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Tecnologia de Negócio constitui uma mudança fundamental PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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10-07-2008 00:00:00

ImageNa conferência realizada pela Forrester Research, recentemente em Cascais, o director de pesquisas da consultora Alex Cullen disse que a tecnologia está a ultrapassar o modelo de TI tradicional. É convicção do analista, que a gestão das TI está a mudar. Assume o conceito de Business Technology, Tecnologia de Negócio (TN), para explicar a mudança que diz ser “fundamental”. Além disso, alerta para a necessidade de um novo CIO… ou de dois. “Os líderes do departamento de TI têm de mudar o seu papel no mundo das TN que vem aí”, recomenda. Na visão do responsável, as empresas estão a usar tecnologia de forma cada vez mais presente, ao ponto de promover os resultados das companhias. Além disso, a estratégia aumenta a importância do negócio nas decisões sobre tecnologias.

 

“A TN constitui uma mudança fundamental na gestão da tecnologia. Não é outro movimento pendular das TI centralizadas para as descentralizadas”. As TN serão uma mudança fundamental por duas vias explica Cullen: “são o resultado natural da integração da tecnologia em todos os aspectos do negócio”; “e são uma grande mudança na maneira como o negócio interage com a tecnologia”. Na visão do responsável, houve alturas em que as empresas adoptaram as tecnologias por si sós, para obterem benefícios da sua utilização em novas áreas. Foram os casos dos minicomputadores, dos PC, das redes, e dos sites. A complexidade da tecnologia nestas situações e os custos levaram-na para o domínio do departamento das TI. “Mas hoje as tecnologias disponíveis para as empresas são mais sofisticadas, mais fáceis de integrar e manusear, além de custarem menos”, explica Cullen. Mas além disso, as empresas retiram benefícios da tecnologia, muito mais cedo. “Nós olhamos para o departamento de TI como se elas estivessem a ser destronadas, do estatuto de primeiro fornecedor de tecnologia para o negócio, e abre novas vias de trabalho com o negócio”, afirma o responsável.
Alex Cullen fala também de ser preciso haver um enfoque de capacitação dos utilizadores em que a arquitectura de TN terá um papel importante a desempenhar. “Arquitectura de TN é um conceito muito novo com muito trabalho a ter de ser realizado para se perceber o que o negócio precisa, e como modelar a mesma. Em contraste, de acordo com Cullen, a arquitectura de TI está muito assente nas tecnologias, as aplicações e a infra-estrutura que as empresas usam para suportar o negócio. “A arquitectura das TN terão uma forte base na arquitectura da empresa ou do negócio”, prevê. Além disso, considera o mesmo, a arquitectura de TN terá um forte enfoque no aspecto dos resultados de negócio. “O impacto notar-se-á também nos resultados que os executivos de negócio querem maximizar ou mudar, e qual é a solução para lhes causar um impacto,” explica o executivo.
A Forrester sugere mesmo que as empresas façam uma reestruturação das organizações de TI para acrescentarem enfoque na capacitação dos utilizadores.
A um líder das TN, responderiam três responsáveis: o da arquitectura, o da sincronização de TN, e o da inovação de TN. Por esta última, a Forrester entende as redes de inovação e processos pelos quais as empresas mudam a inovação, caracterizada por invenções ocorridas por acaso, para uma situação de competência organizacional.


Sincronização em vez de alinhamento


A sincronização de TN é um conceito também muito novo com muito a saber sobre o que modela melhor o trabalho. No fundo, “a referida sincronização manterá as iniciativas do negócio com a utilização da tecnologia, sincronizadas com as capacidades de TI, e as operações para expandir estas capacidades. Este processo é hoje desenvolvido por líderes de PMO. Utilizam ferramentas de gestão de portefólio e interagem com comités de tecnologias de negócio. “Isto funciona quando a interacção dominante parte da vontade do negócio em ter as capacidades, e o departamento das TI em desenvolver os projectos”. Contudo num cenário de TN, estas estão a abordar mais necessidades por si só, mas usando alguns dos serviços disponibilizados pelas TI. “Para sustentar este ambiente caracterizado por múltiplos centros de acção acreditamos que no futuro os processos da PMO ganharão maior dimensão por  passar a haver um alcance maior de colaboração. Possivelmente será usado um modelo do tipo de mercado de capitais.

 

Necessidade de definir posições

 

A estratégia de capacitação do utilizador envolve importantes decisões a serem tomadas pelos CIO das empresas. “Uma das mais importantes é simplesmente perceber qual será a posição das TI face à tecnologia orientada ao negócio”, avança Alex Cullen. A visão tradicional é que seja suprimida devido aos riscos que envolve, mas a Forrester considera que em poucas organizações isto será exequível.
Contudo há outras possibilidades. Uma delas é as TI serem apenas um elemento de suporte “ para disponibilizar ambientes técnicos, interfaces de e outros elementos de infra-estrutura e de suporte. A segunda possibilidade é as TI estarem directamente envolvidas com estas inciativas de negócio, como sócio paralelo. “E isso deverá exigir possivelmente novas funções na organização, a que chamamos funções de BT”.
Permanece uma questão em aberto, de acordo com Alex Cullen. “Os CIO têm sido mais ou menos bem sucedidos na centralização das despesas de TI. E por isso as iniciativas de TN podem ser financiadas fora das TI”. Mas há um risco: “Se as inicitaivas de  tecnologia do negócio forem financiadas de dentro com o orçamento das TI , haverá muita contenção e lutas devido a hierarquias de prioridades.

 

Tecnologia como factor de competitividade

 

Dados de estudos da Forrester sugerem que a tecnologia já não é vista como algo para reduzir custos, como era. No passado, as tecnologias foram usadas sobretudo para reduzir custos pela automatização de processos. Cullen diz que isto vai continuar a acontecer e de forma importante. Mas isto tem a ver sobretudo com o custo das operações de negócio, na visão da consultora. “O que os dados nos mostram agora é que o negócio olha para as tecnologias com sendo nucleares para as estratégias de produto e de serviços, além de contribuírem para a sua competitividade – e não só para a sua estratégia de custos.”

 


Diferenças do CIO de nova geração

 

Hoje os CIO vêem o seu papel com um só, abrangendo todos os aspectos das TI, desde as operações internas aos contratos de sourcing e ao suporte da estratégia de negócio. Mas há sinais de mudança: “acreditamos que o papel do CIO tende a dividir-se em dois, no futuro: um mais centrado nas TI, será um papel de director-geral; e o outro será um papel mais centrado no negócio, e será um papel de agente de mudança”, explica Alex Cullen.
Há vários factores a impulsionar esta evolução. A complexidade do ambiente de TI, combinada com as expectativas de baixos custos e alta disponibilidade vão consumir toda a atenção do CIO, segundo o consultor. Mas ao mesmo tempo, as expectativas de negócio em relação à tecnologia estão a evoluir mais depressa. Portanto, um CIO, o director-geral, deverá focar-se na excelência operacional, enquanto o agente de mudança estará muito mais envolvido no negócio. 
Sendo mais específico, o CIO director-geral deverá gastar 80% do seu tempo, a rever o desempenho das TI, verificando a concretização de projectos, interagindo com fornecedores de TI, e monitorizando os custos de operações. O restante tempo será dispendido a interagir com os seus clientes do negócio, para assegurar que as estratégias vão abordar as suas necessidades. São as previsões da Forrester. Para o agente de mudança, a alocação do tempo é quase rigorosamente inversa. Deverá despender 80% do seu tempo na mudanças do negócio,  tanto da perspectiva da tecnologia, como também da perspectiva da mudança do negócio. “Cerca de 20% do seu tempo será dispendido a sincronizar iniciativas de negócio com as capacidades de TI”, explica Cullen.
O mesmo explica que embora sejam referidos como papéis de CIO, eles terão títulos diferentes. “É provável que o título de CTO regresse, embora com uma nova definição em que os aspectos das tecnologias percam presença”.

 

 

 

Mudanças necessárias na abordagem

 

Deixar de:

 

 - Fazer investimentos que cubram a maior parte da estrutura de TI;

 

Começar a:


- Investimentos de utilizador em camadas finas no topo da arquitectura;

- Investimentos profundos em dados e transacções na estrutura;

 

Deixar de:

 

– Adoptar um padrão único para assegurar uma estrutura pronta a produzir;


Começar a:

 

– Adoptar padrões flexíveis para uma experiência mais rápida;

 

Deixar:

 

–  As relações tortuosas entre as TI e os papéis de negócio;

 

Adoptar:

 

– Relações fluídas de responsabilidade entre as TI e o negócio;

 

Deixar:

 

 As estruturas em que as TI fazem tudo;

 

Adoptar:

 

– Capacitação de utilizador de negócio;
– As TI com mentalidade e cultura abertas;

 

Deixar :


– Alinhamento das TI com o negócio;

 

Adoptar:

 

– A sincronização de Tecnologias Negócio.

 

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