Apple Portugal “conclui” reengenharia

O fabricante espera uma facturação de 12 milhões em 2004 (9,7 milhões em 2003) no final do qual deverá estar terminada a remodelação da equipa de trabalho

Há cerca de um ano que decorre uma remodelação nos recursos humanos da Interlog, empresa IMC da Apple em Portugal.

O director-geral Marco Rodrigues mostra-se satisfeito com o processo, e espera tê-lo terminado até final de 2004.

Nessa altura, a empresa terá atingido uma facturação próxima dos 12 milhões de euros, segundo as previsões do mesmo.

Em 2003, o volume de negócios da empresa  ficou perto dos 9, 7 milhões, quase em linha com a facturação de 2002: cerca de 10 milhões.

De acordo com Marco Rodrigues, as vendas unitárias da Interlog têm crescido ao longo do ano, entre 10% e 12%.

A remodelação da equipa de trabalho que foi feita teve a ver com a necessidade de fazer face ao crescimento, e de oferecer um melhor nível de serviço, segundo o responsável .

“A equipa de trabalho foi adaptada “ao modelo e visão, e tipo de serviço que devemos prestar “, explica o executivo. Tratou-se de escolher as pessoas com “o perfil certo”.

De que a modelo ou visão, fala Marco Rodrigues?

“A primeira missão que temos é primeiro promover a marca e dar a conhecer os produtos e dar o suporte necessário.

Temos de suportar melhor aqueles que trabalham para o nosso produto”, sublinha.

Conseguir uma maior optimização logística, para ser mais ágil nesse aspecto foi uma questão central.

Também por isso, o novo director comercial é um homem que vem de um distribuidor: José Carlos Ferreira (ex-Techdata).

“Não era possível conseguir o que queríamos sem ter uma série de processos optimizados.”

A “missão” referida pelo responsável tem outro aspecto: “Cada vez mais, temos de procurar garantir ao revendedor o retorno de investimento.”

E a receita do responsável inclui sobretudo ”níveis de serviços elevados e visibilidade ao produtos”.

Na óptica do responsável, a Interlog não pode ser só um distribuidor.

“Temos de criar tendências  de vendas e gerar procura do produto”, sugere o director-geral.

As vendas no sector de consumo e no empresarial são praticamente equivalentes.

Uma das razões será o aumento das vendas de máquinas Powerbook e iBook.

Mas outras das grandes apostas é sem duvida o Ipod, que constitui já 10% da facturação da empresa. “Este ano já vendemos mais Ipod do que CPU”.

Trata-se, na visão da Apple, de um produto para chegar ao ambiente Windows.

O serviço de venda de música digital iTunes será “uma peça na estratégia de retalho e massificação do produto”.

Devido a impedimentos relacionados com a omissão da lei europeia sobre os direitos da venda online de música, não possível comprar música desde Portugal.

Mas Marco Rodrigues revela que em breve a situação poderá ser desbloqueada, ao nível da União Europeia.

Para já, o fabricante lançou em Portugal, a nova versão do iPod e o mini-iPod.

Ainda para o iPod, a BMW desenvolveu tecnologia no sentido de os automóveis da série 3 e o X3 poderem “acolher” os iPod dos seus condutores, e integrá-los no sistema áudio do carro.

Em Portugal, basta o representante pedir que essa tecnologia venha integrada no sistema de som do carro.

Aproveitar o G5 para as empresas

No nosso país, a Apple tem registado um crescimento assinalável sector do consumo, baseado também no maior desenvolvimento de produtos para essa área, de acordo com o executivo.

Um dos aspectos mais importantes da estratégia da Apple tem sido combater a ideia de que os seus produtos são caros.

Nessa linha, Marco Rodrigues diz que a Apple tem disponibilizado máquinas mais evoluídas sem que o preço tenha subido.

Prosseguindo a sua estratégia para o sector do consumo a Interlog vai ter ainda mais parceiros para o retalho.

No sector empresarial, a aposta vai para as soluções de software.

Será dado relevo à facilidade de utilização e ao aproveitamento da capacidade de processamento dos novos G5, para área do áudio e do vídeo.

O sector dos servidores é identificado por Marco Rodrigues, como uma área onde a Apple poderá crescer.

“Ainda estamos a entrar, mas há casos de implementações de clusters para alta computação em Portugal”.

O sector dos servidores exige, segundo o executivo ter parceiros que além de defenderem o produto  funcionem bem como integradores.

“Queremos estar integrados com o Linux, como com o Unix, mas também com ambientes Windows.”

Alguns parceiros terão de evoluir, e para isso o responsável promete incentivos através das condições de formação e estratégia comercial: maiores margens.




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