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Líderes devem ser responsabilizados por fugas de dados
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09-05-2008 01:00:00 |
Um número cada vez maior de especialistas em segurança crê que a solução para as fugas de dados pode passar pela responsabilização directa de CEO ou de membros das administrações das empresas – mesmo que isso possa implicar penas de prisão.
A conclusão foi retirada de uma sondagem da Websense no e-Crime Congress, que decorreu no Reino Unido. Na sondagem participaram 107 profissionais de segurança – um número reduzido, mas que permitiu à Websense retirar algumas conclusões. 70% dos inquiridos defende que as empresas devem ser multadas pelas fugas de dados (o que já acontece em alguns países, como no Reino Unido), e 59% é a favor de compensações para os clientes vítimas dessas fugas. 25% dos participantes afirma mesmo que penas de prisão para os responsáveis pode ser um passo necessário. Em contrapartida, apenas 3% se manifestou contra qualquer processo legal. A tendência de colocar as culpas nas administrações das empresas poe estar relacionada com as causas aparentes para a fraca segurança dos sistemas. 45% dos inquiridos crê que isso se deve aos custos – ou seja, as administrações não gastam o suficiente em segurança, a menos que a isso sejam obrigadas. 45% afirmou também que a segurança dos dados não parece ser uma das principais prioridades para as empresas. A verdade é que os gestores queixam-se de não terem visibilidade sobre os problemas, enquanto os departamentos de TI reclamam por terem falta de recursos. Uma opinião quase consensual entre os sondados foi a necessidade de uma organização global para supervisionar a cooperação relativamente à protecção dos dados, dotada de poderes para levar a cabo algumas acções. “A sondagem indica uma opinião cada vez mais forte no sentido de se tomarem alguns passos contra o cibercrime e a perda de dados, incluindo informações pessoais”, afirma Mart Murtagh, da Websense. |