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17-06-2008 00:00:00
Algumas empresas desenvolveram as suas próprias ferramentas para monitorizar e gerir as suas emissões de carbono. Quando a Citi Realty Services estabeleceu objectivos para redução das emissões de gases de estufa, decidiu como poderia gerir o consumo de energia de um modo mais eficiente nos seus edifícios. A iniciativa iniciou-se como um modo de da empresa tornar-se “verde” e terminou como um modo de reduzir custos também.

O grupo Citi faz parte do consórcio Climate Leaders Initiative cujos membros optaram por divulgar as suas emissões de gases de estufa. Quando a iniciativa começou há seis anos atrás, não existia software que pudesse colectar e analisar dados relativos ao consumo de energia, pelo que o grupo Citi optou por desenvolver a sua ferramenta de business intelligence. Presentemente, a empresa recolhe dados referentes ao consumo de energia de mais de 16 mil propriedades de que é proprietária ou que aluga. Os números são utilizados para criar um relatório sobre as emissões de carbono do Citi utilizando as fórmulas de conversão do World Resources Institute. São ainda analisados (de acordo com métricas como kilowatts por metro quadrado) e utilizados pelos gestores dos bens imobiliários para encontrar maneiras de reduzir a utilização de energia.
“Se existe uma região que funciona com uma taxa de consumo bastante baixa, iremos querer saber o que estão a fazer, como é que estão a fazer e partilhar essa informação com outras regiões para começarmos a encontrar as melhores práticas”, afirma Chris Magliano, vice-presidente do grupo de sustentabilidade global do Citi realty Services. Por exemplo, “estamos a avaliar o impacto no consumo de energia nas instalações de um projecto de adaptação da iluminação que concluímos num determinado edifício”.
Outras instalações do Citi estão a preparar projectos-piloto com fontes de energia alternativas. Os dados sugerem alguns pequenos arranjos, “a maior parte dos quais não tem custo” refere Chris Magliano. O Citi reduziu várias centenas de quilowatts de electricidade através do recurso à retirada dos aquecimentos debaixo das secretárias. O termóstato do escritório tinha sido regulado para manter os computadores frios num dos seus andares de negociação, mas os empregados queixaram-se de que os pés arrefeciam. Deste modo, os responsáveis do património ajustaram os sistemas de controlo da temperatura para assegurar que os equipamentos não sobreaqueciam, mas que os empregados poderiam estar confortáveis – uma escolha contra-intuitiva que não faria sentido sem os dados para a suportar. “Os dados sobre o consumo de energia permitem-nos reconstituir os nossos passos e verificar o efeito das mudanças”, salienta Chris Magliano
O grupo Citi não reporta as poupanças geradas com as suas iniciativas de eficiência energética e Chris Magliano explica que as despesas de energia não estão muito bem definidas pois muitas vezes estão embebidas nos custos de aluguer dos edifícios. Apesar da empresa ter definido que iria reduzir em 1º0 por centos as suas emissões entre 2005 e 2011, interpretar este progresso não é completamente directo. Nos primeiros dois anos, o Citi reportou o consumo de energia e as suas emissões de carbono cresceram. A energia consumida por edifício ocupado – um modo de medir a taxa de utilização da energia – caiu menos de um por cento, enquanto as emissões de carbono por edifício ocupado permaneceram idênticas.
Lois Grobert, gestor de operações da Citi Realty Services, refere que o Citi fez progressos, mas que números diferentes contam histórias diferentes. Por exemplo, o consumo de energia cresceu no decorrer do ano porque a empresa abriu mais escritórios, explica. “Cortamos estes dados de diferentes maneiras para avaliar o progresso realizado e quais os desafios que temos que enfrentar, refere.


Como saber se realmente é verde?

Como as iniciativas da PG&E e do grupo Citi sugerem, faz toda a diferença quando os objectivos de sustentabilidade possuem suporte corporativo. Muitas vezes, os CIO acreditam que enquanto adoptam iniciativas “verdes” não obtêm crédito sobre a poupança realizada com a redução de custos de energia, nem pontos por alcançar os objectivos ambientais. "É um grande dilema" refere Andrea Moffat. Cerca de 80 por cento dos inquiridos referem que não possuem métricas para medir o progresso das iniciativas de adopção de tecnologias de informação verdes.
Andrea Moffat salienta a separação existente entre as TI e os gestores das instalações, gestores de viagens e outros responsáveis de negócio o que dificulta a avaliação dos resultados de qualquer investimento em tecnologias relacionadas com o ambiente. “Necessita de juntar as pessoas que compram a tecnologia com as pessoas que pagam a conta de energia”.
Mudanças significativas estão dependentes de hardware e de software mais eficientes energeticamente e de métricas apara avaliar se o investimento vale a pena. Apesar dos maiores fabricantes continuarem a lançar produtos, desde servidores ao abastecimento de energia, que referem como mais eficientes, as métricas para medir o seu impacto ainda são imaturas.
Larry Vertal, director do consórcio Green Grid, dedica-se a eficiência avançada energética em centros de dados e ecossistemas de computação. O responsável do Green Grid observa que muitos CIO estão a fazer “limpezas na casa” e estão hesitantes em realizar novos investimentos que poderão torná-los dependentes de um único fabricante. 
"A actual tendência é a de colocar uma etiqueta verde em qualquer coisa”, refere Patrícia Lawicki. “Mas o que estamos a tentar obter é um ponto em possamos medir a mudança e o progresso realizado, e então possamos responder às questões colocadas: O que é que poupámos? E o que é que isto significa?

 

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