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Qual é o nível de desempenho do LTE e do WiMAX? O maior enfoque tecnológico da abordagem dos grupos tem sido na velocidade, ou débito, para o utilizador. Teoricamente, os máximos previstos para o WiMAX são de 70Mbps. Um responsável da AT&T prevê que a LTE deverá oferecer 100Mbps.
Tais velocidades deverão aumentar bastante a capacidade para as transmissões de vídeo e os jogos online. Para os utilizadores empresariais podem oferecer acessos muito velozes aos dados empresariais enormes, enviados através de canais encriptados. Alguns futuristas acreditam que ambas as tecnologias podem mais tarde suportar chamadas com imagem de vídeo com comunicações sem fios, em relógios. Hoje por comparação, a videoconferência num desktop sem fios é ainda relativamente cara. E nem sempre é fiável, sem uma ligação de alta velocidade por fios. As velocidades esperadas para o LTE e o WiMAX são difíceis de obter, principalmente porque as tecnologias estão apenas agora serem implementadas. Muitos factores serão tidos em conta, incluindo se os planos para um operador enviar os sinais sobre o canal sem fios com uma banda de 40MHz, o dobro do canal de 20MHz, explica o analista Philip Solis, da ABI Research. A velocidade para um utilizador também depende de quantos utilizadores estão ligados a uma torre celular. Da distância a que estão, que frequência usam, e do poder de processamento do dispositivo do utilizador e de outros factores. As previsões mais conservadoras sobre a velocidade de recepção do WiMAX será de 2Mbps a 4Mbps em média, com picos de 10Mbps na recepção. Para os envios, as velocidades deverão atingir médias de 1Mbps a 2Mbps, dependendo do poder de computação do dispositivo. Diferenças evidentes Há algumas diferenças evidentes entre o LTE e o WiMAX, mas vários analistas dizem que têm muito em comum. Por exemplo, funcionam com a mesma abordagem para as operações de recepção de dados, e as duas suportam tecnologia Multiple Input Multiple Output (MIMO). Issoa quer dizer que a informação é enviada sobre duas ou mais antenas, a partir de uma célula, para melhorar a recepção. Em áreas difíceis para transmitir, como as partes mais densas das cidades, a tecnologia MIMO pode ser relativamente barata de melhorar a recepção para os utilizadores.
As recepções desde a torre da célula para o utilizador final, tanto na LTE como no WiMAX são melhoradas com a tecnologia OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing). Trata-se de uma forma de suportar transmissões de vídeo e multimédia. Está já a ser implementada em redes sem serem de LTE e em infra-estruturas de WiMAX. Funciona separando sinais por múltiplas frequências, com os pacotes de dados a serem enviados ao mesmo tempo e em paralelo. A tecnologia é complexa e deverá exigir estações base sofisticadas, e por isso é uma despesa adicional, mesmo para os operadores que assumem a adopção do LTE como um caminho de actualização depois da tecnologia GSM. "O LTE exige mesmo o investimento em equipamento novo " nas estações base, afirmou Lisa Pierce, uma analista da Forrester Research. Isso significa um investimento substancial para operadores cujas redes usam tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access). As ligações de envio (uplinks) a partir de um utilizador para uma torre celular deveram provavelmente ser diferentes nas duas tecnologias. A OFDM será usada com a WiMax, mas a tecnologia chamada SC-FDMA (Single Carrier-Frequency Division Multiple Access) será usada com a LTE. A SC-FDMA foi concebida para funcionar de forma mais eficiente com dispositivos de menor consumo energético, do que com a OFDM. As duas tecnologias serão baseadas em tecnologia IP, a qual permitirá aplicação de tecnologias de qualidade de serviço, embora não seja claro ainda, se os operadores vão oferecer garantias de serviço para utilizadores empresariais. O maior impulso para o WiMAX tem sido sustentado com dispositivos para o mercado doméstico, e as considerações sobre a garantia de serviço têm sido secundárias. "Falta saber o quanto difere o LTE do WiMAX, dado que o primeiro não está ainda padronizado," afirma Pierce. O LTE foi concebido para transformar o tráfego de voz e dados em pacotes, o que é um bom sinal para os sistemas de comunicações unificadas, afirmou. Em teoria, a WiMax deverá também ser capaz de suportar voz, mas ainda falta saber se vai ser ou não usada para voz. O LTE pode funcionar sobre uma variedade de espectros, mas uma frequência de 700 MHz deverá disponibilizar uma abrangência maior, além de uma melhor penetração nos edifícios, do que as altas frequências, considera Pierce. Contudo, uma frequência mais baixa significa que o aumento de velocidade de transmissão pode exigir tecnologias de compressão de dados e a capacidade de juntar canais para melhorar o desempenho. No caso da WiMAX, dado que vai usar o espectro de 2,5GHz, os bits não serão capazes de viajara a uma frequência mais baixa. E isso sugere que os fornecedores de serviços WiMax deverão precisar de cobri áreas com estações-base, para evitar a atenuação – a perda da força de um bit conforme percorre o ar ou outro meio, disse Pierce. |