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Botnets continuam a ganhar a “guerra” do spam PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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21-07-2008 00:00:00
Os sistemas mundiais de combate ao spam estão a travar uma batalha intensa contra as botnets – mas essa é uma batalha que não têm hipóteses de vencer. Esta é a opinião da Commtouch, baseando-se na sua mais recente análise de ameaças em rede.
Na perspectiva da Commtouch, quando os sistemas de análise baseados em origens e em reputação estiverem aptos a identificar os computadores e servidores comprometidos responsáveis pelo envio da avalanche diária de spam que a Internet conhece, já a maior parte das botnets terão migrado para novas máquinas. De acordo com os dados recolhidos durante o primeiro trimestre deste ano, a Commtouch estima que, a cada dia, uma média de dez milhões de “zombies” de botnet estejam activos. E de momento, a única forma de conseguir travar a vaga de spam é filtrando-a de forma reactiva, com tecnologias muito dispendiosas, no ISP ou nas gateway.
Os ISP, entretanto, lutam para conseguir dar uma resposta cabal ao fluxo silencioso de spam com origem nos seus próprios subscritores – colocando os seus endereços de IP em risco de serem adicionados às listas negras de outros fornecedores. Este problema parece estar mais localizado em ISP de países em desenvolvimento; no entanto, tanto a telecomitalia.it como a Verizon foram identificadas pela Commtouch como tendo respectivamente 1,2 milhões e 500 mil zombies activos nas suas redes durante um período de 30 dias.
“Muitas tecnologias tentam identificar e bloquear mensagens de correio electrónico que sabem ser responsáveis pelo envio de conteúdos nocivos. No entanto, essas tecnologias não conseguem ser actualizadas de forma suficientemente rápida”, afirma Amir Lev, da Commtouch. “Quando as listas são actualizadas, a ameaça já se moveu para outro grupo de “zombies”, e os clientes continuam desprotegidos”. O sistema anti-bot da Commtouch procura reagir aos endereços em mutação através de detecção por perfis proprietários.
O volume de spam não tem dado sinais de abrandamento, um sinal de que as botnets têm evoluído também de outras formas. Num estudo do mês passado, a Turquia surgiu em primeiro lugar na quantidade de “zombies” entre Abril e Junho, seguida pelo Brasil, pela Rússia, pela Itália e pela Índia. Os Estados Unidos apareceram apenas em nono lugar, o que parece indicar que os cibernautas americanos começam a ter ao seu dispor protecções contra malware mais eficientes. Na mesma lista, o Reino Unido nem apareceu entre os 20 primeiros.
 

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