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Em dez meses, a empresa pretende aumentar o número consultores disponíveis em Portugal, para servir um conjunto de clientes que deverá ascender a 15.
Há cerca de dois anos, a Quint abriu a sua actividade em Portugal.Hoje tem cinco clientes, a maior parte deles sendo grandes empresas. Nos próximos dez meses, António Crespo acredita ser possível aumentar o número de clientes da empresa para 15. Assim, no final do ano, isso justificaria ter mais dois consultores na entre os recursos humanos da empresa. A actividade da empresa está centrada na consultoria para a eficiência dos serviços de TI. O enfoque principal da empresa é no segmento das grandes empresas. “As outras só nos interessam se o negócio tiver uma componente de TI muito forte”, explica António Crespo. De acordo como mesmo, a muitos dos seus clientes preparam ou já fizeram a expansão para Angola. A Quint tem auxiliado esses clientes a implementarem os seus serviços de TI em Angola, assim como a sua gestão remota. A empresa funciona com uma reserva multinacional de consultores, que vão trabalhando como e onde é necessário. “Muitas vezes o suporte é realizado remotamente”, explica Crespo. Hoje 40% da facturação da empresa, em Portugal, resulta de negócios na área da banca. É a maior fatia, seguindo-se do volume realizado com as telcos. A distribuição com um peso de 20% na facturação é o terceiro mais importante sector gerador de receitas. A diferenciação da oferta da empresa passa por três aspectos, de acordo com António Crespo. A independência face aos fabricantes de TI é muito importante, para o responsável. Mas a especialização na governação de TI é também fundamental. É claro, a experiência de 16 anos no mercado constitui um argumento que a empresa procura promover. Sobre a possibilidade de a empresa abrir um escritório com presença mais forte em Portugal, Crespo avança que dependerá apenas da existência de “projectos com continuidade no tempo”. A empresa também presta serviços de consultoria em sourcing. Tanto pode auxiliar as empresas nas decisões de outsourcing, como fornecer referências para a gestão dos fornecedores. Enquanto em Espanha a maior parte da facturação da empresa é realizada com negócios de sourcing, em Portugal o equilíbrio inverte-se: perto de 90% do volume de negócios é realizado com a consultoria e 10% é proveniente do sourcing. “Economia portuguesa não dá confiança”
Como uma das principais tendências do mercado português, Crespo assinala o maior conhecimento, do que em Espanha, sobre as boas práticas de gestão de serviços de TI. “Simplesmente a economia portuguesa não tem dado a confiança necessária às empresas para esta fazerem o que é necessário”, explica o responsável. Por outro lado, em Espanha começa a haver uma maior consciencialização para os aspectos da qualidade e da adopção do padrão ISSO 2000, para os serviços de TI. “A própria administração pública está a exigir a certificação de acordo com esse padrão, aos seus fornecedores. Cá existe apena muita curiosidade”, diz Crespo. Na opinião deste executivo, haverá um forte entusiasmo à volta do referido padrão. Mas será falacioso. Para ele, isso não garante a qualidade dos serviços, porque esta tem um custo, que as empresas nem sempre estão dipostas a suportar. |