|
A Rússia está a tornar-se numa “superpotência” de spam, de acordo com os dados do relatório de spam da Sophos para o último trimestre de 2007.O relatório aponta para um aumento significativo do volume de spam proveniente daquele país ao longo do último ano, estando apenas atrás dos Estados Unidos.
Nos primeiros três semestres de 2007, a quota de spam enviada da Rússia subiu de 3% para 4,4%; no entanto, no final do ano atingiu os 8,3%. Em 2006, registava apenas uma percentagem de 1,8%. Esta ascensão, sem qualquer indício de um eventual abrandamento, deverá contribuir para a má reputação que a Rússia tem. Recorde-se que a Rússia já é associada a outras formas de criminalidade na Internet, como a criação de difusão de dispositivos de brechas e malware impulsionados pela gigantesca rede Russian Business Network – que terá sido, supostamente, encerrada em Novembro. “É interessante ver as mudanças nas listas de spam ao longo dos anos”, comentou Graham Cluley, da Sophos. “A Rússia tem a sua percentagem de spammers, e vemos diariamente uma quantidade considerável de spam em língua russa”. Não são apenas os russos, porém, a merecer atenção devido à quantidade de spam que enviam. No topo da tabela estão os Estados Unidos com 21,3% do total de spam enviado no último trimestre de 2007, e a China surge em terceiro lugar com 4,2%. No entanto, se todo o spam de países europeus for agregado, o resultado é um total de 27,1%. Nos Estados Unidos, porém, a tendência de spam é decrescente, enquanto nos restantes países está em ascensão. A considerar as últimas mudanças na lista, em teoria a Rússia poderá ultrapassar os Estados Unidos nos próximos dois anos, ainda que as estatísticas de spam sejam algo difíceis de prever. |