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Ouviu falar de tecnologias de infiormação “verdes”. Mas não tomou atenção. A probabilidade de a sua organziação adoptar estratégias verdes é reduzida e está demasiado ocupado para começar a pensar em algo tão abstracto como a pegada de carbono da sua organização.E o que acontece se isto mudar? Mas se a sua organização decidir diminuir o impacto ambiental em resposta aà crescente prssão dos “stakeholders” e à ameaça de nova regulamentação. Esta é uma decisão de cima para baixo e você pode ser o destinatário da notícia: inicie a redução das emissões de carbono. O que é que vai fazer?
Uma coisa parece clara: esforços massivos de reengenharia das práticas corporativas não são bem sucedidos. Os especialistas aconselham que a abordagem às questões “verdes” seja idêntica à de qualquer projecto de longo prazo. Planeie a estratégia para onde quer chegar e, em seguida, começe por fazer pequenas alterações incrementais que, no decorrer do tempo, irão cumprir os objectivos delineados. Como Mark Buckley, Vice-Presidente para os Assuntos Ambientais da Staples, referia numa entrevista publicada pela EPA, as empresas realizam as alterações no seu impacto ambiental através da focalização na alteração da cultuara corproativa em lugar de criar uma mudança de paradigma. Algumas coisas as organizações já começaram a fazer – reduzir a procura da infra-estrutura através da adopção de tecnologias de virtualização – e outras que são menos comuns – como implementar sistemas de energia e de arrefecimento mais efectivos no centro de dados – que são componentes da estratégia global de redução da pegada de carbono das TI. Mas existem três outras áreas sem ser o centro de dados em que as TI podem exercer a sua liderança ambiental e alcançar excelentes resultados de negócio no decorrer do processo.
Prolongue a vida dos computadores pessoais e desligue-os durante a noite
Segundo a IDC, o ciclo de vida dos computadores pessoais nas organizações empresariais é de três a quatro anos. Se poder prolongar o ciclo de vida destes equipamentos está a contribuir mais para o ambiente do que se eliminar a totalidade da infra-estrutura de computadores pessoais e adquirir novos equipamentos energeticamente eficientes. Um estudo das Nações Unidas evidencia que cerca de 2 toneladas de material, incluindo químicos, água, combustíveis fósseis, são necessários para produzir um computador pessoal e o seu monitor. Esta quantidade é maior do que o peso de um carro médio e, o estuidorefere que representa a maior parte dos recursos e da energia consumida no decorrer do seu ciclo de vida. Manter os equipamentos antigos em funcionamento, através da ampliação do seu ciclo de vida ou actualizando os seus components pode contribuir para uma poupança de cinco a 20 vezes mais energia do que a reciclagem destes equipamentos. Pelo menos esta é uma das conclusões do referido estudo das Nações Unidas. Desligar os equipamentos de secretária quando não estão a ser utilizados é outro dos componentes de uma estratégia ambiental para os equipamentos de secretária. Isto parece um gimme, mas não é, refere Matt Heinz, director de marketing da Verdiem, empresa que comercializa software de gestão de energia para computadores pessoais. "Oitenta por centos dos utilizadores desligam as funcionalidades de gestão de energia num espaço de 60 dias”, refere Heinz. Por outro lado, com frequência os departamentos de TI preferem realizar as actualizações e os “patches” de segurança no decorrer da noite ou no decorrer de tempos mortos. Muitas empresas deixam os equipamentos ligados para assegurar que estas actualizações são efectuadas quando planeadas, em particular com sistemas antigos que não possuem funcionalidades de serem ligados remotamente. A empresa Quad/Graphics, cliente da Verdiem, possui 4.500 computadores pessoais em 12 localizações distintas e 14 escritórios. A empresa poupou cerca de 72.000 dólares em custos de energia somente através da implementação da política de desligar os equipamentos quando não estão em utilização. "Utilizamos menos 1.26 milhões de kilowatt hora da rede eléctrica”, refere Ho. É o equivalente, de acordo com o calculador da EPA, a retirar 179 carros da estrada. Adquira equipamento eficiente energeticamente
Segundo um estudo recente da revista CIO a maioria dos departamentos de TI reciclam. Cinquenta e cinco por cento dos inquiridos referem que utilizam os programas de reciclagem e de retoma de equipamentos dos fabricantes ou, alternativamente, eliminam estes resíduos de um modo responsável ambientalmente. Mas poucas organizações tomam em linha de conta a eficiência energética ou os processos de fabrico quando adquirem novos equipamentos – apenas 32% das empresas o fazem com regularidade. É possível, sem grande esforço, adquirir equipamento eficiente energeticamente. De acordo com um estudo recente do Butler Group, as organizações empresariais devem perguntar aos seus fornecedores acerca da utilização de materiais tóxicos nos seus produtos e acerca da reciclagem futura dos equipamentos. No entanto, é mais importante abrir um canal de comunicação com os seus fornecedores do que exigir um determinado perfil tóxico. "É necessário ser realista acerca das especificações e balancear osseus objectivos ambientais com os custos crescentes". Com o decorrer do tempo, e à medida que os fabricantes tomem consciência acerca destaas questões, irão adptar as suas ofertas de produtos. Pare de desperdiçar papel A Wilderness Society, uma firma de advogados, definiu a impressão em ambos os lados como caracterísitca base para todas as suas impressoras e como parte do objectivo de reduzir a pegada de carbono da organização. Este movimento pode reduzir a utilização de papel para metade. O grupo encoraja ainda a poupança de papel recomendando aos empregados para reduzir as margens dos documentos impressos. Ainda gere o consumo de energia das impressoras. “As impressoras ficavam toda a noite ligadas, assim como durante os fins de semana”, refere Don Barry, vice-presidente da The Wilderness Society. "Presentemente, as impressoras entram em modo adormecido após cinco minutos sem serem utilizadas. Um estudo do Butler Group concluiu que nas empresas com práticas de impressão ambientalmente amigáveis cada impressora era partilhada por 12 pessoas e cada pessoa utilizeva 500 páginas por mês. Nas organizações com piores práticas, as impressoras eram partilhadas por três pessoas e cada pessoa utilizava mais de 2.000 páginas por mês. Blowers afirma que uma organização pode começar a reduzir o volume de impressão através da educação dos utilizadores finais sobre a utilização do papel e adoptando políticas que possibilitem a redução da impressão. Outros passos para ser eficiente energeticamente Outros passos que as organizações estão a adopter incluem a adopção de video-conferência, para reduzir a poluição causada pelas viagens para reuniões, e o tele-trabalho, como forma de tirar tráfego das estradas. à medida que melhore uma area da sua operação, novas oportunidades de melhoria vão aparecer. No entanto, é importante não perder de vista o facto de que, independentemente do que fizer, as alterações ambientais deverão suportar o negócio, refere Joe Muehlbach, director de política ambiental na Quad/Graphics. “Quando começámos o projecto procurámos que as alterações tivessem impacto no negócio e no ambiente”, refere o responsável da Quad/Graphics. |