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Empresa instala centros de dados em portos
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24-01-2008 00:00:00 |
A International Data Security, uma start-up norte-americana, planeia abrir os primeiros 50 centros de dados instalados em barcos de carga ancorados no Pier 50 em São Francisco no decorrer do mês de Abril. Centros de dados flutuantes são muito mais amigáveis do ambiente que os seus equivalentes situados em terra. Sibéria, Islândia e uma mina de carvão no Japão foram locais escolhidos para a instalação de centros de dados.
A empresa possui planos de criar 22 centros de dados na costa norte-americana e mais 28 em todo o mundo. Os centros de dados, que serão construídos em barcos contentores e irão ocupar o espaço destinado à carga, irão utilizar produtos tais como os servidores Blackbox da Sun Microsystems e ICE Cube da Rackable Systems. Cada cargueiro terá no mínimo 200 mil metros quadrados de espaço para alojamento dos centrso de dados. O Pier 50 já possui os primeiros inquilinos ancorados. Foi adquirida uma frota de 50 cargueiros em final de vida. Os cargueiros irão estar atracados em portos e irão beneficiar das conexões de rede e de energia das instalações portuárias. Adicionalmente, a procura de energia será complementada por geradores bio-diesel instalados e que possibilitam o funcionamento em caso de interrupções no abastecimento de energia durante um mês. A água do mar será utilizada no arrefecimento dos geradores e dos contentores, contribuido para uma redução de 30 a 40 porcento de redução de energia. O calor desperdiçado pelo centro de dados será utilizado para aquecer as instalações do cargueiro. Para além do arrefecimento a água, da utilização de bio-diesel e da reutilização do calor desperdiçado, as credenciais ambientais do projecto são reforçadas pela reciclagem dos cargueiros em lugar de serem destruídos. Inicialmente, estes centros de dados marítimos estão vocacionados para o mercado de recuperação em caso de desastre. A área de São Francisco é bem conhecida devido à falha sísmica de Santo André. A International Data Security afirma que estes centros de dados podem estar prontos em poucos meses, enquanto que os seus equivalents em terra podem demorar mais de um ano devido aos constrangimentos imobiliários. |