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Estabilizar as emissões de gases com efeitos de estufa sem comprometer o ritmo de crescimento económico é o principal desafio que se coloca aos responsáveis governamentais e às organizações empresariais a nível mundial. Para tal a produtividade da economia do carbono, o Produto Interno Bruto (PIB) produzido por cada unidade de carbono, terá que aumentar dez vezes até 2050. Por outro lado, esta redução das emissões de CO2 pode ser realizada com as tecnologias disponíveis actualmente. Estas são algumas das conclusões de um estudo realizado pela McKinsey – The Carbon Productivity Challenge – sobre as oportunidades de aumentar a produtividade da economia de carbono.
Para manter o ritmo de crescimento e as condições vida existentes nos países mais desenvolvidos, a produtividade da economia do carbono terá que “crescer significativamente”, salientam os analistas da McKinsey. Assim, enquanto que, presentemente, a produtividade da economia de carbono é de 740 dólares por cada tonelada de CO2, em 2050, a produtividade terá que ser de 7.300 dólares por cada tonelada de CO2 emitida. A transformação económica subjacente a esta nova realidade é semelhante à que os países mais desenvolvidos atravessaram no decorrer da Revolução Industrial. Contudo, enquanto que este crescimento da produtividade foi realizado em 125 anos, a “revolução do carbono” terá que ser realizada em apenas 42 anos, referem os analistas da McKinsey. Os estudos disponíveis, nomeadamente o relatório Stern, evidenciam que as emissões de gases com efeito de estufa deverão estabilizar em redor das 500 ppmv, o que corresponde a uma redução de 20 gigatoneladas anuais. Tal é corresponde a uma redução de 6 Kg de CO2 diários/por pessoa, equivalente escolher entre uma viagem de 40 quilómetros, um dia de ar condicionado, adquirir duas novas camisolas ou comer apenas duas refeções. Deste modo, os analistas da McKinsey evidenciam que sem um crescimento da produtividade da economia do carbono não será possível estabilizar as emissões “sem alterarmos significativamente as condições de vida dos países mais desenvolvidos e sem comprometermos a esperança de crescimento económico dos países em vias de desenvolvimento”. Neste contexto, e de acordo com os analistas da McKinsey, para alvançar este “crescimentodramático” da produtividade, os governos e as organziações empresariais deverão focalizar-se nas “oportunidades de redução do máximo de emissões de carbono a um custo mínimo”. Assim, a MvcKinsey e o The Vattenfall Institute of Economic Research efecturam um trabalho conjunto para isdentificar as alterações microeconómicas necessárias à redução das emissões de CO2. Para tal, procederam à identificação das acções possíveis com as tecnologias existentes ou que irão estar disponíveis a curto prazo. Deste modo, as conclusões dos analistas da McKinsey identificaram um conjunto de acções de redução das emissões de gases com efeitos de estufa (iluminação eficiente energeticamente ou veículos mais eficientes) que poderão ter um custo negativo para as economias e que serão responsáveis por uma redução de 7 gigatoneladas de CO2. Por outro lado, a análise da McKinsey iddentificou ainda que é possível alcançar o objectivo de reduzir 27 gigatoneladas por ano com um custo inferior a 40 dólares por tonelada. Por último, o estudo da McKinsey contribuiu para desmistificar alguns dos mitos subjacentes á redução das emissões de CO2 – que existem poucas oportunidades de redução com as actuais tecnologias. Neste cenário, e ainda de acordo com os analistas da McKinsey, os custos de redução das emissões em 2030 estariam situados entre 500 mil milhões de dólares de um bilião de dólares, equivalente a 0,6 a 1,4% do PIB nesse ano. Deste modo, ao nível macroeconómico, os custos da transição para uma economia de menor teor de carbono não seriam “assustadores, mesmo com as tecnologias existentes actualmente”, refere o estudo da McKinsey Barreiras sobretudo no plano micro-económico O estudo da McKinsey conclui ainda que é ao nível micro-económico que se encontram as principais barreiras para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa. Para ultrapassar estes obstáculos, os analistas da McKinsey referem ser necessário endereçar cinco aspectos cruciais:
1. Capturar oportunidades de eficiência energética, 2. Eliminar o carbono das fontes energéticas, 3. Acelerar o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, 4. Alterar as atitudes e comportamentos dos gestores e consumidores, e, 5. Preservar e expandir as bacias mundias de carbono Assim, e no que diz respeito à primeira questão, os analistas da McKinsey referem que é possível reduzir em 24 por cento a procura de energia estimada para 2020. Por outro lado, e na medida em que a economia mundial está dependente em 81 por cento dos combustíveis fósseis, o estudo da McKinsey refere que a utilização de energias alternativas poderá contribuir para uma redução substancial das emissões provocadas pelo consumo este tipo de energia. Por outro lado, o estudo da McKinsey refere ainda que a despesa mundial com actividades de Investigação & Desenvolvimento relacionadas com as questões energéticas que, presentemente, não ultrapassa 10 mil milhões de dólares ano, terão que duplicar até 20030 e ascender a 80 mil milhões de dólares em 2050. A alteração dos comportamentos é outro dos factores enunciados pela McKinsey como passível de contribuir positivamente para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa. Deste modo, as organizações empresariais, assim como os departamentos governamentias, deverão adoptar medidas para que os consumidores adquiram compreensão do fenómeno. Por último, é necessário evitar o processo de desflorestação em curso na maior parte das florestas e, em particular, nas florestas tropicais. Tal iniciativa irá contribuir para uma redução de 25 por cento das emissões de gases com efeitos de estufa a nível mundial, refere o estudo da McKinsey. |