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O estado da arte nas tecnologias sem fios PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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14-03-2008 00:00:00

Dipankar  Raychaudhur é,professor e director do Laboratório de Redes de Informação Wireless na Universidade de Rutgers e comentou em entrevista para o Computerworld o estado da arte das tecnologias sem fios: RFI e Wi-Fi.

Computerworld – Porque são as ligações sem fio, hoje em dia, tão importantes?

 

Dipankar  Raychaudhur – A tecnologia sem fios é hoje bastante mais heterogénea do que há algum tempo: neste momento coexistem diversos padrões e cada um deles está a tentar encontrar o seu lugar no mercado. Quando se pensava que só existiam ligações celulares, apareceu o Wi-Fi, dando origem à legitimação de tecnologias como o WiMAX. Estamos a entrar num período em que as múltiplas rádios serão a norma. Temos de aprender a lidar com um mundo de ligações sem fios cada vez mais complexo, no qual coexistem diversos modos de ligação de redes, como o multi-hop, e modo ad hoc de inteligência que ainda não são muito comuns. Iremos então chegar ao pervasive wireless: no qual as diferentes tecnologias sem fios irão interagir automaticamente.
Não considero que isso vá acontecer dentro de dois ou três anos, mas verifico muito progresso em determinadas áreas verticais, como na gestão de cadeia de fornecimento com RFID na ara de joalharia. A tecnologia RFID tradicional geralmente não resulta muito bem na iindustria de joalharia, mas um dos nossos colegas está a trabalhar juntos da indústria para que seja possível usar o RFID para um controlo mais avançado inventário. Tal irá permitir saber quando um objecto foi removido e ter um report de presença a partir dos equipamentos activos de RFID.
 

Computerworld – Algumas pessoas estão um pouco descrentes em relação ao RFID. Está também?
 
Dipankar  Raychaudhur Considero que a indústria está a subvalorizar o RIFD. Vejo melhorias significativas e considero que, pelo menos em aplicações de grande valor, é muito benéfico usar a tecnologia de identificação por rádio frequência. Esse é o caso da joalharia, e ainda da indústria automóvel. Fabricantes como a Toyota e a GM estão a integrar tecnologia sem fios para as áreas de segurança automóvel, prevenção de colisão e algumas aplicações de conforto e entretenimento de carro para carro, como a partilha de conteúdos de media e ainda a actualização dos mapas dos sistemas de navegação.

O Wi-Fi Municipal é também uma aplicação sem fios muito criticada ultimamente…

O caso de muni Wi-Fi ainda não está muito bem definido. Os primeiros produtos lançados têm algumas falhas técnicas, muitas das quais podem ser melhoradas. Um dos principais problemas é que a velocidade de ligação oferecida é muito inferior àquilo que as pessoas consideram ligações de banda larga. Há quem diga que, como será um serviço gratuito, os utilizadores não estarão muito preocupados com a velocidade de ligação, no entanto penso que sendo gratuito ou não, as pessoas tendem a esperar um desempenho similar ao que têm em casa. Muitas dos fornecedores de redes mesh estão a tentar melhorar o desempenho das suas ofertas.

 

Computerworld –O principal problema é técnico ou de negócio?

 

Dipankar  Raychaudhur Acaba por ser uma mistura dos dois. A proposta de valor ainda não vingou por completo nos EUA, aliás está a ter muito mais sucesso em áreas fora dos EUA e menos desenvolvidas, onde existe menos cablagem disponível. O problema, em termos de negócio, é que a disponibilização de serviços públicos por parte das autarquias nunca resultou muito bem. Quando se tentou implementar o mesmo sistema em fibra óptica em algumas autarquias, houve muitas que desistiram perto do final do processo.
Adicionalmente, os EUA têm uma taxa de penetração de banda larga elevada, reduzindo o número de

locais onde a ligação à Internet não está disponível.

 

Computerworld – Enquanto o RFID e o muni Wi-Fi estão descredibiizados, o padrão 802.11n continua a ser uma bem recebido. O que prevê nesta matéria?

 

Dipankar  Raychaudhur Iremos assistir a melhorias graduais no padrão em ambientes empresariais, mesmo que as exigências requeridas sejam difíceis de obter.  Só pelo facto de existirem canais paralelos é possível aumentar a velocidade.Por outro lado, o padrão está a chegar a uma fase em que soluções completamente novas começam a ser discutidas.

 

Computerworld – Como está a segurança nas redes sem fios?

 

Dipankar  Raychaudhur Existem muitas soluções de segurança para redes locais disponíveis, mas há quem coloque as suas implementações sem fios fora da firewall. O facto de serem redes sem fios torna-as mais vulneráveis a ataques, e existem muitos pontos de acesso com informações para hackers espalhados por aí.

O que é interessante na tecnologia sem fios é que as frequências médias são as que suportam mais informação, facilitando até certo ponto a detecção de intrusões, mas são também as que estão mais abertas. Não considero que os problemas segurança estejam resolvidos e estamos a desenvolver diversos projectos na área no WINLAB.

 

Computerworld – O que pensa das femtocells?

 

Dipankar  Raychaudhur As femtocells são fiáveis e funcionam. O principal problema é a frequência, já que não existem tantos canais. Se fizer uma ligação através de femtocell na sua casa, terá de ter cuidado para não interferir com as ligações dos vizinhos ou com áreas de transmissão maiores. 

 

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