Início arrow Segurança arrow Má comunicação limita concretização dos planos
Má comunicação limita concretização dos planos PDF Imprimir Endereço de e-mail:
Segurança arrow Gestão
22-04-2008 01:00:00

Um dos factores que limita a adopção e concretização de programas de BCM é a má comunicação da necessidade dos planos à administração das empresas, segundo a Gartner. Parte da resolução passa pela criação da função de gestor de BCM.

Os CIO não são efectivos ao comunicar aos órgãos de topo a necessidade de implementação de programas de BCM. Esta falha pode condenar os planos ao insucesso, porque mesmo quando os planos aprovados podem não ser devidamente concretizados por falta de meios, segundo a Gartner.

Apesar de a grande maioria das organizações estar ciente de que é preciso medir riscos, ser capaz de responder a eventos, e ter planos de recuperação de desastre, facto é que não estão dispostas a gastar tempo e dinheiro com isso.

Parte dessa indisponibilidade advém de uma má comunicação por parte dos líderes de TI. “Os programas de BCM contribuem para mitigar os riscos de disponibilidade, aumentar a agilidade e a exactidão dos processos empresariais. Mas para assegurarem a resiliência é preciso que sejam úteis à produtividade, estratégia e reputação da empresa”, disse a Roberta Witty, investigadora da Gartner. É preciso alertar os órgãos de topo para essa utilidade. 

Na visão da analista, este é um dos factores que justifica o facto de cerca de 55% das empresas estarem ainda nas fases iniciais da maturidade dos programas de BCM, segundo o relatório “Top-Five Issues and Research Agenda 2008: The BC Manager” da Gartner. Explica também porque apenas 3% estão na fase óptima de maturidade e têm por isso negócios mais resistentes.

 

O papel do gestor de BCM

 

“A comunicação com os órgãos de topo para garantir mobilização de fundos e pessoas para os planos devem ser optimizada”, disse Roberta Witty. Por isso, a Gartner incluiu na sua lista dos aspectos mais importantes a ter em conta na implementação de BCM a governação e gestão (ver caixa). Além disso, recomenda também a criação da função de gestor de BCM. Este deve ser responsável pelo desenvolvimento, implementação, manutenção e gestão da governação dos programas de BCM. Em caso de necessidade, o gestor de BCM tem a função de re-desenhar e desenvolver uma nova arquitectura de negócios e processos de TI para melhorar a produtividade, e demonstrar boa cidadania na comunidade onde a empresa se insere, segundo a investigadora.

 

Cinco aspectos importantes 

 

O Top-Five Issues and Research Agenda, 2008: The Business Continuity Manager, da Gartner foi divulgado no mês de Março e aponta para os principais pontos a ter em conta na implementação de um programa de BCM (Business Continuity Management).

1. Governação: assegurar patrocínio dos órgãos de todo, estabelecer funções e delegar responsabilidades, actualizar os processos de negócios e os requisitos de recuperação de aplicações;
2. Gestão: seleccionar as ferramentas e templates de planeamento, assegurar o orçamento apropriado, definir plano de gestão financeira que preveja o rácio produtividade/risco residual;
3. Estratégia: criar um cenário de risco completo, e estabelecer RTO (recovery time objcetive) e RPO (recovery point objective) viáveis;
4. Implementação: desenvolver, manter e levar a cabo testes a planos de recuperação que vão de encontro a múltiplos cenários e com diversos objectivos;
5. Selecção de fabricante: estar consciente de que BCM não é apenas DR (disaster recovery e escolher uma solução abrangente.



A definição

 

A Gartner define BCM (Business Continuity Management) como a coordenação e execução de actividades que assegurem a capacidade de resposta das organizações a eventos; e de recuperar as operações criticas de negócio, através da gestão de risco antes, durante e depois dos eventos. Engloba gestão de crise, recuperação de desastre em TI, reposta a emergências, planos de contingência, recuperação de negócio (gestão de conhecimento, recuperação de cadeia de fornecimento, entre outros), e planos para casos de pandemia.

 

SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER

     

ESCOLHAS DO EDITOR - SEGURANÇA

Torvalds critica “circo” de segurança

ImageO criador do núcleo do sistema operativo Linux confessa estar farto do “circo” gerado em torno das vulnerabilidades de software, e o exagero com o qual têm sido abordadas, pelo fabricantes, especialmente do ponto de vista da divulgação. O programador que desenvolveu o núcleo do sistema operativo Linux, Linus Torvalds,  manifestou-se, num blog, a respeito da abordagem dos fabricantes e técnicos de software de segurança, e o exagero com que divulgam as vulnerabilidades. Não só pela linguagem e alusões com que o técnico se dirigiu à referida comunidade, as palavras do inventor causaram incómodo na indústria das TI.  Torvalds diz-se farto do “circo” que se desenvolve à volta das vulnerabilidades e segurança do software.

Ler mais...
 
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.