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Portugal subiu uma posição no ranking da União Europeia dos Quinze da Sociedade da Informação em 2003. Deixou de ser o penúltimo...
Finlândia, Holanda e Dinamarca são os países que lideram a Sociedade de Conhecimento no seio dos países da União Europeia.
Esta é uma das principais conclusões que se podem retirar de um estudo realizado pelo Computerworld sobre a edificação da SC no território comunitário.
Para a construção do índice eEuropa a equipa do Computerworld utilizou um conjunto de indicadores definidos pela Comissão Europeia no “benchmarking” de avaliação da iniciativa comunitária eEurope (ver metodologia).
Os dados que publicamos nesta edição permitem-nos constatar, à semelhança de outros sectores, a existência de uma Europa a duas velocidades. Assim, enquanto que os países nórdicos – Dinamarca, Suécia e Finlândia - obtêm as melhores pontuações, países como a Grécia, Itália e Portugal ocupam as últimas posições.
Por outro lado, os dados permitem-nos ainda identificar que, se na economia industrial o centro económico era constituído por um losango que englobava o Reino Unido, a França e a Alemanha e, mais a Sul, a Itália, o centro económico da eEuropa deslocou-se para o nordeste europeu, num losango que integgra a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia e a Holanda.
A despesa com actividades de Investigação & Desenvolvimento é um dos indicadores frequentemente utilizados para avaliar a capacidade de inovação das diferentes economias a nível mundial. Assim, e para avaliar esta realidade a equipa do Computerworld utilizou um conjunto de indicadores – peso da despesa com actividades de I&D no Produto Interno Bruto, despesa com actividades de I&D nas empresas e número de patentes publicadas no território europeu e norte-americano – que permitem avaliar esta realidade.
Enquanto que países como a Suécia e a Finlândia consagram mais de 3% do PIB a actividades de I&D, países como a Grécia, Portugal e a Espanha ainda consagram menos do que 1% da sua riqueza nacional a estas actividades. Por outro lado,enquanto que na Finlândia e na Suécia mais de 70% da despesa com I&D é realizada no interior das organizações empresariais, em países como Portugal e Grécia a despesa com estas actividades realizada pelas empresas ainda é inferior a 30%. O número de patentes registadas nos organismos internacionais – EPO e USPTO – é outro dos indicadores que permite avaliar a importância da inovação no seio das economias industrializadas.
Os valores mais elevados registam-se na Suécia, na Finlândia e na Alemanha, enquanto que os valores mais reduzidos se podem encontrar em Portugal, na Grécia e em Espanha. Neste contexto, não será de estranhar que, à semelhança do que constatámos para o índice global eEuropa, os países nórdicos liderem o indicador Inovação.
As tecnologias de informação e comunicações assumiram um papel relevante na actividade quotidiana das pessoas e das empresas. Deste modo, o desenvolvimento de um índice que avaliasse a edificação da sociedade do conhecimento no espaço comunitário deveria incluir esta realidade. Assim, a equipa do
Computerworld utilizou o peso da despesa com estas tecnologias de informação e comunicações no PIB, assim como a despesa per capita com estas tecnologias como indicadores para avaliar a progressão desta nova realidade no seio da União Europeia.
Enquanto que países como a Suécia, o Reino Unido e o Luxenmburgo consagram mais de 4% da sua riqueza nacional à despesa com tecnologias de informação, países como a Grécia, a Espanha, Portugal, a Itália e a Irlanda consagram menos de 2% do PIB ao investimento nestas tecnologias. A análise do peso da despesa com comunicações nos países comunitários permite-nos constatar que os países que possuem uma menor despesa com tecnologais de informação são aqueles em que o peso da despesa com comunicações é mais elevado. Tal fica a dever-se ao elevado custo das comunicações e não ao investimento produtivo nestas tecnologais.
O número de computadores pessoais e de telefones celulares são outros indicadores com frequência utilizados para aferir o grau de adaptação à sociedade de informação. Assim, enquanto que países como a Suécia, o Luxemburgo, a Dinamarca e a Finlândia apresentam as mais elevadas taxas de penetração de computadores pessoais no espaço da União Europeia, países como a Grécia e Portugal apresentam uma fraca penetração destes equipamentos.
Por outro lado, e contrariamente ao que sucede com a generalidade dos indicadores utilizados para avaliar o grau de preparação das econommias europeias para sociedade de informação, o número de telefones celulares em utilização no espaço europeu é bastante elevado.
Com efeito, e segundo os dados recolhidos pelo Computerworld, existem 63 telefones celulares por cada 100 habitantes. Neste contexto, Suécia, Holanda e Reino Unido lideram este indicador, enquanto que Espanha, Itália e França aparecem nas últimas posições.
O investimento continuado na educação constitui um dos pilares do sucesso da sociedade do conhecimento. Assim, não será de estranhar que tenhamos incluído o esforço de investimento em educação no desenvolvimento de um índice que reflectisse o grau de preparação das economias europeias para esta nova realidade.
Assim, enquanto que economias como a Dinamarca, a Suécia e a França consagram mais de 6% da sua riqueza nacional ao investimento na educação, países como o Luxemburgo consagram apenas 3,6% do PIB à despesa com a educação.
Por outro lado, o nível da população activa com educação terciária constitui outro dos factores para o sucesso da economia do conhecimento no território europeu. À semelhança do que constatámos noutros indicadores enquanto que países como a Finlândia e a Suécia possuem mais de 30% da população activa com formação superior, em países como Portugal o nível de formação superior é inferior a 10% da população activa.
Uma vez mais os países nórdicos lideram este indicador, enquanto que Itália, Portugal e a Grécia partilham as últimas posições.
O acesso da população à Internet é outro dos factores identificados pela Comissão Europeia como cruciais para o desenvolvimento da sociedade do conhecimento na UE. Assim, enquanto que em países como a a Suécia, a Finlândia e a Holanda mais de 50% da população possui acesso à Internet, em países como a Grécia e a Espanha a taxa de penetração da Internet é inferior a 20% da população.
A taxa de penetração das residências online foi outro dos indicadores utilizados pela equipa do Computerworld para avaliar a penetração da sociedade de conhecimento no seio dos países da União Europeia.
A velocidade de acesso a esta nova infraestrutura de comunicação e de acesso à informação é outro dos aspectos relevantes para a edificação da sociedade de conhecimento na Europa, na medida em que constitui um factor importante para o desenvolvimento de serviços avançados de comunicações.
A realidade neste aspecto ainda é bastante assimétrica no interior dos países que integram a União Europeia. Com efeito, enquanto que países como a Bélgica possuem taxas de penetração superiores a 50%, países como a Irlanda e a Grécia possuem taxas incipientes de penetração deste tipo de tecnologia.
Como vimos, o acesso das populações à Internet é outro dos factores de sucesso da edificação da sociedade do conhecimento no espaço europeu. Para que tal seja alcançado, a generalidade dos governos tem vindo a desenvolver esforços no sentido de dotar os respectivos territórios com uma cobertura adequada de banda larga.
Assim, outro dos indicadores utilizados pela equipa do Computerworld foi a taxa de penetração de hotspots no território europeu. Os valores mais elevados registam-se no Reino Unido e na Suécia, enquanto que os mais reduzidos se podem encontrar na Grécia, na Itália e na Holanda.
Os custos do acesso a esta nova infra-estrutura de comunicação e de acesso à informação são outro dos factores condicionantes do sucesso da sociedade do conhecimento.
Assim, e à semelhança do que acontece com outros indicadores, ainda existem fortes assimetrias nos custos de acesso à Internet. Enquanto que, em países como a Alemanha, a Espanha e Reiono Unido os custos de 20 horas de comunicação são inferiores a 25 euros, em países como a Bélgica estes custos são ligeiramente inferiores a 60 euros.
Situação idêntica se pode constatar se analisarmos os custos de 150 horas de comunicação que podem variar entre os 100 euros em Espanha e os 325 euros na Bélgica. Este país, Reino Unido e Dinamarca lideram este indicador, enquanto que Itália, Espanha e Grécia ocupam as últimas posições.
Apesar do acesso à Internet ser um dos aspectos mais relevantes para a construção da sociedade do conhecimento no território europeu, é crucial que a segurança no acesso a esta nova infra-estrutura de comunicação e de acesso à informação seja uma realidade.
No entanto, e apesar da relevância deste factor para o crescimento dos negócios online, a taxa de penetração de servidores SSL é ainda muito reduzida no seio da União Europeia e, para além dos mais bastante assimétrica.
Com efeito, e segundo os dados recolhidos pela equipa do Computerworld, existem no território europeu cerca de 79 servidores seguros por cada milhão de pessoas, o que é um número bastante baixo quando comparado com o território norte-americano.
Contudo, esta realidade não é uniforme no espaço comunitário. Enquanto que países como o Luxemburgo, o Reino Unido, a Finlândia e a Suécia existem 143 servidores SSL por cada milhão de habitantes, em países como a Grécia, Itália e Portugal esse número é inferior a 30 servidores por cada milhão de habitantes.
A generalização do acesso da população juvenil à Internet constitui outro dos factores de sucesso na edificação da sociedade do conhecimento identificados pela Comissão Europeia.
À semelhança de outros indicadores o acesso da população juvenil a esta nova infra-estrutura de comunicação e de acesso à informação reflecte a existência de uma Europa a duas velocidades.
Com efeito, enquanto que em países como a Alemanha, a Grécia, a Itália e Portugal existem menos de 10 computadores pessoais para cada 100 alunos, em países como a Dinamarca a taxa de penetração é de 31 computadores pessoais para cada 100 alunos. Por outro lado, e no que diz respeito ao acesso à Internet, a realidade não é muito diferente. Assim, enquanto que na Dinamarca cerca de 25% dos computadores se encontram ligados à Web, em países como a Itália este número é de 3%.
Dinamarca, Finlândia e Reino Unido lideram este inicador, enquanto que Grécia, Itália e Alemanha aparecem nas últimas posições. O número de empresas europeias com sites disponíveis nesta nova infraestrutura de comunicação e de acesso à informação ainda é diminuto.
Com efeito, e segundo os dados recolhidos pela equipa do Computerworld, apenas 19% das empresas europeias implementaram um website. E, à semelhança de outros indicadores também aqui as diferenças entre países são assinaláveis. Assim, enquanto que países como a Holanda e a Suécia possuem uma elevada presença empresarial online, países como a Grécia e a Espanha ainda possuem uma diminuta presença corporativa na Internet.
Por outro lado, e apesar do número de empresas que possuem uma ligação a esta nova infraestrutura de comunicação e de acesso à informação ser mais elevado – cerca de 29% das empresas europeias tem ligação à Internet – ele ainda é reduzido quando comparado com as empresas norte-americanas. E neste aspecto as disparidades ainda são mais acentuadas entre os países que integram a União Europeia. Assim, enquanto que na Holanda Mais de 80% das empresas possuem ligação à Internet, em países como a Grécia apenas 20% das empresas possuem ligação à Internet.
Esta realidade influencia negativamente o volume de transacções comerciais realizadas pelas organizações empresariais europeias no território europeu. Assim, apenas 8% das empresas europeias já realizaram compras através da Internet, enquanto que apenas 4% das empresas já realizaram vendas através desta nova infra-estrutura. E neste aspecto, as disparidades entre economias é bastante acentuada.
Assim, enquanto que na Suécia e na Holanda mais de 25% das empresas já realizaram compras através da Internet, em países como a Espanha, Itália e Grécia, este número é inferior a 5% das empresas. E o panorama não é muito diferente quando se analisa as vendas através da Internet.
Assim, enquanto que a Holanda lidera neste aspecto – mais de 32% das empresas já realizaram vendas através da Web, a Espanha e a Itália são os países mais atrasados neste aspecto com cerca de 1% das empresas que realizaram vendas através da Web. Holanda, Suécia e Dinamarca lideram este conjunto de indicadores, enquanto que nas últimas posições aparecem países como a Itália, Grécia e Espanha.
A disponibilidade serviços públicos na Internet apresenta um panorama mais satisfatório que as actividades de eBusiness. Assim, e segundo a Comissão Europeia, cerca de 46% dos serviços públicos definidos como essenciais por esta instituição já estão online. Contudo, esta realidade não é uniforme no espaço europeu. Assim, enquanto que os países nórdicos lideram a disponibilidade de serviços públicos online com mais de 60% destes serviços disponíveis, países como o Luxemburgo e a Holanda ainda se encontram atrasados na transposição destes serviços para esta nova infra-estrutura.
O número de conteúdos digitais disponíveis online é outro dos factores identificado como crucial para o desenCvolvimento da Sociedade de onhecimento na UE. Contudo, e apesar da importância dos conteúdos online, a taxa de penetração de “hosts” europeus ainda é muito reduzida não ultrapassando 4 por cada mil habitantes na UE.
Enquanto que na Holanda e a Finlândia este número ultrapassa os 20 “hosts” por cada mil habitantes, em países como o Luxemburgo e a Itália o número de “hosts” por cada mil habitantes anda muito próximo de 1.
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