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05-06-2008 16:01:56
A Adobe lançou a versão 9 do software de criação e partilha de documentos electrónicos Acrobat. O novo produto dispõe de um suporte melhorado à tecnologia Flash, melhor capacidade de unificar conteúdos em PDF e capacidades de acesso em tempo real, segundo a Adobe. A estratégia de aproximação do mercado português com este lançamento passará, até certo ponto, pelo estreitamento de relações com a Administração Pública, segundo Nuno Rocha, gestor de vendas da Adobe Portugal.

 A empresa destaca que as melhores capacidades de segurança, funcionalidades de formulários e preenchimento mais robustas vão de encontro às necessidades específicas dos organismos da administração pública. “A segurança é uma das questões mais importantes na administração pública. O Acrobat 9 dispõe de funcionalidades de segurança mais fortes”, disse Nuno Rocha, gestor de vendas da Adobe Portugal, lembrando que perto de 80% dos documentos partilhados entre organismos públicos estão em formato PDF. A tecnologia de encriptação da versão anterior situava-se nos 128 bits e nesta nova versão situa-se nos 256 bits, segundo o responsável da empresa.


Além disso, o gestor avançou que está em negociações com a AMA (Associação de Modernização da Administração Pública) para tornar possível assinar documentos PDF com o novo cartão do cidadão. Adicionalmente, a administração pública pode ainda beneficiar das capacidades de formulários do Acrobat 9 – possibilidade de preenchimento de formulários on-line. “A nova versão é duas a três vezes mais rápida do que a versão anterior”, disse o responsável. A família Acrobat representa cerca de 38% do total facturado pela Adobe o ano passado – cerca de 3,1 mil milhões de dólares ou dois mil milhões de euros. A representação da gama de produtos na facturação da Adobe Portugal é muito similar, segundo Nuno Rocha. O mercado Ibérico representa um ponto percentual da facturação do grupo, ou seja facturou no ano passado cerca de 31 milhões de dólares, ou 20 milhões de euros. A Adobe Portugal cresceu 38% durante o primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

No segundo trimestre – recorde-se que o ano fiscal da empresa inicia-se em Novembro – não houve crescimento. “Atribuímos a descida das vendas ao conhecimento que os nossos clientes tinham da data de lançamento da nova versão do Acrobat”, disse Nuno Rocha, adiantando que o objectivo do grupo Adobe é crescer cerca de 21% durante este ano.

 

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