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A Cisco Portugal colheu em 2004 o investimento e as política definida nos últimos anos, com um crescimento de 25%. A aposta nas PME, sobretudo, em soluções baseadas em IP, deram os seus frutos. O próximo alvo é o mercado doméstico.
A Cisco Portugal encerrou o ano fiscal de 2004 (1 Agosto 2003/31 Julho de 2004) com um crescimento de 25% em relação a igual período do ano fiscal anterior.
O crescimento foi particularmente sentido no segundo semestre fiscal, em que cresceu 40% face ao período homólogo e continuou já no primeiro trimestre fiscal de 2005 (Agosto a Outubro de 2004) com um crescimento de 71% face ao período homólogo.
A empresa, que não divulga números locais (no último ano fiscal divulgado de 2002, os números anunciados rondaram os 25 milhões de contos/125 milhões de euros), mantém para o corrente ano um optimismo relativamente ao crescimento, embora considera que o crescimento quase exponencial dos últimos trimestres não será possível, avançou Carlos Brazão, director-geral.
A Cisco Portugal encerrou assim da melhor maneira o ano em que a companhia completou os seus 20 anos, reclamando o seu líder que “a Cisco impulsionou a retoma da indústria das redes em Portugal”, além de ter dado um contributo para a economia nacional de 4000 a 5000 empregos tecnológicos.
Carlos Brazão salienta que a execução local é o resultado da “estratégia da corporação, muito suportada nos parceiros”, através dos quais realiza quase 100% da facturação, contando em Portugal presentemente com 22 parceiros certificados (cinco Gold), mais de 1000 revendedores e cerca de 250 especialistas com certificações, dos quais 40 são CCIE.
Por outro lado, destaca o “crescimento forte em todos os segmentos”, desde os operadores de telecomunicações, como os projectos ganhos na Optimus, PT WiFi, Vodafone e TV Cabo – “que retomaram os investimento, sobretudo em infra-estruturas de rede de banda larga IP” -, passando pelas grandes contas (Estados, financeiras, como foi o caso do BPI e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo), grandes empresas e PME, uma aposta forte lançada em 2003 e conseguida, alicerçada nos parceiros, na disponibilização de tecnologias convergidas acessíveis, em termos de preço, às PME, como foi o caso do Cisco Call Manager Express e o Integrated Service Router, routers com serviços integrados de telefonia dados, vídeo e segurança.
Por outro lado, em termos de produtos, o crescimento foi sustentado no “crescimento forte das tecnologias avançadas – telefonia IP (mais de 121%), segurança, wireless, segurança…”, no que foi acompanhado pelas tecnologias tradicionais (routers e switching, que ainda representa a fatia principal da facturação) e ainda no lançamento de novos produtos e no reforço das parcerias, com o lançamento de novos programas, designadamente, o VIP e o OIP.
Relativamente aos telefones IP, Carlos Brazão lembra que a empresa vende cerca de 8 mil por dia (“em termos relativos, Portugal é um dos países com maior aceitação”), tendo já uma base instalada superior a 4 milhões de unidades desde o lançamento em 2000.
Crescimento sustentado
Para o ano corrente, “a perspectiva é de crescimento sustentado baseado em três grandes vectores:
- crescimento na área dos nossos core products (routing e switching), impulsionada pela disponibilidade de equipamentos cada vez mais potentes e multi-serviços, como é o caso da nova geração de Integrated Services Routers;
- Crescimento nas Tecnologias Avançadas, sustentado na tendência de convergência dos múltiplos tráfegos e aplicações para infra-estruturas de rede IP; e 3)
- Crescimento em segmentos de mercado como os operadores de telecomunicações, as pequenas e médias empresas, e o mercado residencial.
Em termos sectoriais, “a nossa expectativa é que os operadores de telecomunicações continuem a gerar crescimentos de negócio significativos, mas também esperamos aumentar o negócio Cisco em outros segmentos como, por exemplo, nas pequenas e médias empresas bem como do mercado residencial, como já referimos”, através da banda larga, esclarece Carlos Brazão.
Este crescimento também continuará a assentar na estratégia de parceiros que “continuará idêntica no essencial”, mas será “reforçada pelos programas Value Incentive Program e Opportunity Incentive Program lançados nos últimos trimestres.
Estes programas premeiam claramente e incentivam financeiramente a venda de soluções completas multi-tecnologia e a aquisição de novos clientes.
A nossa intenção é ter cada vez parceiros mais fortes, com mais competências e mais rentáveis. Mas não antevemos entrada significativa de parceiros”. A nível internacional, em termos de volume de vendas, o maior parceiro da Cisco é a IBM.
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