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Durante a estação das chuvas as estradas são inundadas e o gasóleo tem que ser transportado através de helicópteros para as estações de base que não estão ligadas à rede de energia eléctrica. Deste modo, é fácil de entender porque razão o intetresse pelas energias renováveis e pela eficiência energética tem vindo a crescer junto da indústria de comunicações móveis.
Segundo os analistas da Gartner, a generalidade dos fabricantes de equipamentos móveis estão a equacionar soluções para melhorar a eficiência energética. “O objectivo principal é o de reduzir o cuto de funcionamento das redes móveis e, em simultâneo, reduzir as emissões de CO2”, refere o analista da Gartner. Recentemente, a Vodafone anunciou que irá reduzir em 50 por cento as suas emissões de dióxido de carbono até 2020. Segundo Arun Sarin, Chief Executive Officer (CEO) da Vodafone, este empurrão faz sentido quer do ponto de vista ambiental, quer do ponto de vista do negócio. A Vodafone iniciou a sua abordagem a este problema há dois anos atrás, mas à medida que a se tornou evidente o impacto das emissões de dióxido de carbono no amebiente, a empresa sentiu que tinha chegado o momento de fazer mais. “Ser bem sucedido vai ser um grande desafio e, presentemente, não sabemos exactamente como o fazer”, refere Ulrich Blau, director do Site Infrastructure & Energy, da Vodafone Group. As estações de base, na medida em que são responsáveis por 70 por cento da energia numa rede móvel, serão o primeiro alvo da atenção dos operadores, referem os responsáveis da Ericsson. Existem alguns modos para que os operadores móveis se tornem mais eficientes energeticamente. Aumentar a temperatura a que um determinado equipamento funciona é uma das alternatives que pode ser utilizada na medida em que reduz a necessidade de arrefecimento. No seu lugar, os operadores podem utilizar o ar fresco. Subir a temperatura dos 25 graus para os 40 graus permite a redução do consumo energético em 30 por cento, referem os responsáveis da Nokia Siemens Networks. À semelhança do que acontece com os equipamentos portáteis que podem ser colocados em modo “sleep”, também a adaptação do consumo de energia ao tráfego da rede móvel é outro dos métodos para reduzir o consumo energético nas estações de base. Uma funcionalidade incluída nos equipamentos da Ericsson - Base Transceiver Station Power Savings (BTS Power Savings) – realiza esta operação e possibilita a redução do consumo entre 15 a 20 por cento. A estação de base da Ericsson Tower Tube constitui um modo mais espectacular de reduzir as emissões de dióxido de carbono na medida em que foi desenhada para dispensar a utilziação de arrefecimento activo. Este novo modelo utiliza cimento no lugar do aço e permite a redução das emissões em 40 por cento. A Nokia Siemens Networks definiu como objectivo reduzir em 20 por cento o consumo de energia das estações de base GSM e em 40 por cento as estações base 3G até 2010. No decorrer deste ano, a Ericsson espera reduzir as emissões da estação de base 3G em 50 por cento relativamente aos níveis de 2005. À medida que for sendo reduzida a necessidade de energia eléctrica para abastecimento das estações de base, a utilização de energias renováveis, tais como a energia solar ou eólica, torna-se mais viável. Uma estação de base necessitava de 200 metros quadrados de painéis solares há cinco anos atrás e, presentemente, necessita de apenas 50 metros quadrados, sublinham os responsáveis da Ericsson. No entanto, as energias alternativas possuem vantagens e desvantagens. A energia eólica é mais eficiente se encontrar um local exposto a ventos, refere Ulrich Blau. No entanto, existem mais dados disponíveis sobre os locais onde pode ser utilizada a energia solar – exposição solar, número de horas, salienta Linda Ekener Mägi, directora de marketing da Ericsson. Em simultâneo, a energia solar desapontou nos últimos anos. E não está a evoluir à velocidade que a Ericsson e a Vodafone esperavam. No final, as considerações sobre a redução das emissões de carbono e da utilização de energias renováveis resumem-se ao seu custo. Presentemente, qualquer investimento na Vodafone necessita de retorno em dois anos. A Vodafone Germany foi o primeiro operador móvel a actualizar a sua rede de comunicações para suportar a tecnologia BTS Power Savings. “Estou entusiasmado porque está a ser utilizada noutras redes de comunicações, mas a actualização do software é cara”, refere Ulrich Blau. Do ponto de vista tecnológico ainda permanecem alguns desafios. Utilizar poucas estações de base é a melhor maneira de diminuir as emissões de carbono. Mas desenvolver uma rede de comunicações de elevado débito envolve a utilização de um maior número de estações de base. A Vodafone reconhece este paradoxo. “As equipas de readio querem desenvolver a melehor rede de comunicações do mundo, e eu quero reduzir a utilização de energia, pelo que temos que encontrar um compromisso”, refere Ulrich Blau. |