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Ricoh tenciona alargar áreas de negócio PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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12-06-2008 01:00:00

A Ricoh vai entrar no mercado da produção e de consumo, tencionando manter o investimento no centro da sua actividade, o mercado de escritório, segundo Shun Sato, vice-presidente da divisão de marketing da Ricoh Europa.

 A Ricoh Europa pretende alargar a sua área de intervenção para segmentos acima e abaixo do seu core business, o segmento de equipamentos para escritório. Tenciona entrar no mercado de produção, bem como num segmento, a que chama high-end consumer productivity. “É um segmento que se situa entre a impressão doméstica e de escritórios de pequenas e médias empresas. São equipamentos de gama alta para impressão doméstica”, explicou Shun Sato, vice-presidente da divisão de marketing da Ricoh Europa. Destina-se ao mercado doméstico, mas a utilizadores que imprimam entre 300 a 500 páginas por mês. “Esta é uma maneira de endereçarmos as necessidades dos tele-trabalhadores e a crescente necessidade de mobilidade dos funcionários, sentida pelas empresas”, disse o responsável. Para este segmento serão feitos lançamentos para complementar a gama Gelsprinter e de impressão a laser em Portugal ainda este ano. No segmento de produção, os anúncios estão previstos para a DRUPA – feira de exposição de produtos para indústria de artes gráficas a decorrer este ano na Alemanha.   Fabricante quer ser operador global O alargamento da actuação surge no contexto da estratégia da Ricoh de se afirmar como um operador global, materializada também através da harmonização das linhas de acção nos diferentes países onde a Ricoh está presente. “Este é o nosso elemento de diferenciação em relação a HP, por exemplo. Face ao nosso concorrente directo, a Xerox, diferenciamo-nos através do alargamento dos segmentos onde actuamos – vamos às médias empresas e às grandes empresas – tocamos o consumo e a alta produção”, explicou Shun Sato. Para cimentar esta estratégia, o esforço incidirá nos serviços, fortemente marcados pela realização de auditorias e na abordagem ao cliente como um “solucionador de problemas” e não como um fabricante de equipamentos. Os serviços já contribuem, tanto no caso da Ricoh Portugal como no caso Ricoh Europa, para mais de metade da facturação, segundo os responsáveis. Jorge Silva, director de marketing da Ricoh Portugal, afirmou que a empresa tenciona abrir em Portugal uma divisão independente de consultadoria, para fazer auditorias em relação ao funcionamento dos processos e workflows dentro das empresas, bem como a verificação da eficiência da utilização de energia. “Já fazemos isso quando apresentamos propostas às empresas, mas não cobramos por isso. Tencionamos fazê-lo de modo independente, ou seja fazer auditorias que não se liguem a nenhum fabricante”, disse. Apesar de considerar que seria útil para o mercado português, já que a maioria das empresas não faz ideia do que gasta com a gestão documental, nem com o funcionamento dos seus equipamentos de impressão, cópia, fax e scanner, o responsável está a sentir alguma dificuldade em concretizar o projecto. “Os portugueses não estão habituados a pagar por consultadoria e não confiam na imparcialidade ”, disse.  CIO preocupados com segurança e eficiência energética Pelas experiências desenvolvidas no Technology Center da Ricoh em Londres, as principais preocupações dos CIO para o futuro são as questões de segurança e eficiência energética, segundo Shun Sato, vice-presidente da divisão de marketing da Ricoh Europa. O trabalho desenvolvido no centro de investigação da Ricoh passa pela troca de experiências entre os técnicos da empresa e os CIO, permitindo verificar quais as necessidades e preocupações dos CIO das empresas, em termos de gestão de equipamentos, mas sobretudo na gestão documental e de processos. A segurança e a eficiência energética preocupam os CIO, porque existe pressão para a conformidade com as normas e para reduzir os custos.
 

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