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Falta de entusiasmo por parte dos funcionários é a principal hipótese para a razão da tendência, de acordo com um estudo levado a cabo pela Forrester. A dificuldade de controlo do uso das redes sociais de entretenimento no trabalho é outra possibilidade.
A oferta de ferramentas para a criação de redes sociais corporativas internas é diversificada, mas as empresas continuam reticentes na adopção, segundo a sondagem da Forrester. Na origem deste desinteresse pode estar a falta de entusiasmo dos funcionários – cujo comprometimento determina o sucesso das ferramentas. Outros factores influentes são a possibilidade das redes empresariais competirem com as redes sociais de entretenimento como o Facebook e ainda a dificuldade de controlar o uso das redes sociais e de entretenimento no meio de trabalho, de acordo com a Forrester. “À medida que as pessoas usam redes sociais para comunicações empresariais e pessoais, torna-se cada vez mais problemático controlar o conteúdo. Já foi encontrada mais informação empresarial em perfis dos colaboradores em redes sociais pessoais do que as empresas gostariam”, disse Oliver Young, analista da Forrester. O sucesso de uma rede social empresarial depende necessariamente do seu efeito – se as pessoas, os colaboradores, não aderem depressa se torna apenas mais uma ferramenta, mais um investimento sem retorno. Além disso, qualquer rede social interna tem ainda de competir com as redes sociais de consumo pessoal, como o Facebook. Se uma empresa implementar uma rede social interna e não banir a utilização das de consumo pessoal, as hipóteses dos funcionários dedicarem algum tempo à rede social empresarial são muito menores, de acordo com Jonathan Yarmis, analista da AMR Research. “As empresas são obrigadas a competir com as redes sociais públicas. E essa competição é desleal porque as públicas podem perfeitamente substituir as empresariais, mas ao contrário isso não pode acontecer”, disse Yarmis. Previsões de investimento favorecem redes sociais externas
As empresas irão investir na criação de redes sociais para comunicarem com os clientes, mais do que para fins comunicacionais internos, de acordo com o estudo acerca do investimento em Web 2.0 da Forrester. Até ao final deste ano, a Forrester espera que as empresas com mil ou mais trabalhadores gastem 110 milhões de dólares na criação de redes sociais para comunicação externa e 60 milhões para redes sociais de uso interno. Esta diferença irá aumentar com o passar do tempo. A consultora prevê que em 2013 os níveis de investimento em redes sociais para uso externo por parte das empresas chegue aos 1,7 mil milhões de dólares e o investimento em redes para uso interno chegue aos 208 milhões de dólares. |