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1% das páginas Web são alteradas pelos ISP PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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13-05-2008 00:00:00

Uma pequena parte dos ISP adicionam dados às páginas acedidas pelos seus clientes, segundo um estudo realizado pela Universidade de Washington, o qual  levou a que a NebuAd parasse a venda da sua linha de produtos para “ad-injection”.

Cerca de um por cento  das páginas Web que são entregues aos dispositivos finais sofrem alterações pelo caminho, devido a práticas dos ISP, segundo os investigadores da Universidade de Washington.
Os investigadores documentam, num estudo, algumas das práticas mais perigosas, de que tomaram conhecimento ao analisar dados enviados para mais de 50 mil PC entre Julho e Agosto do ano passado. Verificaram que uma pequena parte dos ISP (internet service providers) estavam a adicionar dados às páginas das suas redes; e que algum software de Web browsing e ad-blocking está a tornar a navegação na Web mais perigosa ao introduzir vulnerabilidades de segurança nas páginas. 
O estudo, que contou ainda com a colaboração com o ICSI (International Computer Science Institute), assentou também na criação de um software, que avaliou se os visitantes da página Web da Universidade de Washington conseguiam ver o HTML que tinha sido alterado no caminho dos dados. Cerca de 16 dos ISP dos visitantes adicionaram componentes nas páginas.
Maioria dos responsáveis são ISP pequenos
Os ISP referidos no estudo são normalmente de pequenas dimensões, como RedMoon, Mesa Networks e MetroFi. No entanto, um dos mais importantes ISP dos Estados Unidos, XO Communications, esteve também envolvido em alguns casos. O porta-voz da empresa garantiu que se existem componentes injectados na sua rede é, certamente, da responsabilidade de um fornecedor de serviço “downstream”, a quem a XO Communications vende capacidade de rede. A RedMoon foi acusada, pelo blogue TechCrunch, por usar o sistema da NabuAd para inserir publicidade no código HTML das páginas. Ambas as empresas foram alvos de fortes críticas por parte da indústria, o que levou a NebuAd decidiu não continuar a comercializar a sua linha de produtos para “ad-injection”. A pesquisa da universidade permitiu ainda verificar que algumas alterações são feitas por bloqueadores de popups que estão inseridos em produtos como o ZoneAlarm da CheckPoint ou no Personal Firewall da CA. O Internet Explorer da Microsoft, também é parte do problema, pois injecta HTML nas páginas que guarda no disco rígido do PC, fazendo com que se tornem vulneráveis a ataques quando a página é carregada.
 “Um dos próximos passos é criar mecanismos melhores e mais fortes que permitam ter uma melhor percepção do que se passa na internet”, disse Tadayoshi Kohno, professor assistente na Universidade de Washington.

 

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