Início arrow Gestão arrow “A tecnologia RFID exige reengenharia para acrescentar valor ao negócio”
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12-10-2004 12:40:39
O gestor de inovação da Oracle, Roberto Montani alerta para a necessidade de perceber onde na cadeia de valor é útil usar tecnologia RFID

Há muitos cenários de RFID (Radio Frequency Identification)  que vão começar a acontecer a partir de 2010.

 

De acordo com o gestor de inovação da Oracle do centro de competências da EMEA, Roberto Montani, grande parte dos clientes potenciais  não sabem ainda quando vão implementar a tecnologia. Mas já sabem que o vão fazer.

 

“As tecnologias de RFID exigem reengenharias de vária ordem para acrescentar valor”, alerta Roberto Montani.

 

Operação crucial neste sentido é “olhar para a cadeia de valor e perceber em que parte dela a RFID é mais útil.”

 

As tecnologias de RFID, ou identificação por rádio frequência, pode ser definida como uma tecnologia de recolha de dados.

 

Usa  etiquetas electrónicas para armazenar dados de identificação e um dispositivo transmissor sem fios, capaz de captar essa informação.

 

Para Roberto Montani, o “principal esforço” da Oracle será o de desenvolver inovação. “Também vemos o está a acontecer no terreno, damos sugestões, mas depois  a direcção que as empresas querem tomar é com elas”.

 

Uma das outras recomendações é que as empresas adoptem uma estratégia de implementação faseada.

 

O responsável da Oracle admite que ainda faltam passos importantes, mas ressalva que a tecnologia está a ganhar momento. “As primeiras tecnologias surgiram em 1938.

 

O que está a acontecer agora é que está a tornar-se cada vez mais barata”.

 

De acordo com o engenheiro de software da Oracle (soluções de mobilidade, conectividade sem fios e de voz), Marcin Sypniewski, hoje o preço de uma etiqueta passiva (de memória reduzida) ronda os 10 a 16 cêntimos.

 

Os activos custam mais. A questão do preço coloca-se com a, necessária,  utilização massiva das etiquetas.

 

Nas previsões de Sypniewski, em 2006 o preço deve cair para 25% do actual. Para funcionarem na cadeia de abastecimento as etiquetas podem ser usadas ao nível da unidade, da caixa e da  pallette.

 

“Levar as etiquetas ao nível da unidade exige que as etiquetas estejam a um preço entre os 4 e 2 cêntimos, para ser muito rentável”, considera Sypniewski.

 

Mas a utilização das etiquetas ao nível da unidade depende também do valor do produto. Se for usado em canetas de baixa gama não deve compensar.

 

Mas outros aspectos são importante para a RFID ser  uma tecnologia cada vez mais pertinente. Segundo o responsável, há vários líderes de mercado como a Wal Mart e até o departamento de defesa dos Estados Unidos, clientes RFID da Oracle, que estão a exigir aos fornecedores que preparem as suas cadeias de fornecimento com este tecnologia.

 

No mercado da farmacêutica, as autoridades norte-americanas estão a promover a adopção da tecnologia para reduzir a falsificação de medicamentos.

 

Depois está a ser olhada pelas autoridades portuárias como uma forma de garantir a segurança da carga e monitorizar todas as chegadas e saídas das carga.

 

Uma das grandes vantagens associadas à RFID é que traz a análise à posteriori de eventos para a análise em tempo real. “Muito do que é “business intelligence” está a migrar do nível do final do mês, para o fim do dia”, ilustra Roberto Montani.

 

Será uma tendência cada vez mais forte com a passagem da internet da pessoa para a internet das coisas. “Hoje tudo é gerido  por humanos mas começa a ser impossível, porque temos muitas questões para resolver.”

 

Serão cada vez mais necessárias, aplicações capazes de responder automaticamente às necessidades segundo Montani. “Eu já não quero receber alertas para fazer algo, eu quero  o trabalho feito e então depois posso ser notificado.”

 

Será necessário controlar grandes quantidades de informação ao nível do datawarehouse, onde deve haver standards e depois de ferramentas de gestão para  depois aceder à informação.

 

Uma das particularidades das etiquetas de RFID, é que com os códigos de barras é sempre possível ler o número.

 

Com as etiquetas electrónicas não é possível ter toda a informação sob a forma analógica. “A menos que se envie também um livro”, ironiza Montani.

 

De acordo com este responsável, a RFID está a desenvolver-se de forma tão rápida que caberá depois ao utilizador dizer quão inteligentes as etiquetas serão: “pode-se ter informação técnica como o país de origem de um produto, ou ir ao ponto de individualizar ao máximo um garrafa de leite.

 

A “entrada”  na Oracle no RFID foi revelada em Janeiro no Oracle AppsWorld, quando foi anunciada que a próxima versão do software Oracle Warehouse Management incluirá novos recursos RFID e código eletrónico de produto (EPC, Electronic Product Code).

 

O Oracle Warehouse Management oferecerá recursos em conformidade com os requisitos do Wal-Mart e do Departamento de Defesa dos EUA, que exigem que os seus 100 maiores fornecedores incorporem etiquetas de RFID em todas as remessas até 2005, para rotulagem de paletes e caixas; compatibilidade com etiquetas de RFID e dispositivos de leitura e impressão das principais empresas, incluindo Alien Technology Corporation, Intermec Technologies Corporation e Zebra Technologies; suporte para a geração e uso de rotulagem em transacções iniciadas por RFID dentro da empresa; e integração ao componente de middleware do RFID no Oracle Application Server 10 g para controle de conexões e recursos de filtragem necessários no recebimento dos dados.

 

 

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