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Para dar resposta a um panorama económico cada vez mais apertado, os negócios devem preparar-se agora para cortar gastos com TI, e a gestão de dados é uma área que, para a Gartner, oferece várias oportunidades para reduzir e controlar despesas.
“Se o objectivo é optimizar custos na gestão de dados e na integração de iniciativas, é fundamental saber que medidas tomar e onde se podem obter poupanças significativas – isso, claro, enquanto se mantém o sucesso desses projectos”, afirma Ted Friedman, vice-presidente e analista da Gartner. “Na maioria dos casos, o custo de implementar essas medidas será largamente compensado pelas poupanças que serão conseguidas”, acrescenta. A Gartner identificou nove áreas fundamentais onde os CIO podem reduzir drasticamente os custos durante o presente ano, e continuar a suportar iniciativas relacionadas com a gestão e integração de dados: 1. Executar consolidação de bases de dados operacionais. Através da consolidação de bases de dados redundantes e volumes de trabalho, as empresas têm a oportunidade de provocar um impacto positivo nas suas despesas. Numa grande empresa, estas componentes da despesa pode variar de dezenas de milhar a vários milhões de euros – e a consolidação pode, em teoria, reduzir estas despesas de 10 a 25%,, ou até mais em alguns casos. 2. Optimizar o licenciamento de ferramentas de integração de dados. As grandes empresas tendem a ter várias ferramentas e técnicas para alcançar objectivos relacionados com a integração de dados. Através da consolidação de ferramentas redundantes, as organizações podem reduzir custos com licenças de software e com a manutenção, associadas às ferramentas de integração de dados – e isso enquanto tornam possível o investimento, ainda que baixo, na aquisição e retenção das competências fundamentais para trabalhar com essas ferramentas.
3. Equilibrar estruturas de dados implementadas e processos de integração de dados. O desenvolvimento de bases de dados e de processos de integração de dados consome uma quantidade significativa de tempo e de trabalho. Normalmente, a maior parte das empresas não são particularmente bem sucedidas no equilíbrio destes dois aspectos ou na reutilização de funcionalidades anteriormente desenhadas. Se as equipas de desenvolvimento tiverem de provar que não é possível conseguir esse equilíbrio antes de partirem para a criação de novas aplicações, as organizações podem reduzir consideravelmente os custos da implementação ao conseguirem índices de reutilização mais elevados. 4. Executar a consolidação de pontos de armazenamento de dados. O mesmo benefício obtido através da consolidação de bases de dados operacionais pode ser conseguido através da consolidação de silos de dados num único repositório, ou num conjunto mais pequeno de silos. Esta prática ainda reduz os custos e a complexidade dos processos de integração de dados. 5. Implementar padrões que promovam a agilidade e a reutilização. Para a Gartner, existe actualmente uma forte tendência no sentido de as empresas colocarem em prática padrões que regem a utilização de ferramentas, as convenções de nomenclatura e muitas outras áreas da gestão de dados. Isso pode melhorar significativamente a agilidade, ao possibilitar uma fácil alocação de pessoal pelas equipas, e melhora a capacidade que estas têm de comunicar. 6. Adiar a substituição de arquitecturas com código personalizado. Os esforços necessários para migrar de estruturas com códigos personalizados podem representar um encargo considerável, sobretudo se forem considerados os custos das licenças das próprias ferramentas. Estes esforços podem, portanto, ser adiados se as referidas arquitecturas derem resposta às necessidades dos negócios e funcionarem correctamente. O investimento em novas ferramentas, porém, pode gerar outros benefícios, pelo que deve ser equacionado para novas iniciativas. 7. Recorrer a licenciamento de código livre. Uma vez que uma parcela significativa dos orçamentos de TI é destinada às licenças e à manutenção, o software livre pode ser uma opção para reduzir despesas, uma vez que não tem qualquer custo no que concerne a licenças de utilização. 8. Renegociar contratos de serviços. Muitas organizações recorrem a serviços externos para obterem determinadas competências para iniciativas de gestão e integração de dados. Estes contratos de TI devem agregar serviços de planeamento e de desenho sob a forma de um único serviço de implementação, e não sob a forma de contratos distintos. 9. Adiar projectos pouco prioritários, ou de benefícios limitados. Empresas com processos de orçamentação e planeamento de TI eficazes têm, normalmente, uma clara noção sobre que projectos ou investimentos poderão ter um impacto positivo no negócio. Actualmente, os orçamentos são cada vez mais reduzidos, pelo que os CIO devem contribuir para a redução da despesa com as TI através da identificação e adiamento dos investimentos pouco prioritários, ou com pouco potencial para um retorno sólido. |