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21-07-2008 00:00:00
O gestor sénior da Accenture Information Management Services responsável pela área de BI, Fabrice Ramé considera que os dados de som e imagem configuram a principal área de inovação.

Na visão de Fabrice Ramé, o gestor sénior da Accenture Information Management Services responsável pela área de BI, os dados não estruturados constituirão o maior desafio em cinco a dez anos para os sistemas de BI. “Os dados não estruturados serão cada vez mais importantes numa empresa“, reforça. O responsável diz que há vários fabricantes a lidarem já com dados de som e imagem, por excemplo. Mas são ainda empresas de nicho “que serão compradas pelos grandes fabricantes nos próximos dois anos”. A dimensão do volume de dados será uma das questões mais importantes.
Mas já com os dados estruturados, a quantidade começa a ser problemática. Ramé é o líder de um dos maiores projectos de BI a ser implementado no mundo pela Accenture, e para ele é crucial ter uma versão universal dos dados. E muitas empresas devido a uma implementação dispersa dos sistemas não consegue saber que conjunto de dados é verdadeiro. Um dos maiores desafios dos sistemas de BI é identificar a raíz dos problemas dos dados e dos indicadores usados. “O mais importante no BI é identificar os problemas da fonte da informação”, considera o responsável. A integração e armazenamento de dados é fundamental nisso.
A maioria das empresas tem vários sistemas de BI, de vários fabricantes, distribuídos pelos vários departamentos da empresa. Esse é um dos factores que leva à indefinição sobre que dados são verdadeiros. “Cada sistema, em cada departamento, tem a sua própria definição sobre a qualificação dos dados e até sobre a forma de cálculo”, explica o especialista. Na visão de Ramé, o sistema de BI tem de ser um “chapéu” sobre todos os outros sistemas, para haver uma correcta consolidação de dados. É uma boa prática, sugerida pelo especialista, que tem a ver com uma abordagem cada vez mais centrada nos dados.
No maior projecto de BI realizado pela Accenture, o consultor  substituiu todos os sistemas existentes num fabricante francês de pneus, “em todas as linhas de produtos”. Foi implementado um só sistema com um modelo capaz de oferecer uma visão total, com um definição única de dados e um são forma de cálculo. Ramé identifica três grandes lições que retirou do projecto. “A gestão de uma versão universal dos dados deve ser considerada logo no princípio do projecto”, frisa. Depois, como em muitos projectos de TI, actualmente, o patrocínio sólido da administração é muito importante. “Torna-se muito difícil demonstrar logo os benefícios do projecto para obter o suporte da administração”, explica. É preciso ter um CIO com presença efectiva na administração.
A segunda lição considerada importante pelo responsável é a definição de requisitos de negócio. “Nem sempre aquilo que está implementado é o que a empresa precisa”, explica. É fundamental definir claramente os requisitos de negócio, “porque desenvolver mais tarde alguma coisa que ficou por fazer, torna-se mais caro”.

O desenvolvimento de soluções em regime de offshore também trouxe algumas lições ao gestor. Uma das suas recomendações refere-se à gestão do volume de trabalho: ”deve-se fazer offshore do desenvolvimento pouco a pouco; primeiro 30% depois 40%, até 60%; primeiro o desenvolvimento e depois a concepção técnica”.

 

Integração é diferenciadora 

 

Para Fabrice Ramé, a Oracle é o fabricante com a melhor visão sobre BI actualmente. “O nível de integração do sistema é o elemento diferenciador”, segundo o responsável.
Sobre o mercado, o gestor considera que ele tem mudado muito nos últimos três anos. E aponta quatro grandes fabricantes: Oracle. Microsoft, SAP e IBM. Ramé aponta o Excel como uma das mais importantes ferramentas do mercdao de BI: “o seu sistema é muito aberto e está muito vulgarizado”, explica. E então o SAS Institute? “Tem boa tecnologia para processos analíticos mais complexos, mas poucas empresas precisam de ferramentas tão sofisticadas. Os principais desafios estão no nível dos dados”, responde Fabrice Ramé.

 

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