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Programas de devolução não solucionam problema do lixo electrónico PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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14-03-2008 00:00:00

Os programas de devolução de equipamentos electrónicos dos fabricantes não são suficientes para lidar com o problema de acumulação de lixo electrónico, segundo a Gartner. Estes programas, também conhecidos como Extended Producer Responsability – EPR, são hoje mais comuns entre os fabricantes devido à directiva WEEE – Waste Electrical and Electronic Equipment emitida pela União Europeia.
Visando harmonizar os destinos dados ao lixo electrónico por parte dos estados-membros, a directiva responsabiliza os fabricantes pelo custo de reciclagem e desmantelamento de portáteis, PC, servidores, telemóveis, entre outros, que deixaram de ser utilizados. 

 

“Responsabilizar os fabricantes pela recolha e pelo custo de reciclagem de equipamentos electrónicos irá incentivá-los a desenhar produtos mais fáceis de desmantelar, reciclar, que consumam menos materiais e irá fazer com que reduzam os componentes nocivos dos seus produtos”, disse Frances O’Brien, vice-presidente da Gartner.

Apesar disso, estes programas não são suficientes para lidar com o problema do lixo electrónico, alerta a Gartner. Além de saírem muito caros aos fabricantes – realidade que acabará por afectar o mercado e o poder de compra dos consumidores, estes programas não devem servir para desresponsabilizar os consumidores e os governos.

É preciso lembrar que os utilizadores finais, os governos e a indústria de reciclagem também devem ter um dizer nesta matéria, de acordo com a Gartner.
Os governos devem participar na criação, modificação e reforço das regulamentações acerca do destino do lixo electrónico. Adicionalmente está nas suas mãos levar a cabo iniciativas de alerta e educação dos cidadãos acerca desta problemática. “os governos também devem tornar a vida mais fácil aos consumidores que querem desfazer-se de equipamentos de um modo responsável e sustentável do ponto de vista ambiental”, afirmou a investigadora. 

Os próprios fabricantes devem optar por uma gestão de ciclo de vida de produto, acompanhando-o desde o fabrico até ao momento em que é desprovido de utilização.
“O destino do equipamento quando deixa de ser utilizado deve estar previsto na altura da venda”, explicou a investigadora. 

 

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