes” e em bibliotecas encontram-se em mais de 76% das empresas nacionais.


 


As tecnologias de armazenamento SCSI/ICSI são a terceira tecnologia de armazenamento mais utilizada nas organizações empresariais nacionais encontrando-se presente em cerca de 56% das empresas inquiridas, enquanto que a utilização de adaptadores/interfaces, de servidores de armazenamento e de controladores Fibre Channell/ adaptadores Host bus são tecnologias comuns nas empresas nacionais.


 


Por outro lado, mais de 36% das empresas nacionais inquiridas já implementaram ou encontram-se a implementar tecnologias que possibilitam a adopção de Business Continuity Planning/Disaster Recovery, enquanto que 32% das empresas já adoptaram políticas de administração de armazenamento e mais de 20% já adoptaram tecnologias de armazenamento SAN.


 


Por último, armazenamento NAS e DAS e armazenamento virtual são ainda tecnologias com pouca implantação no interior das organizações empresariais nacionais, assim como não evidenciam apetência pela utilização de serviços.


 


Com efeito, são reduzidas as empresas nacionais que recorrem à utilização de serviços de consultoria em armazenamento (apenas 6% das empresas utilizam serviços de consultoria nestas áreas) ou que utilizam serviços SSP (nenhuma empresa utiliza este tipo de serviços) e MSP (apenas 1,5% das empresas nacionais implementou estes serviços).


 


A existência de recursos humanos dedicados a estas actividades é outro dos indicadores do grau de maturidade destas tecnologias no interior das organizações empresariais nacionais.


 


Assim, mais de 53% das organizações empresariais nacionais inquiridas criaram uma direcção responsável por esta área.


 


Por outro lado, e devido ao crescimento da importância do armazenamento para a actividade de negócio das empresas nacionais, o número de recursos humanos envolvidos nesta área tem vindo a crescer no interior dos departamentos de sistemas de informação.


 


De acordo com os dados do estudo do Computerworld, apenas 8% das empresas inquiridas não possuem recursos humanos consagrados a estas actividades.


 


Enquanto que mais de 60% das empresas possui um ou dois recursos humanos consagrados a esta actividade, cerca de 23% das empresas inquiridas tem dois a cinco recursos humanos e 8% das empresas consagra mais de cinco recursos humanos a esta actividade.


 




Deixe um comentário

O seu email não será publicado