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A aposta nas capacidades de personalização do FLiP foi a forma encontrada pela Priberam para responder à potencial ratificação do acordo ortográfico, bem como à imperceptibilidade de algumas normas ortográficas do documento. A dois dias da Assembleia da República se pronunciar acerca do acordo ortográfico, a Priberam decidiu partilhar a sua posição em relação a esta matéria. Depois de avaliar o documento do acordo ortográfico, já ratificado pelo Brasil, a Priberam afirma que o software FLiP, corrector ortográfico e sintáctico, irá adaptar-se às alterações e à falta de clareza de algumas regras recorrendo à personalização. “O debate em torno do acordo ortográfico permitiu-nos concluir em primeiro lugar que existem algumas normas pouco claras, e que, em Portugal, vão manter-se duas facções: uma que continuará a escrever segundo o código de língua actual e os que vão aderir”, disse Carlos Amaral, administrador da Priberam.
Face a esta realidade, a empresa tenciona, considerando que o acordo é ratificado pela Assembleia e pelo Presidente da República, lançar duas versões do software FLiP – uma no Brasil e outra em Portugal, em que constem a possibilidade de escrever segundo o acordo ou com a ortografia vigente actualmente. Além disso, e após a fase de transição – seis anos segundo as previsões, em Portugal – a empresa tenciona lançar uma versão caracterizável, de acordo com as opções do utilizador do software, porque “existem uma série de palavras, em relação às quais o documento do acordo não é claro”, disse Helena Figueira, linguista da Priberam. Isto que se adapte através de um processo de personalização. Neste âmbito, o software permitirá criar diferentes perfis: o primeiro perfil implica a definição da forma de escrita das palavras a priori pelo utilizador, com suporte da Priberam; o segundo é baseado pela avaliação da forma como o utilizador prefere escrever os vocábulos, a partir da análise dos textos – ou seja as regras (segundo o acordo ou não) só se definem depois do utilizador já ter escrito alguns textos. “Pretendemos garantir que, num único, texto, o utilizador do software não comete incoerências – quando um determinado vocábulo é escrito segundo o acordo ortográfico, sempre que não o for, o software aponta um erro e a correcção”, adiantou o administrador. A aposta nas capacidades de costumização do software FLiP vão implicar um reforço das forças de suporte da empresa, segundo o administrador. A data de lançamento das novas versões do software ainda não está prevista, pois também dependem dos prazos e indicações que serão dadas pelo governo, caso o acordo seja ratificado.
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