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Criminosos trocam leitores de cartões em lojas para roubar dados PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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02-10-2008 19:49:31
Um grupo de burlões na Irlanda fez-se passar por elementos de uma instituição bancária e substituiu leitores de cartões de crédito em lojas por dispositivos preparados pelos próprios, com o objectivo de obter dados que poderiam ser utilizados para fazer compras e roubar contas bancárias. Com este esquema, pelo menos dez mil cartões de crédito e de débito podem ter sido comprometidos em estabelecimentos do nordeste irlandês, de acordo com Jennie Chamberlaine, gestora de marketing da Irish Payment Services Organization. Todas as pessoas cujos detalhes bancários foram roubados serão notificadas pelos seus bancos – apesar de ser possível que algumas fraudes já tenham ocorrido.
Várias instituições financeiras, como o Banco da Irlanda, já reagiram, tendo bloqueado alguns cartões e limitado levantamentos de dinheiro no estrangeiro a quantias superiores a 100 euros. A polícia irlandesa já se encontra a investigar o caso, mas poucos detalhes foram disponibilizados até ao momento.
Os levantamentos no estrangeiro foram limitados porque os burlões podem extrair os dados capturados da banda magnética do cartão e colocá-la num cartão falso – que pode ser utilizado para fazer levantamentos de dinheiro no estrangeiro. Não é possível, porém levantar dinheiro em ATM europeias que utilizam o sistema baseado no sistema “chip-and-pin”. Os cartões europeus de crédito e de débito têm um microchip integrado que é analisado pelas máquinas ATM, e cartões que deviam ter o chip mas não o têm são automaticamente rejeitados. E ainda não foi encontrada uma forma de reproduzir esses chips.
Por outro lado, o sistema “chip-and-pin” também exige a introdução de um código PIN durante a operação de compra – ao contrário dos sistemas de outros países, como os Estados Unidos, onde uma assinatura do cliente é aceite.
Este sistema europeu provocou uma diminuição das transacções fraudulentas com base em cartões perdidos ou roubados, mas acabou por originar mudanças curiosas nas próprias fraudes. A grande fraqueza do sistema “chip-and-pin” é não poder ser amplamente utilizado a uma escala global. Os criminosos podem, por isso, clonar cartões e utilizá-los em países onde as ATM não verificam a existência do chip, o que em última análise impulsiona um mercado transnacional ilegítimo de dados de cartões de crédito e débito. Por outro lado, o sistema “chip-and-pin” também não interfere em fraudes onde o cartão não está presente – como nas compras online, por exemplo.
 

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