APDSI recomenda ao mercado a utilização do Open Source Software

Os decisores de TI devem ver o OSS como opção credível e criadora de oportunidades de elevado potencial. Esta é uma das conclusões do relatório apresentando pela APDSI

Dando seguimento a uma série de trabalhos e estudos desenvolvidos em vários sectores, a APDSI (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) apresentou publicamente a semana passada o


 


relatório “Open Source Software – Que oportunidades em Portugal?”, que foi apresentado na semana passada, no LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil).


 


Neste relatório, que escolheu o método de perguntas e respostas simulando perguntas de um gestor a um especialista em Tecnologias de Informação, procura-se apresentar o essencial sobre conceitos e princípios subjacentes ao Open Source Software (OSS), como a sua história, as suas diferentes formas e as razões que levam tantas organizações a promovê-lo e a adoptá-lo.


 


Segundo Luís Arriaga da Cunha, da APDSI e coordenador do estudo “o objectivo principal é identificar as oportunidades e vantagens deste tipo de soluções OSS, bem como analisar receios, obstáculos, ameaças e fraquezas.”


 


O estudo é composto por diversas secções, como mitos e receios, facetas de apreciação, estratégias de adopção e experiências de utilização, que agregam os diversos contributos compilados.


 


Luís Arriaga da Cunha e outros responsáveis pelo estudo afirmam nas suas conclusões que “ o OSS não pode ser mais visto como uma moda passageira que se esvanecerá a mais ou menos curto prazo, mas sim como uma opção credível, criadora de oportunidades de elevado potencial, que deverá ser obrigatoriamente tida em conta por qualquer decisor ou técnico envolvido de alguma forma com as TI”.


 


Com um posicionamento baseado numa análise fundamentada e objectiva, o estudo tem como público-alvo, os dirigentes, decisores, responsáveis de TI, influenciadores e profissionais de informática.


 


 


Conclusões


 


As conclusões contidas no relatório defendem que o Open Source pode propiciar várias oportunidades e vantagens aos vários tipos de utilizadores, como as empresas de TI e a Administração Pública.


 


Por isso “ o Open Source, no ponto de vista da sociedade, é uma oportunidade única para Portugal”, acrescenta Luís Arriaga.


 


A terminar o relatório afirma-se: “Parece-nos, como conclusão final, que o Open Source Software não pode ser mais visto como uma “moda passageira” que se esvanecerá a mais ou menos curto prazo, mas sim como uma opção credível, criadora de oportunidades de elevado potencial, que deverá ser “obrigatoriamente” tida em conta por qualquer decisor ou técnico envolvido de alguma forma com as Tecnologias de Informação”.


 


Para sustentar esta afirmação, o relatório lembra que “hoje em dia existem muitas organizações, algumas de grande dimensão, a nível nacional e internacional, do foro privado ou da administração pública, cujos sistemas mais críticos de negócio recorrem com sucesso a soluções de Open Source Software”.


 


Por outro lado, lembra ainda que “o interesse nas soluções Open Source tornou-se inquestionavelmente global.


 


Vários países, regiões e organismos referem o recurso a este tipo de soluções nas suas directivas estratégicas.


 


Tal é o caso, a mero título de exemplo, da Alemanha, Suíça, Espanha, China, Austrália, Brasil, Comunidade Europeia, Estado do Texas” e que “outros vêem no OSS uma oportunidade importante de desenvolvimento local de uma indústria de software, tal como se verifica na China, Coreia do Sul, Japão, Chile ou Malásia”.


 


Um outro argumento que sustenta esta afirmação está num outra afirmação do sumário executivo: “Talvez um dos mais frequentes corresponda à ideia de que não existe suporte para o OSS.


 


A realidade é que é possível contratualizar o suporte para os sistemas OSS, existindo várias empresas em Portugal que oferecem este tipo de serviços.


 


Para além disso, e apesar do seu carácter não ortodoxo, está presente uma comunidade que fornece, de facto, pela Internet, um serviço de suporte que é reconhecido internacionalmente como de alta qualidade para determinados produtos”, lê-se.


 


E acrescenta: “É verdade que a maioria das empresas que dão formação na área das Tecnologias da Informação em Portugal só agora começa a prestar serviços em sistemas Open Source.


 


Mas há já empresas de consultoria capacitadas para facultar módulos estruturados de formação em vários componentes de base Open Source e apoiar o desenvolvimento de projectos com este tipo de produtos.


 


Acresce que a maioria das universidades portuguesas tem vindo a formar estudantes, que entram agora no mercado de trabalho, com conhecimentos profundos das diversas ferramentas Open Source”.


 



  1. Concordo com o estudo e suas conclusoes. Agora uma questão se impoe. Quem é capaz de e sobretudo nos organismos do estado assumir essa mudança? Alguma vez sera possivel acabar com os interesses instalados de certas software houses ?

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