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Microsoft e governo vão assinar novo acordo PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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02-10-2008 18:41:03
A Microsoft e o governo português vão assinar amanhã, durante a visita a Lisboa de Steve Ballmer e Jean-Philippe Courtois, respectivamente Presidente e CEO da Microsoft Corporation e Presidente da Microsoft Internacional, um segundo Memorando de Entendimento, cujo propósito é o de implementar novos projectos no âmbito do Plano Tecnológico. O acordo inclui  uma colaboração estreita com uma dezena de  ministérios: da Administração Interna, da Obras Públicas Transportes e Telecomunicações, da Economia e Inovação, das Finanças e Administração Pública, da Saúde, da Justiça, da Cultura, da Presidência do Conselho de Ministros, da Educação e Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
Segundo um comunicado da empresa o acordo prevê um conjunto de medidas em quatro áreas chave do Plano Tecnológico: a educação, economia, segurança e modernização da administração pública.
Na  educação as medidas visam potenciar um maior acesso à tecnologia de informação e comunicação para professores e alunos. De acordo com o comunicado da Microsoft, a empresa deverá colaborar com o Governo na modernização tecnológica dos estabelecimentos de ensino,  implementação de diversos programas, com vista à disponibilização de software, conteúdos, formação e certificação no uso das tecnologias de informação no processo de aprendizagem. “A colaboração será feita no âmbito dos diversos programas oficiais actualmente em vigor em Portugal”, diz o comunicado.
No âmbito da economia, o acordo prevê o acesso gratuito e facilitado à tecnologia para empresas recém-constituídas.
“A  Microsoft vai apoiar as novas empresas (start-ups) de base tecnológica com acesso gratuito a ferramentas e tecnologias suas, para que possam mais rapidamente operacionalizar os seus negócios”, lê-se no comunicado. De acordo como o mesmo , na área da Cultura, a Microsoft deverá facultar ferramentas de produção dirigidas às recém-criadas empresas de base tecnológica na indústria das ideias e das artes criativas.
No campo da segurança o acordo prevê que seja facilitado o acesso a tecnologia de ponta para combate à criminalidade infantil online, prevenção de ataques e desastres.  O conjunto de medidas inclui a implementação em Portugal, do Projecto CETS - Child Exploitation Tracking and Investigation System. “O CETS é um conjunto abrangente de ferramentas tecnológicas interligadas que têm por objectivo assistir as polícias criminais na colaboração e partilha de informação em tempo real, de forma a acelerar substancialmente a captura de criminosos online, sobretudo na área da pornografia infantil, exploração e abuso de crianças e menores e outros crimes no ciber espaço ligados à infância”, explica o comunicado. Estará prevista também a  colaboração com as autoridades em medidas proactivas de prevenção e mitigação de ameaças à segurança informática nacional.
No sentido de contribuir para a modernização da administração pública a Microsoft vai dar formação em larga escala a funcionários públicos em tecnologias de informação e comunicação. Além disso, a empresa vai apoiar especificamente o Simplex na Administração Local e entre outras iniciativas, a vai disponibilizar gratuitamente o Microsoft Virtual Earth às autarquias locais portuguesas. O objectivo neste caso é facilitar operações de  georeferenciação.
Outra iniciativa para a qual a Microsoft vai contribuir será a da Partilha de Serviços do Governo com vista a garantir o sucesso tecnológico da sua implementação. “Para o efeito, disponibilizará a sua arquitectura orientada a serviços, garantindo informação contextual, suporte a processos de negócio, soluções específicas e suporte tecnológico, de forma a rentabilizar o investimento já efectuado pelo Governo e com o objectivo de minimizar os riscos de implementação”, consta no comunicado.
Além disso, em 2009, a Microsoft vai disponibilizar uma plataforma aplicacional de suporte ao registo electrónico de pacientes em colaboração com o ministério da saúde tutela. Segundo o fabricante “é um projecto de grande envergadura”. Permitirá que a informação clínica sobre os diversos pacientes possa ser acedida através de diversas fontes, sistemas e dispositivos, graças à interoperacionalidade da plataforma. Uma das vantagens da  plataforma é ser “passível de gestão centralizada, o que permite uma redução substancial dos custos de operação e manutenção da plataforma gestora da informação” segundo o fabricante.
 

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