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A grande vantagem do software de BI da SAS ser muito abrangente, permitindo reduzir a complexidade de processos e sistemas, que geralmente assombra a administração pública, segundo Allan Russel, presidente sénior de estratégia da SAS.
Uma das apostas do SAS Institute para 2008 é o sector da Administração Pública. O presidente sénior para a estratégia do fabricante, Alan Russel explicou em entrevista ao Computerworld, como é que a tecnologia da empresa tenta resolver alguns problemas da Administração Pública.
Computerworld: Qual a abordagem da SAS em relação ao Business Intelligence na administração pública? Allan Russel: Aquilo que entendemos por administração pública passa pela utilização eficaz e eficiente dos impostos dos contribuintes para a prestação de serviços. Como tal, é preciso por um lado estabelecer expectativas e mostrar que estas foram atingidas; e por outro reduzir o desperdício causado pela falta de eficiência, com origem em actividades externas ou internas. Computerworld: Como é que os produtos SAS correspondem a essa abordagem e como se podem adaptar aos desafios da administração pública? Allan Russel: A suite Performance Management da SAS permite desencadear processos orçamentais de forma eficiente e rapidamente. Estes podem ser suportados por modelos analíticos, os quais permitem ao orçamento beneficiar de previsões de aumento de procura ou pelo maior conhecimento acerca dos factores que aumentam os custos dentro da organização. Adicionalmente permite estabelecer, gerir e monitorizar um conjunto de métricas, que possibilitam aos utilizadores e supervisores perceber como os processos estão a funcionar e como estão a ajudar ou dificultar a prossecução dos objectivos. Para reduzir o desperdício provocado pela falta de eficácia de algumas iniciativas, este mesmo produto dispõe de funcionalidades que facultam um conhecimento mais aprofundado dos factores que aumentam os custos nos processos administrativos. Com maior conhecimento acerca das componentes dos processos que causam o aumento de custo é possível reorganizá-los de modo a permitir a redução de gastos. Um número crescente de organismos da administração pública começa a usar técnicas de análise avançadas com ferramentas de Data Mining ou análise através de Social Networking para detectar actividades fraudulentas dos clientes ou fornecedores. A percepção e a prevenção desses comportamentos podem levar a uma poupança significativa dos custos na Administração Pública. Computerworld: Quais são os principais desafios da Administração Pública em Portugal que acha que a sua abordagem pode solucionar? Quais os elementos diferenciadores das soluções SAS para este segmento? Allan Russel: Os principais desafios da maioria dos organismos de administração pública advêm da existência de uma grande variedade de sistemas, sendo necessário acumular muitos dados se quisermos ter uma imagem completa do desempenho dos processos. Adicionalmente, existe um número elevado de utilizadores com diferentes interesses e conhecimento de TI, o qual tem de ser suportado por um sistema comum com medidas comuns. Os sistemas acabam por ser demasiados, aglomerando elevados volumes de dados, resultando numa complexidade de processos e utilizadores difícil de manter e auditar. Apesar das ferramentas de reporting poderem ajudar os administradores a perceber o desempenho dos processos, o uso destas ferramentas não leva necessariamente a acções que visam a melhoria do desempenho dos processos administrativos. Não considero que o caso português seja muito diferente do de outros países. Considero que as nossas soluções se destacam e diferenciam porque a nossa abordagem é vasta, permitindo reduzir a necessidade de integrar software de uma variedade de fornecedores. Além disso, os produtos são baseados numa arquitectura aberta, que faculta a customização dos clientes e permite adicionar novas funcionalidades sem problemas. Devido ao facto de usarmos metadados possibilita a redução de custos associados à manutenção e auditoria. As ferramentas de análise avançadas que oferecemos facilitam a compreensão das estruturas subjacentes aos processos. Computerworld: Como considera que o BICC – Business Intelligence Competency Center deveria ser implementado em Portugal? Qual a entidade que o deveria controlar? Deveria ser apenas um para toda a administração ou vários em diversas regiões do país?
Allan Russel: É muito difícil saber qual a entidade que deve regular e controlar o BICC, porque isso depende do funcionamento de uma dada organização. O que é importante saber é quais as funções que o BICC deve desempenhar, e estar ciente de que essas funções devem cobrir diversos componentes, iniciativas, baseadas no negócio e/ou desencadeadas pelas TI. A “marca” do BICC deve ser estabelecida à partida e mantida. É praticamente impossível estabelecer o BICC em todas as partes da administração e em todas as regiões do país ao mesmo tempo – é incomportável do ponto de vista político e organizacional. Para uma implementação ser bem sucedida faz sentido escolher um número reduzido de departamentos ou regiões e implementar o BICC. Depois estender a actuação, após já se ter verificado nestes algum sucesso. Computerworld: Existe alguma área de Business Intelligence de que os governos poderiam fazer outsourcing? Allan Russel: A área de infra-estrutura de BI é uma boa candidata ao outsourcing. Relacionada com outsourcing está a criação do Shared Service Center. Enquanto começam por pertencer a um departamento específico ou região, existe uma tendência visível que aponta para a aplicação dos SSC a negócios externos e mesmo a outros países. O interesse da Administração Pública em criar estes SSC deve-se à necessidade de aumentar a eficiência em áreas como o procurement, os Recursos Humanos ou as Finanças. Seria também interessante criar um BICC dentro dos SSC para ajudar os gestores a assegurar que os SLA (service level agreements) dos SSC estão a ser alcançados. Nove meses de implementação… pelo menos Computerworld: Quanto tempo pode levar a implementação dessas soluções na Administração Pública? Allan Russel: Recomendamos a implementação dessas soluções por fases, de modo gradual, em detrimento de algo brusco, que possa afectar a produtividade das organizações. Apesar de alguns poderem afirmar que a implementação da suite Performance Management nunca está de facto terminada, tivemos algumas boas experiências em que terminamos os processos de implementação após nove meses. |