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Executivos dão sugestões para a adopção de Web 2.0 PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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26-06-2008 01:00:00
Um dos grandes desafios da actualidade para as empresas passa por convencer utilizadores de várias idades e gerações a adoptar tecnologias Web 2.0 no seu trabalho. Esta foi a conclusão de um painel na Conferência Web 2.0, onde se debateu o contraste entre os elementos da recente “Geração Y”, que exigem mais ferramentas de “Enterprise 2.0” como wikis, redes sociais e outras tecnologias colaborativas, e os elementos da geração “baby boom”, mais reticentes e cépticos face às novidades da Web 2.0. Para quebrar esta resistência e este cepticismo, o painel da conferência deixou algumas sugestões. A primeira passa pela substituição de sistemas dos quais os utilizadores não gostam por ferramentas de Web 2.0. Outra possibilidade é permitir aos próprios utilizadores finais liderarem projectos Web 2.0, encontrando líderes em “Enterprise 2.0” entre os empregados.
Mas o caminho na direcção da Web 2.0 deve ser feito com precaução, afirma Pete Fields, director de eBusiness no Wachovia Bank. Isto porque o ritmo de adopção no mundo empresarial será consideravelmente mais lento do que foi entre os mercados – onde a adopção de tecnologias Web 2.0 se deu de forma extraordinariamente rápida. O banco tem actualmente em curso um projecto de “Enterprise 2.0” que irá fornecer aos seus 120 mil empregados acesso a wikis, blogues e perfis sociais até ao final do ano. O banco recorreu a psicólogos organizacionais, pessoal de comunicações corporativas e a outros empregados para identificar potenciais problemas e minimizar a resistência ao projecto – mas ainda assim, reconhece Fields, “o impacto provocado pela mudança foi claramente subestimado. A gestão da mudança contém em si a maior ameaça”.
O mesmo foi sentido na Intellipedia, um projecto do género da Wikipedia desenvolvido pela CIA. Don Burke, líder do projecto, disse que a agência enfrentou grande resistência da parte dos gestores intermédios aos esforços para fornecer ferramentas de Web 2.0 aos empregados internos. “A gestão intermédia está relacionada com as tarefas de rotina diária”, esclareceu Burke. “E por isso, a mudança acaba por ser demasiado disruptiva – os incentivos a esta hierarquia não estão desenhados para integrar estas mudanças, estão desenhados para recompensar quem consegue desempenhar as tarefas diárias”. A chave do sucesso para a implementação de tecnologia Web 2.0 é, para Burke, deixar os utilizadores controlarem as ferramentas – o que, reconhece, pode ser uma tarefa complicada para muitas empresas. Para além disso, alguns gestores da CIA decidiram contribuie para a adopção deste tipo de ferramentas através de incentivos aos utilizadores. Um dos gestores, por exemplo, criou um concurso no qual premiava os criadores das melhoras páginas temáticas construidas na Intellipedia com um jantar, ou com outros prémios. Outros concursos envolveram prémios para as páginas com mais visualizações, por exemplo.
Ned Lerner, director de ferramentas e tecnologia na Sony Computer Entertainment, disse que os programadores de jogos da empresa recorrem bastante a wikis durante o desenvolvimento dos projectos – e que, no presente, o objectivo é que comecem a utilizar também outras ferramentas de colaboração. O conselho que deixa às empresas é que estas tentem recrutar os melhores empregados e façam deles os primeiros a adoptar estas tecnologias. “Quando os empregados verem as mentes mais brilhantes da empresa a utilizarem as ferramentas, irão interessar-se por elas”, afirma. E recomenda ainda que as empresas substituam tecnologias mais antigas e difíceis de utilizar por ferramentas 2.0 para superar a resistência natural dos empregados. Burke concorda com esta ideia, salientando que quando há informação importante a circular numa tecnologia apenas utilizada por alguns, quem não a utiliza irá assim reparar nela e adoptá-la. Foi o que aconteceu na própria CIA com ferramentas de Instant Messaging (IM), cuja adopção demorou alguns anos. “Os directores adoptaram o IM, e esta tecnologia tornou-se a forma mais simples de contactar com eles”, explicou Burke.
Mas o retorno do investimento (ROI) da implementação de tecnologias Web 2.0 pode não ser correctamente avaliado pelas medidas de retorno tradicionais, alerta Burke. No caso da Intellipedia, Burke considera que os utilizadores estão a retirar valor das tecnologias introduzidas porque estas estão “vivas e em crescimento. O ambiente é saudável. Os empregados não estariam a utilizar as ferramentas se estas não acrescentassem valor”.
 

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