Início arrow Networking arrow Fabricantes apostam na Carrier Ethernet
Fabricantes apostam na Carrier Ethernet PDF Imprimir Endereço de e-mail:
Networking arrow Tecnologias
27-06-2008 01:00:00

Um dos temas centrais na conferência NXTcomm em Las Vegas foi a Carrier Ethernet. Para esta tecnologia, a Alcatel-Lucent, a Juniper Networks e a Tellabs anunciaram na conferência várias novidades nas suas linhas de produtos.

Durante a na conferência NXTcomm em Las Vegas, a Alcatel-Lucent revelou a integração das tecnologias IEEE 802.1ah PBB (Provider Backbone Bridging) e VPLS (Virtual Private LAN Service) para aumentar a escalabilidade e o alcance dos serviços Ethernet VPN nos Service Routers 7750 e 7710 do fabricante, e no switch Ethernet Services 7450. O software PBB/VPLS integrado permite a escalabilidade de redes de serviços multiponto Ethernet ao combinar as funcionalidades de ocultação do endereço MAC da tecnologia PBB com as características de engenharia e convergência de tráfego de VPLS e MPLS. O portfolio de routers da também irá incluir suporte para padrões IEEE Carrier Ethernet Operation Assurance and Management (OA&M). E a Alcatel-Lucent está também a colaborar com outros fabricantes e fornecedores de serviços para definir extensões VPLS para PBB.
O fabricante revelou ainda um adaptador IPSec-Integrated Services, para permitir aos fornecedores de serviços incluirem opções de segurança de VPN para acesso remoto a VPM L3 e seviço de infra-estrutura de redes “site-to-site”. E suporte para VPN baseadas em DSL através de Point-to-Point Protocol over Ethernet (PPPoE). Este protocolo é muito utilizado em redes DSL e permite a um cliente ligar-se a um servidor de acesso remoto a banda larga através de Ethernet. As sessões de PPPoE podem ser directamente encerradas numa interface de subscrição de uma VPN L3 ou num serviço Web de um router 7750. E a pensar nos mercados que estão já a adoptar IPv6, a Alcatel-Lucent adicionou suporte aos endereços de IPv6 no router 7750.
A Juniper expandiu o alcance dos cartões de interface para a série de routers Ethernet Services MX através de três módulos interpermutáveis de “dense port concentrator” (DPC). Estes módulos foram desenhados para suportar mais arquitecturas de rede Ethernet tanto nos mercados empresariais como nos mercados de fornecedores de serviços.Os módulos incluem Ethernet DPC 10/100/1000 baseada em cobre, para permitir aos clientes suportarem interfaces de baixa e de alta velocidade; DPC a 20Gbps como alternativa de baixo preço e mais eficiente do ponto de vista energético aos cartões de 40Gbps; e DPC “multi-rate” para que os clientes possam ter tanto interfaces de Ethernet Gigabit e 10 Gigabit numa única linha.
Já a Tellabs melhorou a sua série de routers multi-serviços 8800 com funcionalidades de operações de administração, manutenção e aprovisionamento (OAM&P) de Ethernet. As actualizações à linha de routers 8800 incluem, assim, OAM&P para os padrões 802.2ag e 802.3ah da IEEE. Estes padrões permitem aos fornecedores de serviços monitorizarem o funcionamento da rede através de vários domínios de gestão. Paralelamente, os módulos permitirão a interoperatibilidade com produtos de outros fabricantes, conduzir remotamente a manutenção e gerir as ligações entre o hardware do fornecedor e do cliente. Os módulos também conseguem receber alertas em caso de falhas, associar várias ligações entre routers numa única ligação maior, e detectar remotamente bloqueios na rede.


Nortel e Microsoft disponibilizam plataforma de comunicações unificadas


A Microsoft e a Nortel introduziram um serviço de colaboração e de comunicações unificadas para grandes operadores. Esta é a primeira oferta completamente alojada para grandes operadores a resultar da aliança entre ambos os fabricantes há dois anos.
Este serviço foi apresentado na conferência NXTcomm em Las Vegas. Consiste numa suite baseada no Nortel Communications Server 2000, um “softswitch” multimédia IP e a Microsoft Solution for Hosted Messaging and Colaboration 4.5 (HMC 4.5) – uma combinação de versões alojadas das soluções da Microsoft Office Communications Server 2007 e Exchange Server 2007. Os operadores podem utilizar o software para fornecer comunicações unificadas aos seus clients de uma forma alojada, abrindo assim o serviço a uma base de clientes potencialmente maior.
Já em Março a Nortel e a Microsoft tinham lançado em conjunto um modelo híbrido de serviços e software de comunicações unificadas. No entanto, nesta versão os clientes ainda tinham de instalar uma parted a infra-estrutura, o que se tornava demasiado dispendioso para algumas empresas. Esta nova oferta alarga assim o serviço a PME que não podiam investir os recursos necessários numa infra-estrutura.

Mas a parceria entre a Microsoft e a Nortel para fornecer o serviço alojado não é exclusivo. Ainda que a Microsoft não tenha, de momento, qualquer relacionamento com a Cisco e a Avaya, concorrentes da Nortel, poderá vir a tê-los no futuro. A Nortel, por seu lado, já se encontra a trabalhar com a IBM para fornecer a grandes operadores uma plataforma de comunicações unificadas para os clientes da IBM Lotus Notes e Sametime. No entanto, para esta oferta os clientes têm de ter as soluções Lotus e Sametime instaladas na sua infra-estrutura de rede.


Ixia desenvolve ferramenta de simulação P2P

 

O fabricante de produtos de teste Ixia adicionou uma funcionalidade de simulação de tráfego P2P (peer-to-peer) à sua ferramenta de testes IxLoad.
De acordo com a Ixia, esta nova funcionalidade permitirá a ISP simularem com precisão o impacto que o tráfego P2P tem na qualidade do serviço de voz e vídeo. Basicamente, o IxLoad simula o tráfego P2P ao utilizar as capacidades de repetição das aplicações de P2P e um repositório de várias assinaturas de fluxo de tráfego P2P. Isto dá aos ISP a possibilidade de medirem o desempenho das suas redes com vários níveis de tráfego P2P, e permitir-lhes-à definirem as suas políticas de gestão de tráfego com base em dados mais precisos. “Se os ISP souberem a quantidade de tráfego P2P presente nas suas redes, podem simular a quantidade de largura de banda necessária para correrem aplicações como voz e vídeo”, afirma Sashi Jeyaretnam, gestor de produtos da Ixia. “Assim, é possível medir a qualidade da experiência que os utilizadores têm quando alguns níveis de tráfego P2P são atingidos, e fornecer-lhes mais garantias de qualidade relativamente aos serviços”.
Normalmente, a tecnologia P2P distribui ficheiros de grandes dimensões através da sua fragmentação em partes mais pequenas que são enviadas a partir de várias fontes. Isto torna este método de partilhar ficheiros mais rápido e eficiente, mas também suscita vários problemas de gestão de tráfego aos ISP. Os protocolos P2P estão desenhados para descarregar grandes quantidades de dados a partir de todas as fontes disponíveis, e sem grandes preocupações com a eficiência da rede. Como afirma Jeyaretnam, “o P2P mudou as regras do jogo para os ISP, ao desafiar todas as expectativas relativas às redes que eles pudessem ter. Os ISP nunca esperaram encontrar protocolos P2P activos ininterruptamente, nem que os ficheiros transferidos fossem tão grandes”.
O tráfego P2P também se tornou num tema quente há pouco tempo, quando alguns ISP como a Comcast e a AT&T deram início a experiências de metodologias de gestão de tráfego capazes de abrandar o tráfego para utilizadores individuais que consumam demasiada largura de banda através de protocolos P2P.

 

SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER

     

ESCOLHAS DO EDITOR - NETWORKING

Banda larga domina ITU Telecom Africa

A China foi o país dominante na ITU África, com cerca de 30 fabricantes chineses no evento a exibir os seus produtos. Banda larga sem fios e a hegemonia dos fabricantes asiáticos são as duas mais fortes tendências da exposição.

Ler mais...
 
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.