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Modelos de negócio têm de ser adaptados PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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24-06-2008 01:00:00

Os ISP, operadores e fabricantes devem alterar os seus modelos de negócio actuais, se tencionam manter-se competitivos quando as redes de nova geração predominarem, alerta Emily Green, presidente do Yankee Group.

Os modelos de negócio dos operadores, fornecedores de serviços de Internet, produtores de conteúdos e outros potenciais actores no mercado de redes devem começar, o quanto antes, a preparar-se para fazer frente às alterações trazidas pelas redes de nova geração (NGN), segundo Emily Green, presidente e CEO do Yankee Group, consultor especializado nas mudanças na conectividade.

Na visão do Yankee Group, actualmente o mercado de redes atravessa uma fase de transição para aquilo a que chama “Anywhere Network”, ou seja uma nova fase em que o acesso à Internet é uma ‘commodity’, como a electricidade, presente onde e quando queremos. As implicações destas alterações já começam a fazer-se notar nos negócios dos operadores e ISP. À excepção das economias emergentes, as receitas de acesso à Internet fixo tem vindo a diminuir gradualmente, segundo o Yankee Group. Estatísticas deste género fazem com que se comece a considerar quais as condições de um crescimento de largura de banda sustentado e lucrativo para os intervenientes. Nos mercados maduros, o número de subscritores de Internet de banda larga cresce, tornando um autêntico desafio fazer a gestão da largura de banda disponível. Além disso, existe, nestes mercados, uma relutância na adopção de novos serviços. “Os mercados maduros atravessam uma fase de consolidação em que a concorrência é cada vez mais feroz”, disse Emily Green. 

Apesar de persistirem algumas dúvidas em relação ao futuro, todas as investigações do grupo apontam para uma necessidade urgente dos modelos de negócio se alterarem. Para isso, o Yankee Group aconselha os intervenientes no mercado a focar-se em determinados pontos essenciais. Em termos de infra-estrutura, os fabricantes de tecnologia devem centrar-se na criação de infra-estruturas mais inteligentes, ou desenvolver mecanismos que adicionem essas capacidades às bases existentes. O transporte com base em IP deve assentar em agregação por Ethernet e capacidade de encaminhamento aos terminais multi-serviço, bem como encaminhamento ao núcleo da rede por IP/MPLS. “As camadas de controlo de acesso podem funcionar como catalizadores de crescimento. Para isso é essencial que se foquem na gestão de subscritores e de admissões”, disse. Os principais resultados podem advir da mudança de modelo de negócio em termos aplicacionais. O Yankee Group considera que é preciso aumentar a qualidade e diversidade dos serviços fornecidos. Além disso, os fornecedores de serviços e operadores não devem continuar a ignorar o potencial das alterações vindouras nem o ritmo alucinante com que se aproximam das suas realidades.
Os operadores devem basear o seu modelo de negócio em parcerias com os meios e com os produtores de conteúdos, bem como com fornecedores de serviços, sendo essa uma das principais formas de lidar com uma competição cada vez mais apertada.


Reguladores também precisam de adaptação

 

As dificuldades de adaptação não são apenas para as empresas do mercado. Os reguladores vão também enfrentar obstáculos na manutenção da competitividade. Face à evolução do mercado, devem manter os incentivos ao desenvolvimento de novas infra-estruturas e novos serviços, bem como a continuidade dos serviços actuais e proteger os investimentos dos consumidores. Além disso, devem ainda evitar estrangulamentos de rede, tentar definir quais as empresas dominantes e garantir que o mercado consegue suportar processos de migração, mantendo a interoperacionalidade entre os sistemas legados e os novos sistemas. O pacote de iniciativas propostas pela Comissão Europeia podem ajudar a conseguir endereçar algumas destes desafios. Deverá ser aprovado em 2010 e implica o reforço dos poderes da Comissão Europeia sobre as entidades reguladoras nacionais, a adopção de medidas que permitam flexibilizar a utilização de espectro disponível, consoante as necessidades. Está ainda prevista a criação da Autoridade de Marketing das Telecomunicações Europeias, bem como medidas que visam proteger os investimentos feitos pelo consumidor e os valores de neutralidade.

 

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