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Lucro vai alimentar programas de espionagem móveis
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09-04-2008 01:00:00 |
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O spyware passou dos computadores para os telemóveis, e apesar de ainda existir em menor quantidade nestes, é consideravelmente mais difícil de detectar e de combater. Espera-se que os programas de espionagem para telemóveis se tornem mais sofisticados e mais difíceis de detectar à medida que o negócio em redor das ferramentas necessárias para esse software continue em expansão.
O alerta foi dado na conferência Black Hat. Jarno Niemela, investigador de anti-vírus do fabricante finlandês F-Secure, afirma que os programas de espionagem disponíveis no mercado são poderosos, apesar de o seu código não ser propriamente sofisticado. No entanto, os lucros deste mercado estão a gerar incentivos cada vez maiores para novos programadores – e isso, alerta Niemela, pode tornar este tipo de software mais difícil de detectar. O investigador traçou um paralelismo com os programadores de malware no mercado de computadores – onde actualmente muitos hackers dedicam-se a conceber e a vender ferramentas de hacking fáceis de utilizar a hackers menos experientes, ao invés de eles mesmos realizarem acções de hacking. Uma das mais recentes ferramentas de espionagem móvel disponíveis no mercado é a Mobile SpySuite, que Niemela crê ser o primeiro gerador de ferramentas de espionagem para equipamentos móveis. O Mobile SpySuite está à venda por cerca de oito mil euros e permite a um hacker desenvolver uma ferramenta personalizada para vários modelos de telemóveis Nokia. Ainda assim, a quantidade de programas deste tipo para telemóveis ainda é incomparavelmente inferior à quantidade que existe para computadores. No entanto, o software para telemóveis é bem mais difícil de detectar – sobretudo porque encontrar na Internet amostras de programas para análise ser uma tarefa complicada. Dois dos mais conhecidos programas de espionagem são o Neo-call e o FlexiSpy. O primeiro consegue enviar SMS secretamente para outro telefone, com uma lista de contactos telefónicos e combinações de teclas pressionadas. O segundo dispõe de uma interface baseada em Web para exibir detalhes sobre as SMS e as chamadas – como a hora, a duração ou os números de telefone. O FlexiSpy pode até utilizar o receptor de GPS de um telefone para determinar a localização da vítima do ataque. Normalmente, porém, é necessário aos hackers terem acesso directo ao telefone para instalarem o software. Fabricantes de sistemas operativos como o Symbian já activaram funcionalidades de segurança como o registo de aplicações, que procura prevenir a instalação de programas nocivos. Spyware móvel mais frequente em empresas
Há indícios de que as empresas encontram cada vez mais spyware móvel nos telemóveis corporativos – e esses indícios têm origem em organizações algo cautelosas em falar sobre esse assunto. “Houve casos de clientes corporativos a colocar perguntas muito detalhadas acerca de ferramentas de espionagem, sem mencionar para que fim necessitariam daquelas informações”, afirma Niemela. Como medida de protecção contra esta ameaça, Niemela recomenda a actualização constante do sistema operativo, e a utilização de um software anti-vírus. E, claro, proteger o telemóvel com palavra-chave para o caso de alguém ter acesso indevido a ele. Os administradores de TI das empresas podem também tomar medidas para que nos telemóveis corporativos apenas seja possível instalar algumas aplicações pré-definidas. |
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O criador do núcleo do sistema operativo Linux confessa estar farto do “circo” gerado em torno das vulnerabilidades de software, e o exagero com o qual têm sido abordadas, pelo fabricantes, especialmente do ponto de vista da divulgação. O programador que desenvolveu o núcleo do sistema operativo Linux, Linus Torvalds, manifestou-se, num blog, a respeito da abordagem dos fabricantes e técnicos de software de segurança, e o exagero com que divulgam as vulnerabilidades. Não só pela linguagem e alusões com que o técnico se dirigiu à referida comunidade, as palavras do inventor causaram incómodo na indústria das TI. Torvalds diz-se farto do “circo” que se desenvolve à volta das vulnerabilidades e segurança do software. |
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