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Poder da marca Microsoft em declínio PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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09-04-2008 01:00:00

A força da marca Microsoft em estado em declínio acentuado ao longo dos últimos quatro anos. A empresa de estudos de mercado CoreBrand dá conta desta quebra e considera que ela poderá ser um sinal de que a companhia está a perder a credibilidade e notoriedade entre os utilizadores empresariais dos Estados Unidos.

O estudo “Power 100 2007” da CoreBrand baseou-se em sondagens realizadas a cerca de 12 mil decisores americanos. Em 2004, a Microsoft aparecia em número 12 no ranking das mais poderosas marcas americanas; mas no ano passado, caiu para a 59ª posição – uma queda acentuada, sobretudo quando em 1996 – ou seja, há apenas doze anos – a multinacional figurava no primeiro lugar das mais poderosas marcas entre 1200 empresas de topo em 50 diferentes indústrias.
James Gregory, CEO da CoreBrand, explica que quando uma empresa atinge um determinado nível de familiaridade, é classificada de acordo com três atributos: reputação geral, percepção da gestão e potencial para investimento. O CEO considera que a marca Microsoft é ainda largamente conhecida, mas está em queda nos restantes três atributos. Gregory afirma que esse declínio pode, mas não significa necessariamente que a empresa esteja a perder presença ou reputação entre os seus clientes. No entanto, não deixa de ser significativo que esse declínio tenha sido constante ao longo dos últimos anos, e que tenha conhecido uma queda abrupta por um breve período.

Entre os seus pares na categoria de Computadores, Periférios e Software, a Microsoft está em segundo lugar, atrás da IBM em poder da marca e com a Toshiba num terceiro lugar muito próximo. O CEO da CoreBrand crê que se a tendência se mantiver, a Toshiba deverá ultrapassar a Microsoft no próximo ano.
O estudo não incidiu sobre as causas que possam explicar este declínio; Gregory, porém, considera que ele pode dever-se à fraca resposta dos utilizadores ao Windows Vista, ou às campanhas publicitárias da Apple, que definem o sistema operativo da Microsoft de forma pouco favorável. O CEO relembra que a IBM sofreu, no início dos anos 90, uma quebra no poder da sua marca “muito mais rápido e severo” do que este da Microsoft, e necessitou de dez anos para recuperar a reputação da sua marca. Para conseguir uma recuperação similar, considera, a Microsoft deverá ter uma visão muito clara dos seus objectivos e encontrar líderes que as pessoas considerem capazes de articular essa visão. De facto, a diversificação do negócio da empresa gerou alguns problemas de articulação entre as várias areas de negócio, como o software, o entretenimento e o online. A tentativa de aquisição da Yahoo pode ser parte de um esforço de clarificação para a estratégia do negócio de publicidade online, mas isso poderá não ser suficiente para recuperar o poder da marca.

 

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