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Ericsson Portugal retomou crescimento em 2004 PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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14-04-2005 15:52:22
O fabricante cresceu 26%, para 150 milhões de euros, depois de em 2003 ter caído para os 117 milhões de euros. Para 2005 quer facturar fora dos operadores de telecomunicações.

Embora  o seu volume de encomendas tenha chegado aos 124 milhões de euros, durante o ano de 2003 a Ericsson só facturou perto de 117 milhões.

 

A directora-geral da empresa, Fátima Raimondi, previa no início do ano um crescimento de 5 a 6%. A empresa veio a crescer 26%, atingindo os 150 milhões de euros, segundo a responsável, fruto de alguns negócios que não estavam previstos, nomeadamente relacionados com Euro-2004, um dos motores de crescimento do negócio do fabricante em Portugal.

 

A plataforma de comunicações de 2G e 3G dos estádios de Aveiro, Braga e da Luz, foi implementada com tecnologia da Ericsson.

 

Outros dos motores de crescimento da Ericsson foram os negócios de implementação das redes de comunicações 3G nos três operadores.

 

Representaram perto de  27% da  facturação da empresa em 2004, valor inferior ao negócio decorrente de tecnologia GSM, que valeu 43% dom volume de negócios.

 

Os serviços valeram perto de 30% do volume de negócios, um valor que a empresa segmentou por três áreas. A de suporte ao cliente valeu perto de 20,1 milhões de euros, enquanto que a de implementação de redes atingiu os 17,1 milhões de euros.

 

O negócio de serviços mais “fraco” foi o de serviços profissionais – 4,2 milhões de euros –, no qual a empresa desenvolve sobretudo consultoria técnica: análise de formação, análise de risco, e desenvolvimento de redes, entre outros.

 

 

Crescer a dois dígitos em 2005

 

Para 2005, a Fátima Raimondi aposta no objectivo de crescer pelo menos a dois dígitos. Espera que essa evolução seja sustentada sobretudo com os negócios relacionados com a 3G e com a expansão da banda larga.

 

Em 2004, a responsável confirmou que os negócios nas duas áreas agregadas, atingiram perto de 30% da facturação. A directora – geral está à espera de que a implementação e desenvolvimento das redes 3G tenha “o mesmo impacto” do que em 2004.

 

Por outro lado, a responsável aponta como objectivo para 2005 o crescimento do negócio em tecnologia de rede fixa, que em 2004 foi marginal (embora dois operadores tenham actualizado as suas reds com tecnologia do fabricante).

 

Outra das apostas da empresa será no fornecimento de tecnologia de disponibilização de conteúdos em triple play, mas para plataformas móveis.

 

O objectivo de procurar desenvolver o negócio fora do universo dos operadores ficou por concretizar em 2004. Fátima Raimondi admite que a ainda não tem clientes, mas em 2005 aposta no sector da administração pública e nas grandes empresas. “Não é de um dia para o outro que se consegue”, confessa a responsável.

 

A Ericsson também ainda não firmou contratos decorrentes da parceria com a Cisco.  Uma abordagem de mercado que caracterizada igualmente como sendo de “longo termo”.

 

 

Apostas

 

Uma das apostas na área dos conteúdos, é desenvolver negócio à volta da plataforma Internet Exchange Payment (IPX): plataforma de middleware que fará a intermediação e facturação (de micro-pagamentos) da compra de conteúdos entre operadores e fornecedores de conteúdos.

 

A Ericsson posiciona-se como a entidade que centraliza os contratos com os fornecedores de conteúdos. Há depois uma repartição de receitas tripartida, que será negociada e relativa ao peso dos fornecedores.

 

A proposta de valor do fabricante será poder oferecer uma abordagem de “extremo a extremo” que lhe permita garantir a entrega de conteúdos customizada para cada telemóvel e cada região.

 

Centro de competência em dia ainda no primeiro semestre

 

 

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