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“Suporte tecnológico dos DIAP é artesanal”
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05-03-2008 19:46:27 |
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Por envolver uma arquitectura de sistemas estanques, que não comunicam entre si, o “suporte tecnológico dos DIAP (Departamento de Investigação e de Acção Penal) é artesanal”, considerou a procuradora-geral adjunta, Maria José Morgado. Durante a abertura do evento Banking Technology World, organizado pelas revistas CXO e Computerworld, a responsável manifestou preocupação pela falta de capacidade dos sistemas de informação em suportarem o combate a certos tipos de crime – como os de fraude financeira. “Exigem suporte tecnológico que não temos, para fazer a integração e consolidação de dados, necessárias ao seu combate”, disse.
Segundo a magistrada, as próprias bases de dados dos tribunais são estanques e não há partilha de informaçõa e dados. Este factor acaba por ser uma importante barreira, na perspectiva de Morgado, à obtenção de informação de qualidade sobre a criminalidade em Portugal. A procuradora-geral adjunta acabou por deixar um alerta para a necessidade de haver uma importante intervenção na tecnologia que suporta os processos de justiça. “Para nós, o futuro é a tecnologia. Sem resolvermos essa componente vamos continuar a ouvir falar de morosidade crónica na Justiça”. Outro alerta da magistrada aponta para o “desperdício” que deriva da falta de meios. “Todo o trabalho está alojado nos computadores dos funcionários e por não haver um sistema que integre tudo, perde-se muita informação útil”, revela Maria José Morgado. Veja um vídeo sobre o assunto |