|
Por Carsten Storbeck, Director de Produtos para a Divisão de Conectividade ADC KRONE na EMEA
Os operadores de redes em todo o mundo estão a planear as suas redes da próxima geração, mas muitos deles estão a passar por muitos problemas na transição. Isto deve-se ao facto de alguns fabricantes que fornecem os equipamentos activos não terem experiência de como planificar esta mudança. Esta experiência também se está a perder em alguns operadores. Com exemplos de como isto pode ser muito oneroso para os operadores de móveis, seguem algumas dicas do que se deve evitar. Nestes últimos anos a banda larga alterou em parte a vida quotidiana na maioria dos países em todo o mundo. Os utilizadores esperam ter pelo menos 0,5Mb, talvez 8Mb e em alguns países 100Mb. Cada vez é necessária mais largura de banda nos nodos principais e nas redes de acesso. Simultaneamente os serviços de voz deixaram de ser rentáveis para muitos fabricantes devido ao efeito da desregulamentação, competitividade e a utilização das redes tradicionais com múltiplas tecnologias que permitem dar serviços diferentes. Desde uma perspectiva de receitas, os operadores querem ser capazes de oferecer serviços de valor acrescentado tais como Triple Play (combinação de voz, dados e vídeo de alta definição) que requerem pelo menos 55Mbs. Como resultado agora a maioria dos operadores têm necessidade de avançar com uma tecnologia de rede onde IP (Protocolo de Internet) possa proporcionar um único sistema de transporte para todos os serviços na rede. Todas as alterações
O grau de mudança necessário desde as actuais tecnologias mistas para todo um IP é enorme. As redes “core”, troncais, serviços centrais e a rede de acesso devem ser substituídos por equipamento baseado em IP. É uma alteração tão grande como quando à vinte anos atrás a central de comutação e as redes de transmissão migraram do sistema analógico ao digital. Muitas das centrais por várias etapas têm tido vidas úteis de 50 a 100 anos. O sistema TDM digital teve 20 anos. No entanto os routers e switches e DSLAMs de uma rede actual poderão ter uma vida útil de menos de cinco anos. O conjunto de redes da próxima geração estará em constante evolução. Estratégia a longo prazo e passos tácticos Há diferentes formas de fazer uma migração para uma rede IP. As principais opções são: • Fibra até ao Nó com xDSL sobreposto, mantendo o cobre na última milha. • Fibra até ao Nó, com Multiplexores em Planta Externa. • Fibra até cliente Final - PON. IP sobre fibra utilizando una rede com componenetes passivos (tipicamente divisores ópticos) até ao cliente final residencial ou de negócios. • Fibra até ao cliente final – Ponto a Ponto. IP sobre fibras individuais ponto a ponto que conectão cada cliente residencial ou de negocios. Promessas, expectativas, problemas Qualquer que seja a estratégica escolhida por um operador é de esperar grandes obstáculos nesta transição que afectarão com alguma gravidade o grau de serviço na sua rede. Geralmente funciona da seguinte maneira: os avanços tecnológicos permitem a inovação e o operador necessita de uma vantagem competitiva no mercado para ganhar. O operador de telecomunicações promete novos serviços aos seus clientes. Contudo, por vezes os quadros inferiores da organização não conhecem ou ignoram todos os detalhes da nova implementação. Com o tempo surgem os problemas que vão afectar o grau de serviço, aumentando os custos, reduzindo benefícios e desesperando os clientes. Sem planificação para a mudança
As provas para demonstrar as consequências graves e onerosas de não planificar a mudança podem ser equacionadas fazendo um estudo rápido das redes móveis nos últimos anos. Durante décadas, a flexibilidade, a gestão e a capacidade do “cross-conexion” em todos os pontos têm sido as palavras mais usadas pelos engenheiros de telecomunicações. Mas nas primeiras redes móveis, os fabricantes de equipamentos que não se desenvolveram de acordo com estas directrizes pensavam que podiam fazer uma poupança significativa de capital e espaço, ao não desenvolver quadros de distribuição e equipamentos de “cross-conexion”. Nos últimos anos a pressão para aumentar o volume de tráfego levou à necessidade de reduzir o tamanho das células e as áreas de cobertura. Dado que no princípio não se desenvolveram as centrais necessárias para realizar mudanças de maneira fácil, estão sofrem agora perdas significativas de serviços e qualidade para esta reconfiguração. Robusta, fiável, resistente
Com a alteração da rede telefónica convencional a IP, os fabricantes de switches e routers são agora em grande medida a base dos grandes fornecedores. Iguais aos operadores móveis, estes fabricantes não têm o historial dos conhecidos e comprovados processos com que os operadores tradicionais asseguravam níveis excepcionais de qualidade de serviço – muito superior em várias ordens de magnitude aos comuns nas redes privadas IT tradicionais. Aqui é onde a ADC KRONE, que há mais de 80 anos a trabalha nas redes “core” e troncais, serviços centrais e nas redes de acesso é agora um parceiro valioso, podendo ajudar os operadores e os fornecedores de equipamento a construir as Redes da Nova Geração (New Generation Network, NGN) de uma maneira robusta e eficiente, independentemente do número de mudanças a que estas se vejam sujeitas no futuro. |