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Bell Labs mais orientada ao negócio PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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10-07-2008 01:00:00

ImageA instituição de investigação e desenvolvimento norte-americana está em mudança, devendo adoptar uma orientação que procure responder às necessidades de a Alcatel-Lucente acelerar a colocação de inovações no mercado. Se o conhecimento universal do séc XX e XXI precisasse de locais de culto, as instalações da Bell Labs preencheriam bem quaisquer requisitos. Tanto pelo resultado de inúmeros processos de pesquisa científica, como pela promessa de inovação latente. Hoje a instituição de investigação e desenvolvimento faz parte da Alcatel-Lucent. Os seus objectivos passam ainda pela investigação e desenvolvimento mas o enfoque terá mudado. As prioridades serão hoje mais determinadas pela necessidade de trazer a inovação mais rapidamente para o mercado, materializada em produtos ou em soluções. É um momento de transição importante para a instituição e para muitos investigadores.

 

O vice-presidente da Bell Labs, Sid Ahuja, tem a tarefa de gerir este processo de mudança, e diz que esta envolve uma mudança de atitude cultural. Esta justifica-se sobretudo porque se percebe que o ciclo de desenvolvimento e de colocação do produto no mercado está muito mais curto. No fundo, Ahuja deverá procurar que o processo de transição das inovações, para o mercado, seja mais rápido. 
O esforço de investigação também deverá estar mais centrado em algumas áreas. Sid Ahuja revelou que a Bell Labs assumiu dez desafios de desenvolvimento, mais focado no negócio. Na área da
tecnologia física, o trabalho dos laboratórios aborda temas como os sistemas quânticos, os componentes de dimensão nanométrica, a electrónica de sistemas de saúde, biomimética, componentes ópticos  e gestão térmica.
A componente mais abstracta desenvolve-se sobretudo em torno das ciências de algoritmos, da matemática, e das ciências de computação. Aborda ainda o processamento de sinais, aspectos de segurança, e a extracção de informação estatística. No acesso por rádio a redes, a empresa está a procurar desenvolver tecnologias de rádio, de antenas, de rádio PHY/MAC, e de tecnologias MIMO. No acesso fixo, além de ptecnologisas na área do DSL e do cobre, os laboratórios estarão a explorar hkipóteses em tecnologia PON, vídeo e nas redes domésticas internas. É também no campo das aplicações que se desenvolve também muito do esforço dos laboratórios. Abordam-se tanto aspectos da área dos jogos digitais, como da área das redes sociais.
Um dos frutos produzidos já pela imensa organização de investigadores – ao todo são 25 mil, espalhados pelo mundo – é a aplicação de segurança Omniacess 3500, para portáteis. Tão simples como inovadora, a aplicação serve para o departamento saber sempre onde está localizado o portátil. Além disso, é um solução que permeite manter as chaves de encriptação em backup no escritório. No fundo torna possível impedir o acesso estranhos à máquina mais importante do que isso: os departamentos de TI têm ferramentas para anular a chave de encriptação e destruir também os dados alojados no PC. Dada a ocorrência de cada vez mais casos de roubo e perda de portáteis, a solução é bem pertinente. Os benefícios de gestão da conformidade dos portáteis com a política de segurança das empresas também podem ser significativos: quando é necessário aplicar uma correcção. Hoje a solução é fornecida em formato de placa de interface PCI, na qual pode ser integrado um modem de 3G. Mas o gestor de produto, Doug Charles, revelou que a empresa está a preparar uma versão em software, a ser lançada depois de 2009. No início desse ano, estará pronta para ser comercializada uma versão cuja interface será USB.
Outra tecnologia guardiã das redes é a Wireless Network Guardian. Trata-se de aplicação de software que optimiza a utilização de espectro. Este é um bem cada vez mais escasso, factor capaz de mudar o paradigma da gestão de redes sem fios. “Hoje a a maior parte dos recursos são usados, à espera de dados”, explica Michael Schaebelm director-geral a Alcatel-Lucente Ventures. Esta organização da empresa procura desenvolver tecnologia num regime e ambiente de start-up. A ideia é aproveitar a agilidade de uma organização de dimensão reduzida  e quando der frutos, o produto é integrado na oferta da companhia. Neste caso, a aplicação que está a ser desenvolvida permite optimizar a utilização do espectro. Utiliza princípios do modo de funcionamento das redes P2P. Actua de forma dinâmica e inteligente nas redes sem fios, e é agnóstica quanto ao fabricante da infra-estrutura. Pode ser usada em regime de serviços alojado, e hoje é apenas compatível com redes CDMA: está a ser actualizada para funcionar com tecnologia GPRS e HSDPA. Em Setembro, o melhoramento estará concluído. Os grandes benefícios será uma melhor experiência de utilização dos dispositivos de comunicação móvel. Muito do tráfego que atingia e gastava a bateria dos telemóveis é evitado.

 

Melhor connvivência com o tráfego P2P

 

A Bell Labs está também a desenvolver esforços para resolver uma questões que ainda não foram completamente resolvidas na gestão das redes dos ISP. Tem a ver com o impacto das redes P2P e as técnicas de disseminação de conteúdos. O tráfego de prestadores de serviços como o Youtube e as redes de P2P tem um impacto nas redes dos operadores que não serve a boa gestão ou optimização das redes.A Alcatel-Lucent acredita que a sua abordagem encaixa bem no da matriz proposta pelo P4P Working Group, organização que promove uma melhor coordenação entre ISP e redes P2P.  Segundo o técnico e investigador na área da infra-estrutura para serviços, Volker Hilt, os ISP nãoa precisam de fornecer dados de negócio sensíveis, e os algoritmos de optimização podem ser implementados do domínio das aplicações. No fim a interface pode ser simplificada, devido à disponibilidade maior de informação.
A Bell Labs está também a desenvolver mais algoritmos capazes de possibilitar que o conteúdo se auto-organize.Segundo Hilt, o conteúdo é automaticamenmte segmentado distribuído em partes, para um controlo de volume muito afinado. Além disso há partes de informação que são colocados e forma dinâmica em locais estratégicos, baseados na popularidade do conteúdo e no estatuto da rede. Outro algoritmo permite localizar dinamicamente as melhores fontes de conetúdos para servir um pedido.


Telemóveis  com projector

 

A Bell Labs já demontrar um protótipo de um dispositivo que será um telemóvel equipado com projector. O módulo a ser integrado nos telemóveis está ainda em fase de protótipo, e embora tenha sido suficientmente miniaturizado precisa de mais algum trablaho de electrónica para a tecnologia ficar estabilizada. Deve estar pronto no final de 2009, e permitirá ao telemóvel projectar imagens, a partir de conteúdos seus ou de uma fonte externa.

 

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