Início arrow Negócios arrow Cibercompetências para o século XXI
Cibercompetências para o século XXI PDF Imprimir Endereço de e-mail:
Opinião arrow Negócios
22-09-2008 11:41:09
De quando e vez voltamos ao tema – Sociedade de Informação em Portugal, à qual já nos habituámos a chamar Sociedade do Conhecimento.
As experiências desconexas que se amontoavam instituição a instituição não são  mais possíveis de realizar. Os milhões de euros que anualmente se consumiram com algumas experiências desconexas provaram não trazer qualquer retorno ou benefícios reais para o cidadão /utilizador final . Este “apport” tem obrigatoriamente que envolver as administrações públicas sejam elas centrais, regionais ou locais, dotando-as de rigor e suporte racional às decisões que lhes são exigidas.
A difusão das TIC’s não asseguram mais liberdade de pensamento e acção ou mais democracia. É necessário continuar a apostar na abertura e na transparência das Instituições. É um facto que existem instituições mais ligadas às comunidades e de posse e conhecimento das opiniões sociais e institucionais, contudo temos de ter o discernimento de não individualizar e trabalhar sim em torno de um processo transversalmente comum.
Como vem acontecendo um pouco por todo o lado a tendência é cada vez mais para a desmaterialização dos suportes da informação e para a difusão electrónica e generalizada dos conteúdos.
Algumas das nossas bem sucedidas Empresas têm feito nos últimos anos, mostrando capacidade de empreendimento,  avanço tecnológico, design, poder de processamento, escalabilidade e preços competitivos nada ficando ao acaso.
O fosso entre a oferta e a procura de determinadas cibercompetências é cada vez maior, persistindo, ao mesmo tempo, a falta de literacia digital.
Tornar vital a aquisição de cibercompetências ao longo da vida através nomeadamente, de uma actualização dos conhecimentos e do desenvolvimento da aprendizagem em linha terá de ser  uma realidade.
Como é do conhecimento geral as tecnologias da informação e das comunicações (TIC’s) abrangem uma vasta gama de serviços, aplicações, tecnologias, equipamentos e “software”, ou seja, instrumentos como a telefonia e a internet, a aprendizagem à distância, a televisão, os computadores, as redes e o “software” necessários para aplicar estas tecnologias, que estão a revolucionar as estruturas sociais, culturais e económicas, gerando novos comportamentos no que toca à informação , ao conhecimento e à actividade profissional de cada um.
É um facto adquirido que, de um modo geral, ao nível macroeconómico, o uso acrescido das TIC’s leva à realização de ganhos de produtividade e, por conseguinte, melhora a competitividade das empresas e da economia no seu conjunto.
A adequação das competências constitui um desafio para a concepção e a gestão do mercado do emprego e as competências são o sustentáculo do espírito empresarial.
O acompanhar da evolução e da procura de competências no domínio das TIC’s e do comércio electrónico na Europa, fazendo uma avaliação comparativa das políticas nacionais e reforçar a cooperação ao nível europeu é forçoso,  dado que a utilização das TIC pelas empresas continua a ser um factor determinante da competitividade europeia, tornando-se necessário que elas, em especial as PME, recorram cada vez mais a essas tecnologias.
Dado o enorme potencial de crescimento deste sector, é necessário avançar com políticas específicas e adaptar as actuais aos novos processos. Devem estabelecer-se ligações entre as diversas iniciativas no domínio da sociedade da informação , suprimindo os limites sectoriais e assegurando uma difusão homogénea das TIC’s na sociedade.
Algo por vezes esquecido, a interoperabilidade é uma noção muito importante e deve ser garantida em todos os níveis (operadores, fornecedores de conteúdos ou serviços e consumidores), bem como entre serviços, legislações e práticas administrativas, que diferem de país para país.
O ser humano tem a capacidade de se adaptar, e como tal, as pessoas devem desenvolver uma atitude flexível, com conhecimentos generalistas, capazes de se formarem ao longo da vida de acordo com as suas necessidades e que dominem as Tecnologias de Informação e Comunicação, contudo três características fundamentais são exigidas ; capacidade visionária, capacidade de exploração e capacidade estratégica.
O nosso comportamento e desempenho é profundamente influenciado pelo modo  como  nos sentimos. Ao contrário das outras fontes de vantagem competitiva, tais como o capital e a tecnologia, o conhecimento é um recurso fechado dentro da mente humana. A criação e partilha de conhecimento são actividades intangíveis que não podem ser supervisionadas nem forçadas a sair das pessoas.
Juntamente com as TIC’s  as pessoas podem sustentar a vantagem competitiva de uma empresa. Isto porque as pessoas possuem potencialmente três aspectos que podem trazer vantagem competitiva sustentada : a capacidade de criar raridade, valor e inimitabilidade.
Em Portugal o maior desafio nas TIC’s é o de atrair, recrutar e manter gestores de talento.


Manuel F.R.Cerqueira
ASSOFT






 

SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER

     

ESCOLHAS DO EDITOR

Despesa da Administração Pública com TIC cresce 38,6% no próximo ano
A despesa dos organismos da Administração Pública com tecnologias de informação e comunicações no próximo ano vai ascender a 884 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento superior a 38% relativamente Às verbas incluídas no Orçamento de Estado de 2008. 
Ler mais...
 
Abrandamento da economia nacional afectou despesa com TIC
O abrandamento da actividade económica a nível mundial e o consequente efeito  nas condições económicas no território nacional teve um impacto profundo nos últimos anos na despesa nacional com tecnologias de informação e comunicações.
Ler mais...
 
Despesa da Administração Pública com TIC cresce 4,1% em 2007
ImageA despesa dos organismos da Administração Pública com tecnologias de informação e comunicações (TIC) foi ligeiramente inferior a 449 milhões de euros no ano passado, o que corresponde a um crescimento de 4,1% relativamente à despesa realizada por estes organismos no ano anterior. Contudo, e apesar deste crescimento, a despesa com estas tecnologias foi inferior às verbas que tinham sido inscritas no Orçamento de Estado para 2007 – 482 milhões de euros. Estas são algumas das conclusões que se podem retirar da análise da Conta Geral do Estado de 2007 (CGE 2007) publicada recentemente pela Direcção-Geral do Orçamento.
Ler mais...
 
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.