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Demissões na Alcatel-Lucent devem encerrar ciclo PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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27-08-2008 21:31:05

A demissão do chairman, Serge Tchuruk, e da CEO da Alcatel-Lucent, Patricia Russo, marcam a etapa final de uma fusão que tem falhado em apresentar resultados consistentes.

A  1 de Outubro, Serge Tchuruk deverá deixar as suas funções na Alcatel-Lucent, enquanto a CEO Patricia vai manter-se em funções até ao final do ano, procurando ajudar a empresa a seleccionar quem a substitua. As demissões foram anunciadas ao mesmo tempo que a empresa apresentava grandes perdas relativas ao segundo trimestre. Entretanto, logo no final de Julho, o antigo CEO da Lucent, Henry Schacht, deixou as suas funções na administração.
Os dois fabricantes desenvolveram uma fusão em 2006, numa aposta para obter ganhos de economia de escala, para melhor competir com fabricantes chineses. O movimento significou também a eliminação de mais um fabricante para fornecer uma número cada vez menor de prestadores de serviço, na sequência de uma série fusões de grandes operadores.
Contudo o negócio transatlantic causou nervosismos relacionados com o choque de culturas e previsões, logo desde o início e obteve a aprovação dos accionistas da Lucent por uma margem muito fraca.
Desde que foi formada, a Alcatel-Lucent tem coleccionado várias resultados negativos. No final de Julho, a empresa anunciou uma perda de 1,1 milhões de dólares, muito acima dos 586 milhões de euros anunciados um ano antes.
"Quando se junta duas pessoas com as pernas partidas, não é por isso que começam a andar melhor," ilustrou Zeus Kerravala da Yankee Group. O negócio estava virtualmente condenado a falhar, com dois parceiros em dificuldade, diferenças culturais para serem suplantadas, e mudanças dramáticas entre os clientes operadores, explicou.
Mas as demissões poderão desimpedir o caminho para futuros líderes poderem disponibilizar o que os operadores de estão a precisar, acredita Kerravala. No cenário tradicional das telecomunicações de onde surgiram, Russo e Tchuruk, os fabfricantes como a Alcatel e a Lucent tanto desenvolviam as redes como o software para  oferecerem aplicações sobre elas.
Hoje, os operadores como a BT e a AT&T querem uma única infra-estrutura IP capaz de suportar a aplicações e serviços desenvolvidos por terceiras partes, considerou o analista. Serão mais como a Microsoft, a qual obtém a sua força a partir da sua base de parceiros de programação, explica.
As boas notícias para a Alcatel-Lucent é que nenhum fabricante tem aquilo que os operadores têm ainda, segundo Kerravala, embora a Cisco e a Juniper (que contratou o executivo da Microsoft, Kevin Johnson para seu  CEO) estão a trabalhar nisso. “Não é  que seja tarde para a Alcatel-Lucent”, disse.
Estas saídas vão finalmente, consumar o negócio e colocar a empresa em mãos francesas, disse Dave Passmore, da Burton Group.

"Na realidade o negócio foi a compra da Lucent pela Alcatel. Colocar Russo no comando, pelo menos inicialmente, deu aos recursos da Lucent uma razão para eventualmente ficar," diz Passmore. Foi uma fusão difícil, os choques de cultura e um Mercado adverso impediram a companhia de competir melhor contra os rivais que têm custos de produção baixos. A recente decisão de apostar no desenvolvimento de serviços em vez de equipamento é uma decisão acertada, na opinião de Passmore.

 

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