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23-09-2008 20:53:27
Dez empresas presentes no mercado português apresentaram hoje a Associação Portugal Outsourcing (APO), liderada por Frederico Moreira Rato, presidente da comissão executiva da Reditus. O conjunto de fundadoras fica completo com a Novabase, Cap Gemini, Accenture, Glintt, Deloitte, Indra, Lógica e PT. São empresas que prestam serviços de Outsourcing de TI. O principal objectivo do grupo será dinamizar o sector, e fazê-lo convergir para níveis mais próximos da média europeia. Esse objectivo traz várias implicações, nomeadamente na criação de melhores condições de negócio. Nessa perspectiva Moreira Rato explicou que a intenção da associação não é exercer pressões, mas sim fazer “sugestões” aos governos. Trata-se no fundo de demonstrar os benefícios que todas as partes podem retirar de um mercado que hoje valerá perto de 516 milhões de euros, mas pode valer mais.
Entre as principais barreiras de crescimento que a associação aponta estão as de âmbito fiscal, relacionam-se com a legislação laboral, e têm ver com um aspecto cultural: a má reputação do outsourcing em Portugal no que diz respeito à protecção do emprego e direitos laborais
No primeiro campo a associação considera que as leis laborais não estão adaptadas, “nomeadamente nos horários de trabalho” à prestação de serviços internacionais. Além disso, os associados reclamam da falta de flexibilidade na contratação, a qual não permite reflectir a natureza da prestação de serviços nos contratos de trabalho. Mas os modelos de remuneração também são uma importante barreira.
No âmbito fiscal como as taxas de IVA e IRC aplicadas são as maiores da Europa, segundo a APO, a competitividade das organizações nacionais é lesada , face à concorrência de outros mercados e aos países de origem dos clientes.
Inexistência de regime específico para o outsourcing – desvantagem face aos serviços internos de clientes com regimes especiais quando executam exactamente os mesmos processos para o mesmo mercado.
A associação também pretende impulsionar a convergência com os níveis europeus promovendo as boas práticas para que haje garantias contratuais de nível e qualidade de serviço; boa reputação de competência e integridade do prestadores; e a adesão a boas práticas

Outsourcing chegará aos 631 milhões de euros em 2009

Nas previsões apresentadas pela associação, baseadas em números da IDC o mercado de outsourcing em Portugal deverá valer perto de 631 milhões e euros. Um dos objectivos da associação será fazer este mercado crescer ao ponto de em sete anos representar 1% do PIB. Actualmente, os referidos 516 milhões valerão perto de 0,34% do PIB. Cerca de 48% são referentes a serviços de TI enquanto os restantes resultam de operações de BPO. Estimativas da associação hoje os serviços nearshore representam perto de 10% do volume de negócios total, mas tendem a evoluir para 50% até 2015.
O crescimento do mercado de outsourcing de TI  poderá gerar 10 mil postos de trabalho, nas estimativas da associação. 
 

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