Início arrow Gestão arrow “A tecnologia RFID vai mudar a cadeia de abastecimento das organizações”
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12-10-2004 12:42:55
A subsidiária portuguesa vai começar a “abordar” o mercado nacional a partir deste segundo semestre do corrente ano. No mercado externo já tem referências

Vai ser já durante este mês de Julho que a SAP Portugal vai fazer a primeira abordagem ao mercado português no sentido de mostrar ao mercado a importância na tecnologia RFID (Identificação por Rádio Frequência).

 

A subsidiária portuguesa anunciou a semana passada a disponibilidade do mercado português do primeiro pacote de soluções de identificação por rádio frequência (RFID – Rádio Frequency Identification), anunciado em Janeiro deste ano, orientadas para a gestão das cadeias de abastecimento, na prática a uma tecnologia mais completa e avançada, substituta do código de barras.

 

Esta recente tecnologia também está disponível na nova versão da solução mySAP Supply Chain Management (mySAP SCM), que introduz novos cenários de processos baseados na identificação por rádio frequência.

 

Segundo Ilda Freitas, SCM Business Developer da SAP Portugal, “a SAP está a disponibilizar uma solução que foi construída integralmente desde a sua raiz, sendo a primeira neste segmento, para ajudar as empresas a gerir os dados lidos e escritos em etiquetas de RFID.

 

Este desenvolvimento teve por base a experiência em projectos-piloto de clientes, entre outros, como a Procter & Gamble e o Grupo METRO, em seis anos de investigação em RFID e na participação activa  em organizações dedicadas ao desenvolvimento do RFID”.

 

O novo pacote de soluções de RFID da SAP, baseadas em Java, contém a nova SAP Auto-ID Infrastructure (o core da solução), o SAP Event Management (SAP EM), um componente do mySAP Supply Chain Management (mySAP SCM), o SAPEnterprise Portal (SAP EP) e um componente do SAP NetWeaver, a plataforma de integração aplicacional.

 

A solução de RFID da SAP é construída sobre o SAP Web Application Server (SAP Web AS), uma parte da plataforma tecnológica SAP NetWeaver, que assegura a mesma extensão e integração em ambientes tecnológicos SAP e não SAP.

 

O novo pacote de soluções pode ser ainda integrado em ambientes tecnológicos já existentes através de conectores Auto-ID para o SAP R/3, versão 4.6c ou posterior e para o mySAP ERP.

 

Embora não exista uma rede de parceiros específica nem esteja, neste momento, previsto qualquer iniciativa nesse sentido, qualquer parceiro de consultoria e de tecnologia vão poder “ajudar os clientes a construir soluções de RFID, individualmente desenhadas, integrando a infra-estrutura de hardware do RFID, criando blueprints de soluções e implementando projectos”.

 

O conceito de identificação automática da SAP permite às empresas gerirem múltiplas tecnologias Auto-ID, incluindo o RFID, os códigos de barras e os sensores.

 

Segundo avançou Ilda Freitas, a SAP tem vindo a participar na pesquisa de RFID desde 2000 e tem sido um forte impulsionador do desenvolvimento desta tecnologia, ajudando ao estabelecimento de standards, em conformidade com as linhas orientadoras do EPC Global.

 

De acordo com a responsável, a SAP foi o primeiro fornecedor de software a patrocinar o Centro de Auto-ID, o antecessor do EPC Global, a entidade que lidera o desenvolvimento de standards para o Código Electrónico do Produto (EPC – Electronic Product Code), de suporte ao uso de RFID.

 

E desde Março de 2003 que a SAP tem participado no Conselho de Clientes RFID, em conjunto com 60 empresas dos sectores de produtos de consumo, de retalho e farmacêuticas.

 

Na opinião desta responsável, “a SAP acredita que esta tecnologia vai mudar dramaticamente a gestão da cadeia de abastecimento nos sectores de retalho e dos produtos de consumo.

 

As organizações poderão melhorar, nos seus processos de negócio, a gestão dos dados, através da sua captação em etiquetas de RFID e pela integração de funcionalidades de ERP e de SCM com as aplicações RFID.

 

Os exemplos incluem o empacotar e o desempacotar, o transporte, a recepção e o acompanhamento em toda a cadeia logística”.

 

No entanto, considera que o preço das etiquetas (10 cêntimos cada, o ideal era um máximo de cinco) é o principal entrave ao desenvolvimento desta solução no curto prazo, esperando que dentro de dois a três anos a RFID tenha o seu take-off, quando o preço baixar, até porque a questão dos standards estará solucionada.

 

Por outro lado, salienta  também a necessidade dos projectos com RFID serem implementados de forma faseada, e para o seu impacto global em toda a organização.

 

Ilda Freitas lembra ainda que não se trata apenas do preço elevado por etiqueta, o que obriga a um investimento elevado e não acessível a qualquer empresa. É que a adopção de  RFID obriga a empresa a ter um sistema de software de gestão.

 

 

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